Os vocalistas

1714 Palavras
Niko notou os outros membros da banda lá. Diana, com um corte de cabelo Joãozinho, uma provocante roupa de couro e maquiagem pesada, com os olhos azuis bem marcados, que a deixava mais linda e sensual. Ian, com sua atual rebeldia no cabelo descolorido e piercing nos m*****s expostos por usar uma jaqueta de couro sem camisa por baixo e lápis na linha d'água dos olhos. Dom, de calça jeans e camisa preta, e Joshua num visual andrógino, que era uma camisa transparente preta como uma meia arrastão, calça de couro colada e o cabelo longo até o meio das costas, com botas de salto. — Ian, Diana, Dom e Joshua… Acho que já devem saber. Mesmo assim, farei as honras. Essa é a Dalilah, a segunda voz e nova vocalista do Sangria. — Nikolas apresentou por cerimônia, já que viu latas de refrigerante e caixas de pizza vazias indicando que já estavam conversando há horas. Ele se sentiu de fora da vida diurna de Dalilah; doeu nele. Diana, uma bela mulher ruiva sentada ao lado de Dalilah no sofá preto, com o braço enroscado no pescoço da garota, analisou Nikolas. Nikolas quis arrancar o braço de Diana do pescoço de Dalilah. — Já fomos apresentados pelo Winston, querido líder. Ela até já tocou e cantou para nós enquanto você dormia. — brincou a guitarrista, acariciando os fios de Dalilah. — Espero que seu sono tenha sido bom, Nikolas. — Ela tem um Growl insano, cara. — elogiou Joshua, o tecladista. — Ela tocou Ecos do Tempo para a gente. Muito bom. Estava pensando: quando fizéssemos um concerto… se eu tocasse no piano, ela no violão e a Di no violoncelo… ia ficar um acústico bem legal no show e uma nova versão para os fãs. — Eu vou pensar sobre isso. Contudo, é uma ótima ideia, Joshua. — elogiou Niko, impressionado. Dalilah sorriu, tímida. De repente, Nikolas quis que todo mundo com quem ela conversava saísse para ninguém ver aquele sorriso. Contudo, sabia que era um sentimento irracional. Miranda dizia que ele era muito ciumento. É que Niko nunca tinha se sentido vivo em meio à morte antes de Miranda. Agora tinha essa sensação de novo com Dalilah, mas Dalilah era mil vezes mais simpática e amável. O sofrimento a tornou alguém cautelosa, mas, mesmo na força dela, havia empatia. Niko gostava do jeito de Dalilah. Se interessou nela só pela aparência de Miranda, mas Dalilah não era nada c***l e frívola como aquela de quem a aparência herdou, e ele gostava disso. Dom analisou Nikolas, lendo o olhar sombrio e possessivo dele sobre a interação deles com a nova vocalista. Dom entendeu, sem palavras, que Dalilah era algo além de uma filha para seu mestre, como o resto da banda era para Niko. Entendeu que Dalilah era alguém que Raven desejava, isso por ser muito observador. Dom era o mais calado, mas captava as coisas no ar sobre Nikolas. Desde o instante em que ele estava no inferno da reabilitação e Nikolas surgiu ironicamente como um anjo, depois soube que ele era um d***o, oferecendo-lhe um pacto, uma chance de voltar a fazer música e ser grande, sabia que ele não era um humano. — Falamos de uma segunda voz mais grave, mas não achei que acharia alguém tão bom tão rápido. Vai ser bom ter mais uma mulher no grupo além da Di. As garotas fãs da banda vão ter mais alguém em quem se inspirar… — elogiou Dom, comedido como sempre. — Gostei da sua entrevista também, mestre. Mas, da próxima vez, tenta falar mais da banda e menos dos livros da Rice, por favor. Sei que é difícil quando você fica super focado em algo que te desperta o interesse. — aconselhou Dom com i********e. Niko sorriu, afagando o ombro musculoso de Dom, levando bem o conselho, sabendo que ele estava certo. Ian, o baixista, que era um rapaz moreno de cabelo prateado e usava brinco e piercing no nariz, analisou Nikolas, olhando para Dalilah. Sentiu um rancor enorme. — Você não acha que devia ter consultado a gente antes de chamar alguém novo? Somos uma banda em que qualquer um pode entrar? — A garota foi encontrada fazendo ouro na decadência, como todos vocês aqui. — se pronunciou Raven, firme. — Se eu digo que ela é boa, ela é boa. Ponto final. Eu não reconheci o talento de vocês logo de cara quando o mundo os negou? Eu não lhes cedi uma nova chance? Vocês também não eram nada até que eu percebi o quão grandiosos eram e investi em vocês e os mostrei para o mundo, não foi? Todos moveram a cabeça num sim, intimidados. Niko tomou um suspiro, sabendo que estava sendo c***l, ficando menos severo com suas crianças. — Eu vou tomar um banho, porque eu acabei de acordar, meus filhos queridos. Vão pro estúdio primeiro, crianças. Dalilah e eu temos que conversar sobre harmonia de vozes. Vocês vão ligar os instrumentos. Dalilah e eu encontraremos vocês daqui a pouco. Dalilah estranhou a fala de Raven com jovens que pareciam pouco mais velhos