O domingo correu de uma forma muito estranha. Rafael não me olhava enquanto comia, embora estivéssemos conversando. Ele parecia simplesmente em outra dimensão. No entanto, o problema não é esse — quem me dera! O problema é que Nina também percebeu que alguma coisa estava estranha. Minha amiga está sentada aos pés da minha cama e eu estou com as costas apoiadas na cabeceira enquanto conversamos sobre o início iminente das aulas — na sexta-feira teríamos uma espécie de boas-vindas e as aulas de fato começariam na outra segunda. Nina ainda está preocupada com a ideia de que não conseguirá fazer amigos, o que é uma grande bobagem. Então, depois de uma pausa para organizar as ideias, ela me solta uma pergunta que faz eu congelar no lugar: — Você achou o almoço esquisito? — minha amiga ques

