Capítulo 9 – As Guardiãs das Águas e a Charada do Começo

973 Palavras
Então ela me abraçou tão forte... Quando saiu do meu abraço, percebeu meu joelho ralado e simplesmente curou. Só curou. Olhei para ela com os olhos arregalados e disse: — Obrigada... foi como mágica. Uau... — Mas está ficando tarde, pequenina. Não quer se juntar a mim na minha residência? Ela respondeu: — Não, não, tia! Tenho que me juntar com minha família. Mas eu sempre estarei com você, tá bom? Então eu a abracei. E em um simples gesto... ela sumiu. Só sumiu. Logo depois, fui para minha residência. Assim que cheguei, deitei na cama e apaguei. --- Pela manhã, escutei alguém batendo na porta: — Acordaaa, Bela Adormecida!!! Temos um longo dia por aí! Levantei, tomei um banho, fiz um coque bonitinho, vesti uma blusa social, um corselet preto, calça preta e uma bota marrom. Depois de alguns minutos, desci para o café. Mas achei estranho: Flora e Aleck não estavam. Eles sempre levantam cedo. Perguntei: — Cadê o Aleck e a Flora? Seraphin respondeu: — Estão dormindo ainda. Seraphina completou: — Mais tarde eles descem pra fazer as obrigações, relaxa! Eu ia responder, mas Marcelo’s me cortou: — Lyra, temos que iiiiirrrrrr!!!! Seraphina perguntou: — Onde vocês vão? E Seraphin: — É mesmo, onde? Me retirei da mesa e disse: — Vamos treinar. Querem ir junto? Eles aceitaram. Quando chegamos no campo de treino, expliquei: — Bom, gente. Primeiro vamos alongar, depois treino com espada, depois arco e flecha, e por fim, nossos poderes elementais! Todos se alongaram. Treinamos por 1h30. No arco e flecha tudo correu bem. Quando entreguei o arco para Seraphina, ela disse: — Alguém pode me ajudar com isso? Não sei usar muito bem... Na hora entendi tudo e disse: — Marcelo’s, vá ajudá-la! Ele chegou perto, armou o arco junto com ela, e ela só olhava pra ele. Quando menos esperava, a flecha já havia sido disparada. Ele se assustou e disse: — Uau! Isso é porque você não sabe. Imagina se soubesse, hein... Ela ficou toda envergonhada. — Hora de treinarmos nossos poderes, né? Vamos? — disse, mudando de assunto. Todos riram. Marcelo’s então orientou: — Relaxem o corpo e se concentrem na a**a que desejam usar. Ele fez surgir uma espada de gelo com facilidade. Seraphina moldou a água como um escudo. Seraphin criou uma espada de fogo. Mas quando chegou minha vez... algo estranho aconteceu. A espada surgiu em camadas: terra, água e fogo. Mas, em um único suspiro... tudo se desfez. Todos ficaram com os olhos arregalados e disseram: — Foi tenso... — Por hoje chega, né, gente? Vamos voltar pra residência... Estávamos indo quando Seraphina gritou: — LYRA!!! — Oi? Aconteceu algo? — Acho que tenho uma pista sobre a charada... Parei, pensei e disse: — Vamos conversar em outro lugar... Fechei os olhos e me concentrei para abrir um portal. Quando consegui, nem sabia como reagir — só atravessei, movida pela curiosidade. Era um portal azul, com estrelas em sua superfície. Chegamos à mesma praia onde Aleck me levou. Sentamos e eu contei a ela sobre a Mariazinha. — Ela é uma das guardiãs das águas! Deve ter sido incrível, né? Ela deve ser sua protetora. A minha se chama Melzinha! — disse Seraphina, empolgada. — Gente... vocês sempre me surpreendem... — falei, boquiaberta. Ela me olhou com carinho e disse: — Você está evoluindo tão rápido, Lyra. Estou orgulhosa! Mas segura essa: a charada dizia pra voltarmos ao começo, certo? Onde tudo começou. Onde você acha que foi? Falamos juntas: — Campo-17! — Faz sentido agora. Mas antes, temos que nos preparar. Não sabemos o que nos aguarda — disse eu. — Claro, né Ly! Mas e se a gente chamasse as guardiãs? Faz um tempo que não vejo a Melzinha... — Tem como? — Tem sim! Quando você veio pra cá, deixou algo escondido para quando voltasse? — Como você sabia? — Ah, Lyra... eu já passei por isso! Peguei minhas coisinhas e falei: — Temos que ir até a cachoeira onde vi a Mariazinha? — É depois daquelas pedras, né? Vamos sim! Chegando lá, ela me olhou e disse: — Preparada? Pegue dois pratinhos, duas velas e traga os doces! Vou colocar os favoritos da Melzinha. Como você não conhece muito bem a Mariazinha, vá pela intuição! Me agachei e comecei a montar as oferendas. No pratinho da Mariazinha coloquei maria-mole, beijinhos e bolo de coco. Seraphina disse: — Agora atenção... vamos acender as velas e chamá-las, ok? Acendemos as velas e começamos a chamar por elas. Minutos depois, ouvimos risadas de crianças. E então... elas apareceram. Mariazinha veio junto com outra menininha linda e fofa. Cabelinhos ondulados, olhos verdinhos, vestidinho amarelo e uma chupeta com adesivo de abelhinha. Quando Melzinha viu Seraphina, gritou: — Que saudadeee, tia! Por que a senhora me abandonou?? Seraphina a abraçou apertado. Mariazinha se aproximou de mim e disse: — Tia, lembra do seu d****o? Daqui a uma lua e meia ele irá se tornar realidade!!! Eu não entendi nada, mas agradeci. Após uns 30 minutos de conversa, formamos uma roda para brincar de adoleta. Foi aí que a sapeca da Melzinha perdeu... e me jogou na cachoeira. Quase morri de frio! Cinco minutos depois, Marcelo’s e Aleck chegaram. E assim que os viram... Mariazinha e Melzinha desapareceram. — Ah, então vocês estavam aqui, né? — disseram. — Eu estava preocupado, Lyra... — disse Aleck. Marcelo’s abraçou Seraphina e disse: — Que alívio... fiquei tão preocupado com você. Quando saímos dali, Seraphina estava toda contente com o abraço. Comecei a brincar com ela. — Hmmmm... você gosta, eu sei! Safadinha... Ela ficou toda vermelha: — Quê?! Isso é coisa da sua cabeça, tá doidinha? — Xiuuu, xiu! Eu sei de tudo! Aleck chamou: — Meninas! Vocês vêm ou vão ficar aí? Entramos pelo portal próximo e voltamos para a residência.
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