que eles; contudo, estranhou mais ainda como todos foram em direção ao estúdio que ficava em outra parte do terreno da casa, obedecendo-o como a um pai. O estúdio de música era no terreno, mas tinha que passar por uma trilha de pedras brancas no gramado. Dalilah se perguntou se os outros integrantes também entraram na loucura de Nikolas ser um vampiro. Deviam entrar, né? Já que eram como ela, que vendia seu corpo pela fama. Com a mansão principal vazia, Dalilah sentiu os lábios de Nikolas roçando nos seus, e ele a colocou contra a parede e a pegou no colo, apertando as coxas dela e subindo o vestido dela até expor a calcinha provocante de renda vermelha. Ele percebeu que essa calcinha provocante era bem diferente da roupa íntima fofa da noite anterior. Dalilah não sentia mais o desconhecido ódio que nutria por ele, só um desejo avassalador. A boca dele com gosto de menta; ele provavelmente escovou os dentes antes de ir encontrá-la. Ela tremeu, correspondendo ao beijo faminto e tocando-o no rosto gelado. Raven a cheirou no pescoço, arrepiando-a toda, e a menina ofegava. — Podemos tomar banho juntos? Eu quero te comer; você fica linda com o seu violão. — pediu ele, sedento e cheirando o pescoço dela. — Hm… Dalilah… Dalilah… estar dentro de você é como ser humano de novo. Você me vicia como uma droga… eu quero meter em você e me sentir um humano de novo. Subiu o vestido dela até a cintura, apertando a cintura delicada da moça. Ela protestou, mesmo que quisesse só sentir ele dentro dela de novo: — Não, eles iam desconfiar da demora. Não quero que pensem que entrei nessa banda por estar trepando com o líder dela, mesmo que seja verdade. — Não é verdade, Dalilah. Você entrou porque tem talento. A parte de transarmos é porque eu sou abusivo. A culpa não é sua que eu sou um monstro que tira proveito do seu sonho. — respondeu ele sensual e, mesmo que calmo, monstruoso; ela sentia que ele a prenderia para sempre. — Eu sou um parasita desprezível mesmo. — Depois do ensaio e que eu provar que sou boa… eu deixo você me comer e me morder toda, querido. — respondeu intensa e gostando de sentir o quanto Nikolas a queria. — Hm… não vou ser gentil só porque você é linda, Dalilah… — Não quero que seja. — respondeu ela, ofegante, com um sorriso tímido e sem se reconhecer. — Eu gosto de f********o brutal com você. É delicioso. Você não pensa só em seu prazer como a maioria dos homens. Você é a melhor f**a que já tive com um homem. Nikolas lambeu os lábios dela, trêmulo, buscando por mais calor e luxúria. Ela tocou o rosto dele, fascinada pela beleza dele. Niko acariciou a bochecha dela com o polegar. Admirou os olhos verdes azulados dela, o contemplando com idolatria. Sabia que era bonito, mas, quando ela confirmava isso com o olhar dela, era uma sensação totalmente diferente e o fazia se sentir convencido. — Promete que, depois do ensaio, vamos t*****r de todas as formas possíveis e que vai deixar eu te morder toda também? — Sim, prometo, querido. — respondeu ela, meiga, amável, roçou o nariz no dele e acariciou o cabelo escuro dele, que era até um pouco abaixo dos ombros. — Agora vá tomar banho para despertar direito, e eu vou encontrar os outros, lindo. Niko selou os lábios nos dela e a colocou no chão. Dalilah o abraçou e beijou o peito dele, carinhosa. Niko beijou a testa dela e a manteve em seu abraço. Ela suspirou e, mesmo relutando, o soltou e se retirou. (..) Dalilah, quando se aproximou da porta do estúdio, escutou o baixista, que era o Ian, dizer: — Aposto que ele está comendo ela. Ela ia se impedir de entrar no estúdio, com lágrimas nos olhos. — Mesmo que esteja, ela é talentosa. — Dom tomou a palavra, já sentado na bateria e brigando com Ian. — Você deveria parar de ser insolente só porque ele não quer nada com você. Sabe que somos como crianças para ele. Ele nunca nos verá assim. Você só está implicando com a moça porque sabe que ele a deseja e nunca vai te querer. Para de inveja, Ian. Dom sentiu o olhar de Diana pesar sobre ele. Dom sabia que apenas Diana, além dele, era quem sabia que Nikolas era realmente um vampiro. — Eita, eu nem percebi. Será que ele ficou irritado porque toquei nela? — Diana perguntou em pânico. Dom a estudou, temerosa, e a tranquilizou enquanto girava uma baqueta em mãos: — Fique tranquila. Você não sabia que ela era a namorada dele, Di. Só mais cautela na próxima vez. Sabe que nosso mestre não se chateia se erramos sem perceber. Diana corou fortemente e assentiu com a cabeça, menos temerosa. Dalilah abriu a porta, menos constrangida. Diana a recebeu já com uma bela guitarra vermelha em mãos. — Você está aí, linda filhote? Animada para seu primeiro ensaio? Dalilah assentiu com a cabeça, lançando um olhar de ódio a Ian.
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