Catherine
Surgiu um jantar que o Dante inventou, e infelizmente eu vou ter que ir, por motivos de que, eu sou a noiva do filho dele.
Quando você é só filha, você não precisa ir nesses eventos de contratos, ou parcerias ou seja lá o que, mas quando você é noiva ou esposa, você precisa está lá. Ter mulher na máfia é um status, homens que não são chefes de família são "m*l vistos", por isso gera essa "ansiedade" para casar todos.
- Está bom? - pergunto a Jessica.
- Está linda amiga, você só precisa colocar um ânimozinho nesse rosto.
- Mais? isso é tudo que eu tenho
- Ah então arrasou - rimos juntas.
Estou com um vestido rosa bebê longo, de corte reto e alcinha... ele tem um decote cavado nas costas.
Fiz um coque alto, para mostrar o design do vestido, e coloquei um salto maior ainda.
Desço as escadas e meus pais já estão me esperando.
- Filha do céu - minha mãe diz admirada, o que é raro - você está parecendo a dona da festa.
- Sou a esposa do filho do dono - falo no tom de brincadeira.
- Eita como tá amando o casamento - a Jessica diz rindo.
- Minha filha é linda demais meu Deus, que arrependimento esse casamento - meu pai diz coçando a cabeça.
- Não foi você que quis? - falo e companhia toca.
- Falando no capeta - meu pai vai em direção a porta.
- Boa noite - o Alexandre entra, eu achei que eu ia com meus pais e só ia encontrar ele lá.
- Boa noite - minha mãe e a Jessica respondem.
- Amiga, ele é um gato - ela sussurra pra mim e damos risada.
- Pronto filha, vamos... o Alexandre vai levar vocês, e eu vou com sua mãe - meu pai diz e eu fico parada durante uns segundos processando, a gente vai sozinhos?
A Jessica me dá um empurrãozinho pra eu sair do lugar, já que eu parei.
Saímos, meu pai e minha mãe foram na frente, e vamos na direção do carro do Alexandre, vou na direção da porta de trás, junto com a Jessica... assim como fazemos com o carro do meu pai e do dela.
- Estou de Uber? - o Alexandre diz.
- Amiga, vai pra lá - a Jessica diz sussurrando, eu não estou acostumada ir na frente.
Entro e sento no banco da frente, e ele da partida no carro, meu pai abre a porta do carro pra minha mãe entrar, o daqui nem se quer se preocupou... meu senhor.
(...)
Deixamos a Jessica em casa
- Tchau amiga, tchau noivo da minha amiga - a Jessica diz descendo.
- Tchau amor
- Tchau amiga da minha noiva - o Alexandre diz sorrindo.
- E juízo vocês dois, o casamento ainda não aconteceu - Tanta hora pra Jessica usar o humor dela, ela vem usar agora, eu nem estou me mexendo de tão desconfortável eu estou.
Ela saiu e só ficou nós dois, pela primeira vez estamos só nois dois sozinhos em um lugar.
- Está nervosa? - ele fala quebrando o silêncio.
- Eu não - minto.
- Você parece tensa, é o evento ou sou
eu? - ele não teve essa audácia.
- Porque eu ficaria nervosa por você ? você é somente uma pessoa…
- Qualquer? - completa a frase que eu ia dizer.
- Quase isso - ele rir com minha afirmação.
- Você sabe que vou ser seu marido né
- É, eu sei - falo olhando para a estrada.
- Você está triste pelo casamento ou por ser comigo?
- Nem um, nem outro
- Ué e porque essa cara e esse desânimo? se for lhe ajudar… eu também não queria me casar, queria estar bronzeado e solteirão, com dinheiro
e mulher - olho pra ele incrédula - ué, você não queria?
- Só tirando a mulher - falo séria e ele rir.
- Tá vendo aí, estamos no mesmo barco… temos que fazer isso.
- É né, prometi a mim mesma que não iria fazer disso um inferno - Sou sincera.
- Eu não tinha prometido não, mas posso prometer agora, estamos juntos nessa
então? - diz me olhando e estica sua mão.
Seu olho está cinza, acho que é o reflexo das luzes… ele tão um olhar tão… misterioso.
- Estamos juntos nessa - devolvo e cumprimento ele.
Chegamos no lugar do jantar e tem alguns fotógrafos na porta, sim fotógrafos, o Dante é um grande empresário, e muito conhecido na mídia por sua fortuna.
E ele sempre da esses “jantares”, m*l a mídia sabe quem são os “frequentadores” desses jantares, vem a galera toda, quem é da máfia, quem trabalha para máfia e as vezes quem usa dos “serviços” da máfia.
- Vamos lá, ser os melhores noivos que essa máfia já viu, os mais felizes e contentes - ele diz no tom de ironia e dou risada.
- Finalmente, dez anos tentando e nada de um sorriso
- Você não me engana Alexandre - falo encarando ele da um sorriso sínico.
- Que bom, assim conseguimos ter um casamento feliz - diz e sai do carro, o que ele quis dizer com isso?
Sou interrompida dos meus pensamentos, quando ele abre a porta do carro pra mim, só abriu porque tem gente aqui e tem gente fotografando, que príncipe que meu pai arrumou.
Ele pega na minha mão e alguns fotógrafos vem na nossa frente, o Alexandre tinha muito tempo fora do Brasil, ou seja se livrou dessa mídia estranha.
Ouço alguns chamar pelo nome dele e pedindo para ele parar, para conseguir tirar uma foto boa.
- Sorria - ele diz entre os dentes enquanto sorrir para foto.
- Sei fingir muito bem, não se preocupe - faço o mesmo que ele, encosto minha cabeça em seu ombro, como um ato romântico e ganho aprovação dos fotógrafos.
Fazendo isso percebo que toda a tensão que eu estava sentindo quando entrei nesse carro, foi embora durante o trajeto.
Finalmente entramos no jantar de damos de cara com o Dante.
- Meu nora favorita - Oh falsidade, como se ele tivesse outras - como você esta menina?
- Estou bem Dante, e o senhor?
- Melhor agora - vejo que ele ignora o Alexandre, porque será? - aproveite o jantar, fique a vontade, você já faz parte da família, então isso aqui também é seu - quem me dera.
- Minha sogra está onde? - pergunto e vejo ele e o Alexandre surpreso, mas não vai ser minha sogra mesmo? Já vou ensaiando.
- Ela não tava se sentindo muito bem, então não conseguiu vim.
- Vamos falar com seus pais - o Alexandre diz puxando meu braço disfarçadamente.
- Melhoras para ela - falo antes de sair dali.