CAPÍTULO 14

1125 Palavras
Catherine Eu já cumprimentei tanta gente, que eu não tenho nem mais dente pra sorrir. - Não sorrir - o Alexandre fala no meu ouvido e fico sem entender nada. - Ué, porque? - Boa noite priminho querido - um cara alto, magro e de cabelos bem pretos se aproxima - vi que está bem acompanhado essa noite, sua graça? - direciona a mim. - Catherine - respondo, ele vem com as mãos para eu colocar em cima, para ele beijar, mas o Alexandre interrompe na metade. - Não perdeu nada aqui né - Ele diz - Se preocupe não primo, sou bem casado - o cara responde de forma sinica. - Ah é? e porque não está com sua esposa, ao invés de está incomodando a minha? - o Alexandre diz sério. - Claro, irei me retirar... soube da sua perda de carga viu, que barra - da dois tapinha no ombro do Alexandre e sai. - Filho da p**a - ele diz ficando com o rosto vermelho. - Que carga? - questiono - Eu vou m***r aquele filho da p**a - diz simplesmente saindo de perto de mim, e eu vou atrás dele, não vou ficar sozinha largada aqui, já que meus pais estão fingindo que não me conhecem, agora que sou noiva, eles não se preocupam mais, o Alexandre que tem que ser minha companhia. Alexandre vai pro fundo do espaço onde estamos, que tem uma sacada , a vista bem bonita. Ele está com muita raiva, seu rosto está vermelho, ele caminha de um lado pro outro. - Que carga é essa? - pergunto a ele. - Não interessa Catherine - diz bruto. - Fala que carga é essa? - insisto. - Eu vou m***r aquele filho da p**a - diz indo na direção para voltar, para o salão... mas puxo ele. - Você vai lá fazer o que? fazer escândalo, destruir o jantar do seu pai e ainda sair de errado? porque ninguém sabe o porque você está fazendo isso, vai ser só um chilique, inclusive nem eu sei - ele sai do meu aperto, ajeita seu terno e respira fundo. - Eu perdi uma carga de arma - começa a falar - na verdade armaram pra mim, a carga veio com explosivos, se destruiu tudo, até as armas que recuperaram perdemos porque estava com falhas, o cliente não quis... enfim. - Você acha que foi seu primo? - falo, e ele me olha e franze a sobrancelha. - c*****o eu sou muito burro - ele diz passando a mão nos cabelo e chuta a planta que está na varanda. - Não era isso que você estava pensando? então porque essa revolta toda. - Esse filho da p**a quer me fuder, eu achei que ele estava só tirando onda por eu ter sido incompetente, c*****o com certeza tem dedo dele nisso. - Não sou de julgar essas pessoas, mas ele tem uma energia de pessoa r**m - sou sincera. - Ele é uma pessoa r**m, so meu pai que não ver - Você acha que realmente foi ele? - questiono. - Eu tenho certeza, só preciso provar isso - Você vai agir naturalmente, fingir que isso não te atinge... tratar ele como você sempre tratou, sem mostrar nada, e quando ele menos esperar, você faz ele morder a própria isca - falo seria, e vejo ele me olhando, ele me olha por alguns segundos, e seus olhos ainda está cinzas, seu olhar parece que olha a minha alma, não sei explicar, sinto um arrepio, uma sensação que seu olhar invade. - A gente vai se dar muito bem, vamos ser uma ótima dupla. - Disso eu tenho certeza, agora vamos voltar pra lá? - Vamos - diz ajeitando a roupa. - Passa uma mão nesse cabelo, que parece que levou um choque. Voltamos pro salão e senti alguns olhares na nossa direção, e pelo estado que o Alexandre está, devem está achando que a gente estava fazendo outra coisa. - Vocês estavam aonde? - meu pai surge - só estávamos esperando vocês para começar a servir o jantar. - Estávamos na varanda conversando - não menti - Você preste atenção - fala direito com o Alexandre - Ela é sua noiva, mas é minha filha, eu acabo com você - meu pai com certeza acha que a gente estava fazendo safadeza, ah se ele soubesse . - Eu nunca desrespeitaria a sua filha, nem casados, quem dirá noivos, pode ficar tranquilo - ele responde na maior tranquilidade, como se não estivesse surtando nestante. - Eu acho bom mesmo, vamos jantar - meu pai fala e sai na frente. - Culpa sua - falo somente pro Alexandre ouvir - Eu não fiz nada ué - reviro os olhos, agora meu pai acha que sou uma pervertida. Sentamos na mesa da família, o Dante discursou... até parecia que era seu aniversario, eu sabia que esse eventos eram chatos, mas agora que estou presente nele, eu tenho certeza. Uma falação sem parar e nada disso aqui acabar. Até meu pai ir embora, o pessoal começou a ir também, novamente vou voltar sozinha com Alexandre, meu pai se ofereceu para me levar, pra ele não precisar dar a volta,mas ele fez questão, então estamos indo. Meu pai ainda está no estacionamento quando saímos, o Alexandre ver que ele está observando e abre a porta do carro para eu entrar. - Você é muito falso cara - falo da atitude dele pensada, só porque meu pai está observando. - Você nem me conhece - responde entrando também no carro. - Justamente e o que eu conheço, acho falso - ele rir - Você não viu nada meu baby - diz me encarando - nada - arrasta o carro e passa pelo meu pai que também arrastou o carro e eles buzinam um para o outro. Meu pai como sempre corre lá na frente, as vezes penso que ele acha que está em raxa. Vejo que o Alexandre vira em um caminho diferente do que deveria fazer. - Você está indo pelo caminho errado - falo. - Eu nunca estou errado Catherine - ele faz uma curva que por algum momento eu achei que o carro iria virar. - Você tá maluco cara? - falo segurando e ele rir. - Eu não, se você for ficar aliviada… eu era o motorista de fuga quando estava trabalhando 100% aqui - isso era pra me tranquilizar? - Você está me levando pra onde cara? você sabe que meu pai te acha até no inferno né? - falo séria e ele rir sínico. - Eu sou seu noivo, não lhe faria m*l… estamos indo pra minha casa. - Sua casa? - falo com o olho arregalado e ele rir.
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