Capítulo 82
Sampaio narrando
Eu entro que nem um furacão dentro da boca explodindo de raiva, Joca me encara e começa a rir.
— Se você rir eu meto uma bala no meio da tua cara c*****o.
— Eu disse para você não ir lá falar nada, mas não, foi lá cheio de raiva.
— Eu meto a bala no meio da tua cara.
— E eu chamo ela para me defender – ele fala rindo
— Vai tomar no teu cu.
Eu me sento na mesa com raiva e quebro o celular dela em diversos pedaços, mando devolver todos os outros celulares e vou para casa, eu chego em casa e encontro Alana.
— Porque a Ester te bateu? – ela pergunta
— Quem está comentando?
— Ninguém é maluco de comentar, mas Sabrina me contou – ela fala. – porque ela te bateu?
— Porque é uma maluca que deveria estar morta. – eu afirmo.
Ela me encara meio pensativa e eu passo reto subindo para o quarto e entrando no banheiro e tomando um banho gelado.
— Onde você vai? m*l chegou – Alana fala – Vem vamos comer algo.
— Tenho coisa para resolver na boca, é meu plantão hoje.
— De novo?
— Sim, o morro é meu, preciso dar plantão o tempo todo.
— Sampaio para que a grosseria comigo? – Alana pergunta
— Foi m*l – eu olho para ela – não queria te tratar m*l.
— Está nervoso, estou vendo isso – ela fala – mas você precisa descansar, relaxar um pouco.
— Não posso, preciso ir para boca. A gente se ver depois,.
— Ok – ela fala.
Eu entro na boca e Joca me encara.
— É eu aqui hoje – ele fala
— Some daqui,dsse para Alana que era eu.
— Está evitando Alana? – ele pergunta
— Vai para casa – eu falo
— Estou indo – ele fala rindo
Eu acendo um baseado e pego o que sobrou do celular da Ester, eu me levanto e vou até o espaço, tinha levado a chave extra do lugar e entro , escuto barulho de água e vou até o banheiro onde ela estava, ela estava nua tomando banho e eu entro de baixo do chuveiro e agarro sua cintura, ela tenta me empurrar mas eu beijo seu pescoço.
— Eu juro que eu te bato com o cabo de vassoura de novo. – ela fala
— Você quer – eu falo beijando a sua boca e ela me empurra.
— Eu não quero – ela fala me empurrando – eu posso gostar de dar, mas eu escolho para quem eu quero dar – ela puxa a toalha e sai do espaço – se você não sair daqui Sampaio, eu vou gritar, pedir socorro, fazer um escândalo e Alana vai saber que você veio aqui atrás de mim, vai atrás da tua mulher – ela me encara – em mim, você não encosta mais, nunca mais.
Capítulo 83
Ester narrando
Uma semana depois...
Muita coisa tinha acontecido nessa uma semana, o espaço estava indo muito bem, muitos moradores e crianças se inscreveram e eu consegui alguns apoio de fora do morro mesmo sem conseguir sair nele, todas as pessoas foram levantadas por Joca que estava me ajudando muito.
Sampaio eu pouco falei nessa semana, mas não dei muita confiança para ele, eu não era bagunça e nem mesmo otária para ele ficar desconfiando de mim da forma que ele desconfiou.
— Eu tive que trazer a minha filha junto – uma moça fala e eu vejo a nenê no carrinho – ainda não abriu vaga para ela na creche do morro e a do asfalto não aceita a gente.
— Como assim não tem vagfa? – eu pergunto para ela.
— A creche é pequena – ela fala
— Pode ficar tranquila, pode trazer ela – eu falo sorrindo
— OBbrigada Ester – ela fala sorrindo e eu vejoa quela criança bem quietinha no carrinho.
Eu saio para fora do espaço e resolvo ir até a boca falar com Sampaio e Joca, eu chego na boca e bato na porta e me mandam entrar, quando entro estava Sampaio e Joca.
— Ester – Sampaio fala.
— E ai garota – Joca fala
— Oi – eu falo para eles – preciso falar sobre uma coisa que está atrapalhando um pouco o desenvolvimento no espaço.
— O qie? – Joca pergunta – achei que estava tudo certo.
— A falta de vagas na creche do morro de vocês – eu falo para eles – a maioria das mulheres não tem como deixar as crianças.
— Fazem filhos adoidados – Sampaio fala – e ai a gente tem que criar vaga e mais vaga.
— Qual foi a ultima vez que você aumentou a creche? – eu pergunto para ele e ele me encara – se as mulheres não trabalharem, os homens não vão dar conta de pagar os alugueis e os alimentos qe aqui dentro do morro são um absurdo, até proque não tem mercado de concorrência.
— Quer que eu crie as crianças também?
— Não precisa – eu respondo para Sampaio – você pode fazer o mínimo que é abrir uma ou duas salas, você tem homem suficiente para isso e material você consegue, é moeda de troco o gasto que você vai ter, mas o retorno vai ser grande. Pensa, o quanto de gente que pode produzir mais e menos dividas que vai ter aqui dentro, mais grana entrando. Mais pessoas satisfeito com seu comando , com o comando dos dois, porque tenho certeza que é um conjunto e quando ver consegue recrutar mais homens para vocês.
— Vou pensar nisso – Sampaio fala me encarando
— Eu posso ajudar se quiser – eu respondo e ele me encara – Estou parada mesmo, só se você ainda achar que eu sou uma traidora.
— As fotos não saíram do seu celular – Joca fala
— Não? – eu pergunto
— Alguém clonou seu celular – Joca fala
— E cadê o meu celular?
— Está com a gente – Sampaio fala
— Até quando? – eu pergunto
— Até eu achar que deve ficar aqui – Ele fala
— Ele quebrou seu celular todo – Joca fala rindo
— Você quebrou meu celular ? – eu pergunto
— Quebrou – Joca fala
— Além de me dever desculpa me deve um celular novo – Sampaio começa a rir
— Espera sentada Ester – ele fala
— O que foi, não é homem para assumir os seus erros? No mínimo, quero que assuma no meio do baile de hoje a noite – eu falo para ele e ele começa a gargalhar.