CAPÍTULO 13

1155 Palavras
Catherine Surgiu um jantar que o Dante inventou, e infelizmente eu vou ter que ir, por motivos de que, eu sou a noiva do filho dele. Quando você é só filha, você não precisa ir nesses eventos de contratos, ou parcerias ou seja lá o que, mas quando você é noiva ou esposa, você precisa está lá. Ter mulher na máfia é um status, homens que não são chefes de família são "m*l vistos", por isso gera essa "ansiedade" para casar todos. - Está bom? - pergunto a Jessica. - Está linda amiga, você só precisa colocar um ânimozinho nesse rosto. - Mais? isso é tudo que eu tenho - Ah então arrasou - rimos juntas. Estou com um vestido rosa bebê longo, de corte reto e alcinha... ele tem um decote cavado nas costas. Fiz um coque alto, para mostrar o design do vestido, e coloquei um salto maior ainda. Desço as escadas e meus pais já estão me esperando. - Filha do céu - minha mãe diz admirada, o que é raro - você está parecendo a dona da festa. - Sou a esposa do filho do dono - falo no tom de brincadeira. - Eita como tá amando o casamento - a Jessica diz rindo. - Minha filha é linda demais meu Deus, que arrependimento esse casamento - meu pai diz coçando a cabeça. - Não foi você que quis? - falo e companhia toca. - Falando no capeta - meu pai vai em direção a porta. - Boa noite - o Alexandre entra, eu achei que eu ia com meus pais e só ia encontrar ele lá. - Boa noite - minha mãe e a Jessica respondem. - Amiga, ele é um gato - ela sussurra pra mim e damos risada. - Pronto filha, vamos... o Alexandre vai levar vocês, e eu vou com sua mãe - meu pai diz e eu fico parada durante uns segundos processando, a gente vai sozinhos? A Jessica me dá um empurrãozinho pra eu sair do lugar, já que eu parei. Saímos, meu pai e minha mãe foram na frente, e vamos na direção do carro do Alexandre, vou na direção da porta de trás, junto com a Jessica... assim como fazemos com o carro do meu pai e do dela. - Estou de Uber? - o Alexandre diz. - Amiga, vai pra lá - a Jessica diz sussurrando, eu não estou acostumada ir na frente. Entro e sento no banco da frente, e ele da partida no carro, meu pai abre a porta do carro pra minha mãe entrar, o daqui nem se quer se preocupou... meu senhor. (...) Deixamos a Jessica em casa - Tchau amiga, tchau noivo da minha amiga - a Jessica diz descendo. - Tchau amor - Tchau amiga da minha noiva - o Alexandre diz sorrindo. - E juízo vocês dois, o casamento ainda não aconteceu - Tanta hora pra Jessica usar o humor dela, ela vem usar agora, eu nem estou me mexendo de tão desconfortável eu estou. Ela saiu e só ficou nós dois, pela primeira vez estamos só nois dois sozinhos em um lugar. - Está nervosa? - ele fala quebrando o silêncio. - Eu não - minto. - Você parece tensa, é o evento ou sou eu? - ele não teve essa audácia. - Porque eu ficaria nervosa por você ? você é somente uma pessoa… - Qualquer? - completa a frase que eu ia dizer. - Quase isso - ele rir com minha afirmação. - Você sabe que vou ser seu marido né - É, eu sei - falo olhando para a estrada. - Você está triste pelo casamento ou por ser comigo? - Nem um, nem outro - Ué e porque essa cara e esse desânimo? se for lhe ajudar… eu também não queria me casar, queria estar bronzeado e solteirão, com dinheiro e mulher - olho pra ele incrédula - ué, você não queria? - Só tirando a mulher - falo séria e ele rir. - Tá vendo aí, estamos no mesmo barco… temos que fazer isso. - É né, prometi a mim mesma que não iria fazer disso um inferno - Sou sincera. - Eu não tinha prometido não, mas posso prometer agora, estamos juntos nessa então? - diz me olhando e estica sua mão. Seu olho está cinza, acho que é o reflexo das luzes… ele tão um olhar tão… misterioso. - Estamos juntos nessa - devolvo e cumprimento ele. Chegamos no lugar do jantar e tem alguns fotógrafos na porta, sim fotógrafos, o Dante é um grande empresário, e muito conhecido na mídia por sua fortuna. E ele sempre da esses “jantares”, m*l a mídia sabe quem são os “frequentadores” desses jantares, vem a galera toda, quem é da máfia, quem trabalha para máfia e as vezes quem usa dos “serviços” da máfia. - Vamos lá, ser os melhores noivos que essa máfia já viu, os mais felizes e contentes - ele diz no tom de ironia e dou risada. - Finalmente, dez anos tentando e nada de um sorriso - Você não me engana Alexandre - falo encarando ele da um sorriso sínico. - Que bom, assim conseguimos ter um casamento feliz - diz e sai do carro, o que ele quis dizer com isso? Sou interrompida dos meus pensamentos, quando ele abre a porta do carro pra mim, só abriu porque tem gente aqui e tem gente fotografando, que príncipe que meu pai arrumou. Ele pega na minha mão e alguns fotógrafos vem na nossa frente, o Alexandre tinha muito tempo fora do Brasil, ou seja se livrou dessa mídia estranha. Ouço alguns chamar pelo nome dele e pedindo para ele parar, para conseguir tirar uma foto boa. - Sorria - ele diz entre os dentes enquanto sorrir para foto. - Sei fingir muito bem, não se preocupe - faço o mesmo que ele, encosto minha cabeça em seu ombro, como um ato romântico e ganho aprovação dos fotógrafos. Fazendo isso percebo que toda a tensão que eu estava sentindo quando entrei nesse carro, foi embora durante o trajeto. Finalmente entramos no jantar de damos de cara com o Dante. - Meu nora favorita - Oh falsidade, como se ele tivesse outras - como você esta menina? - Estou bem Dante, e o senhor? - Melhor agora - vejo que ele ignora o Alexandre, porque será? - aproveite o jantar, fique a vontade, você já faz parte da família, então isso aqui também é seu - quem me dera. - Minha sogra está onde? - pergunto e vejo ele e o Alexandre surpreso, mas não vai ser minha sogra mesmo? Já vou ensaiando. - Ela não tava se sentindo muito bem, então não conseguiu vim. - Vamos falar com seus pais - o Alexandre diz puxando meu braço disfarçadamente. - Melhoras para ela - falo antes de sair dali.
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