A banda

1134 Palavras
Os olhos dela estavam cheios de lágrimas, ela soluçava, o rastro de lágrimas grossas escorria pela bochecha da moça. Nikolas nunca pôde imaginar que a história de vida dela fosse tão pesada. Agora entendia porque a voz dela tinha tanto sentimento quando cantou Luar sangrento. Ela sentia-se assim sobre a criança. Dalilah o estudou. Pegou a mão dele, na dela. — Apesar do que aconteceu entre nós e de ter sido uma moeda de troca… eu gostei de f********o com você, Nikolas. Se fosse para minha primeira vez com um homem ter sido com alguém, gostaria que tivesse sido essa com você. — Soltou ela emotiva, limpando as lágrimas. — Se já terminamos e já te aqueci, eu vou dormir. Mas como esquecemos de usar camisinha, temos que comprar a pílula do dia seguinte. Niko riu e negou com a cabeça dela achar que podia ficar grávida dele. Ela o estudou furiosa. — Está rindo por qual razão? Não quero engravidar e que você me acuse de ter o golpe da barriga porque você é rico, i****a. — Não se preocupe, eu não posso ter filhos. Relaxe — Sussurrou ele no ouvido da menina nua e acariciou o rosto dela com o polegar, limpando um rastro de lágrimas. — Não vou ter ninguém além de você, você deve servir só a mim. Sempre que a gente t*****r pode ser sem camisinha? — Tentou soar como um jovem. A menina ofegou e o analisou corada e perguntou: — Vai ter outras vezes então? Niko sorriu, a abraçou forte e ela escondeu o rosto no peito dele. — Se você quiser também sim. — Respondeu e lambeu o pescoço dela.— Muitas vezes. Você fica linda sendo minha v***a particular. Dalilah estremeceu, arqueou a sobrancelha, sabendo que deveria se sentir ofendida e não feliz como estava. Ela respirou fundo. — Certo. Sou uma v***a oportunista, que você fode quando está entediado. Mas se vai me f***r sem camisinha, não pode ter outra parceira e nem me culpar se eu engravidar.— Respondeu ela tímida, escondeu o rosto no peito dele, abrindo a boca sobre o mamilo dele e o mordiscando. — Gosta do meu peito? — Sondou ele, com a voz profunda, sabendo que eram mais homens que provocavam outros com mordidas nos m*****s. Mas ela tinha uma boa pegada e beliscava o outro mamilo do peitoral dele com a outra mão. Dalilah o bulinou com a língua e os dentes passando no mamilo em resposta. Niko lambeu os lábios, a assistindo chupar seus m*****s como se ele fosse uma mulher, o deixando e******o. Mas parou a jovem antes que perdesse o foco e ficasse duro de novo. — Eu tenho que ir dormir agora, gracinha. Amanhã durante o dia você não vai me ver, mas resolva sua vida e Winston vai te auxiliar em tudo. A noite a gente vai conhecer o resto da banda e ensaiar juntos e depois f***r até amanhecer. Dalilah o estudou inquieta e sem mais vergonha de estar nua na frente dele. — Entendi. — Respondeu ela, o admirando e tocou o peito dele. — Isso é abuso de menor, sabia? Nikolas deu uma risada, mas assentiu. — Se serve de consolo, eu tinha 16 anos quando a v***a que roubou minha vida me seduziu. Acho que o ciclo de abuso se repete. — Constatou ele engolindo em seco, acariciando o rosto dela, com o polegar e colocando uma mecha do cabelo despenteado para trás da orelha dela. — Mas o presente que vou te dar em troca da servidão é bem melhor que o que ela me deu. Todos que humilharam você, vão querer ser você. O mundo vai estar ao seus pés. O seu bebê cuja morte mancha sua alma vai ser só uma lembrança r**m. Dalilah encostou a boca na dele. — Você dorme num caixão? Por isso, não quer que eu veja? — Sondou ela, mordendo o lábio inferior com um sorriso. Niko a estudou inquieto. Como ela poderia saber? — Eu não me assusto fácil com essa sua loucura de agir como um vampiro, você sempre avisa nas suas músicas que na verdade parecem mais alertas. De um d***o que se diz anjo e um d***o que diz ser o d***o, qual você acha que é mais perigoso, Raven? — O d***o que se diz d***o? Ele é capaz de coisas cruéis, não? Dalilah sorriu e negou com desaprovaçao. — E você se diz um vampiro antigo. — Reclamou ela. — O d***o que se diz anjo possui a mesma crueldade do d***o que se diz d***o, mas se protege no manto da santidade. Esse é o mais perigoso. Ele desarma a vítima com sua falsa bondade e depois a destrói de forma impiedosa com uma facada que a vitima nunca esperou. Quando sabemos que o d***o é o d***o somos mais cautelosos... Nas suas músicas você sempre avisa para nós que é o d***o. — Você não é cautelosa comigo. — Pontuou Niko quase injustiçado. — Isso é porque eu já conheci o d***o que se diz anjo. Você, d***o que se diz d***o, não me assusta. — respondeu ela simples na sua lógica insana. — Vá dormir. Te vejo amanhã à noite, meu doce vampiro. ... Quando o sol se pôs, Nikolas despertou do sono morte que acomete todo imortal durante o dia. É como se os raios de sol os lembrassem que eram cadáveres que deveriam para sempre estar na escuridão e assim entram em transe e morrem. Os raios de sol quando se é humano são vitais e em doses pequenas benéficas ao nosso corpo, entretanto, quando se burla, as regras da natureza, os raios ultravioletas se tornam fatais e destroem os tecidos de aberrações como os vampiros que se decompõem e queimam pela força que é o dia. Por isso, um vampiro era tão cuidadoso com o lugar de seu esconderijo. Niko usava um caixão por costume, mas um lugar totalmente fechado serviria também. Primeiro escovou os dentes para afastar o cheiro de cadáver do hálito, depois saiu do bunker no subsolo da mansão onde mantinha seu caixão. Depois de subir as escadas. Ele caminhou pelo gramado agora na superfície, escutando vozes animadas conversando sobre as músicas e foi quando ele chegou à porta de vidro aberta da área da piscina que dava para a sala. O vampiro analisou a menina de vestido preto e botas sem salto sentada com o violão conversando com o resto da banda. A luz da casa era fraca e suave. Apenas uma lâmpada laranjada tênue que tinha como aumentar e abaixar a quantidade de luz, rodando o segundo interruptor que regulava a quantidade de luz ao girá-lo. O cabelo sedoso e preto dela penteado liso na raiz e ondulado nas pontas. Parecia sedoso.
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