Catherine
Eu já cumprimentei tanta gente, que eu não tenho nem mais dente pra sorrir.
- Não sorrir - o Alexandre fala no meu ouvido e fico sem entender nada.
- Ué, porque?
- Boa noite priminho querido - um cara alto, magro e de cabelos bem pretos se aproxima - vi que está bem acompanhado essa noite, sua graça? - direciona a mim.
- Catherine - respondo, ele vem com as mãos para eu colocar em cima, para ele beijar, mas o Alexandre interrompe na metade.
- Não perdeu nada aqui né - Ele diz
- Se preocupe não primo, sou bem casado - o cara responde de forma sinica.
- Ah é? e porque não está com sua esposa, ao invés de está incomodando a minha? - o Alexandre diz sério.
- Claro, irei me retirar... soube da sua perda de carga viu, que barra - da dois tapinha no ombro do Alexandre e sai.
- Filho da p**a - ele diz ficando com o rosto vermelho.
- Que carga? - questiono
- Eu vou m***r aquele filho da p**a - diz simplesmente saindo de perto de mim, e eu vou atrás dele, não vou ficar sozinha largada aqui, já que meus pais estão fingindo que não me conhecem, agora que sou noiva, eles não se preocupam mais, o Alexandre que tem que ser minha companhia.
Alexandre vai pro fundo do espaço onde estamos, que tem uma sacada , a vista bem bonita.
Ele está com muita raiva, seu rosto está vermelho, ele caminha de um lado pro outro.
- Que carga é essa? - pergunto a ele.
- Não interessa Catherine - diz bruto.
- Fala que carga é essa? - insisto.
- Eu vou m***r aquele filho da p**a - diz indo na direção para voltar, para o salão... mas puxo ele.
- Você vai lá fazer o que? fazer escândalo, destruir o jantar do seu pai e ainda sair de errado? porque ninguém sabe o porque você está fazendo isso, vai ser só um chilique, inclusive nem eu sei - ele sai do meu aperto, ajeita seu terno e respira fundo.
- Eu perdi uma carga de arma - começa a
falar - na verdade armaram pra mim, a carga veio com explosivos, se destruiu tudo, até as armas que recuperaram perdemos porque estava com falhas, o cliente não quis... enfim.
- Você acha que foi seu primo? - falo, e ele me olha e franze a sobrancelha.
- c*****o eu sou muito burro - ele diz passando a mão nos cabelo e chuta a planta que está na varanda.
- Não era isso que você estava pensando? então porque essa revolta toda.
- Esse filho da p**a quer me fuder, eu achei que ele estava só tirando onda por eu ter sido incompetente, c*****o com certeza tem dedo dele nisso.
- Não sou de julgar essas pessoas, mas ele tem uma energia de pessoa r**m - sou sincera.
- Ele é uma pessoa r**m, so meu pai que não ver
- Você acha que realmente foi
ele? - questiono.
- Eu tenho certeza, só preciso provar isso
- Você vai agir naturalmente, fingir que isso não te atinge... tratar ele como você sempre tratou, sem mostrar nada, e quando ele menos esperar, você faz ele morder a própria isca - falo seria, e vejo ele me olhando, ele me olha por alguns segundos, e seus olhos ainda está cinzas, seu olhar parece que olha a minha alma, não sei explicar, sinto um arrepio, uma sensação que seu olhar invade.
- A gente vai se dar muito bem, vamos ser uma ótima dupla.
- Disso eu tenho certeza, agora vamos voltar pra lá?
- Vamos - diz ajeitando a roupa.
- Passa uma mão nesse cabelo, que parece que levou um choque.
Voltamos pro salão e senti alguns olhares na nossa direção, e pelo estado que o Alexandre está, devem está achando que a gente estava fazendo outra coisa.
- Vocês estavam aonde? - meu pai surge - só estávamos esperando vocês para começar a servir o jantar.
- Estávamos na varanda conversando - não menti
- Você preste atenção - fala direito com o
Alexandre - Ela é sua noiva, mas é minha filha, eu acabo com você - meu pai com certeza acha que a gente estava fazendo safadeza, ah se ele soubesse
.
- Eu nunca desrespeitaria a sua filha, nem casados, quem dirá noivos, pode ficar
tranquilo - ele responde na maior tranquilidade, como se não estivesse surtando nestante.
- Eu acho bom mesmo, vamos jantar - meu pai fala e sai na frente.
- Culpa sua - falo somente pro Alexandre ouvir
- Eu não fiz nada ué - reviro os olhos, agora meu pai acha que sou uma pervertida.
Sentamos na mesa da família, o Dante discursou... até parecia que era seu aniversario, eu sabia que esse eventos eram chatos, mas agora que estou presente nele, eu tenho certeza.
Uma falação sem parar e nada disso aqui acabar.
Até meu pai ir embora, o pessoal começou a ir também, novamente vou voltar sozinha com Alexandre, meu pai se ofereceu para me levar, pra ele não precisar dar a volta,mas ele fez questão, então estamos indo.
Meu pai ainda está no estacionamento quando saímos, o Alexandre ver que ele está observando e abre a porta do carro para eu entrar.
- Você é muito falso cara - falo da atitude dele pensada, só porque meu pai está observando.
- Você nem me conhece - responde entrando também no carro.
- Justamente e o que eu conheço, acho
falso - ele rir
- Você não viu nada meu baby - diz me
encarando - nada - arrasta o carro e passa pelo meu pai que também arrastou o carro e eles buzinam um para o outro. Meu pai como sempre corre lá na frente, as vezes penso que ele acha que está em raxa.
Vejo que o Alexandre vira em um caminho diferente do que deveria fazer.
- Você está indo pelo caminho errado - falo.
- Eu nunca estou errado Catherine - ele faz uma curva que por algum momento eu achei que o carro iria virar.
- Você tá maluco cara? - falo segurando e ele rir.
- Eu não, se você for ficar aliviada… eu era o motorista de fuga quando estava trabalhando 100% aqui - isso era pra me tranquilizar?
- Você está me levando pra onde cara? você sabe que meu pai te acha até no inferno né? - falo séria e ele rir sínico.
- Eu sou seu noivo, não lhe faria m*l… estamos indo pra minha casa.
- Sua casa? - falo com o olho arregalado e ele rir.