CAPÍTULO 15

1278 Palavras
Dominique Bem. Olhei para mim no espelho novamente, sapatos de salto alto, o vestido caindo nos lugares certos, meu cabelo solto escovando minhas costas e cobrindo parte do decote provocante das minhas costas com meus lábios vermelhos, um pouco de perfume e eu estava pronto. Eu saí e vi Jasmin, escrevendo coisas em seu computador de uma forma muito concentrada, com suas roupas andando pela casa em calças largas e uma camiseta com uma velha mancha de salsa. — Ei! Por que você não está pronta? — Eu a repreendi, foram apenas dez minutos para descer. Ela ficou assustada com o que estava fazendo e fez caretas, inclinando-se para trás na cadeira. — O meu período chegou —mentiu porque já sabia que tinha chegado a ela na semana passada —, não quero sair, depois da exploração de hoje, sinto que nem consigo lidar com a minha vida. Eu estreitei meus olhos. — Você não gosta dos meus amigos, não é? — Eu perguntei, tinha reparado que a Catarina e o Augusto a faziam sentir desconfortável. — Não é que tenha dito — é que me sinto deslocada, toda a gente vai como casal e não tenho parceiro. — E como pretende encontrar se está sempre trancada aqui? — Boa amiga —riu —, vou ser honesta consigo, o Rafa escreveu-me hoje. Olhei para ela como se outro olho tivesse saído no meio dos dois. — O teu ex? - Isso, Rafa? — disse incrédula, ela olhou para mim sabendo que eu ia repreendê-la — Raios, Jasmin! Não me diga que está querendo voltar? Ela ficou em silêncio, obviamente ela veio. Seu ex a traiu com mais de cinco meninas quando Jasmin foi enviada em uma missão há alguns meses. Ela tinha um coração partido, mas quando eu vi que ela estava superando isso, descobri que elas se tornaram amantes e ocasionalmente foram para a cama. — Ok, seja lá o que for —eu disse com um suspiro —, é a tua vida e não vou entrar, mas espero que não te magoe outra vez porque vou partir a cara dele. Ela riu levemente. — Vou tomar banho assim que sair, é que realmente não perco a relação que tínhamos, mas se eu perder o quão bom aquele desgraçado estava na cama — virou os olhos e mordeu os lábios — Poucos, por favor, sabe? É claro que eu sabia, a química s****l não conheceu todos os casais, nem mesmo necessariamente sua alma gêmea… — Ok, estou saindo — disse a ajustar a minha mala para um lado, vendo que o meu telefone tocava numa mensagem de Cleber a dizer que já estava lá embaixo. Virei para ir até a porta, mas quando ia virar a maçaneta, ela disse: — Um momento — Olhei para ela, ela tinha um olhar especulativo — Me ligando loucamente. Mas acho que te ouvi a falar com alguém no teu quarto, está traindo o Cleber? Fiquei congelada por um momento, como você poderia ter me ouvido? — A casa estava muito calma e você falou como se estivesse incomodada — ela continuou dizendo, inclinando-se para a frente —, eu pensei que dissemos tudo reciprocamente, quem é ele? Contamos muito reciprocamente, mas obviamente, eu nunca contei a ele sobre o Capitão Chances, eu senti que era parte de um passado sombrio. — Ah — Eu murmurei, sentindo o calor no meu rosto —, eu não sei. — Como não sabe? — Tenho um namorado, o nome dele é Cleber e é isso — eu disse — Nada acontecerá com essa pessoa. — Então, você veio com ele, Centro E.M.M? Está aqui? — Respondeu desconfiado, ela queria obter informações de mim. Pensei sobre isso por um momento, sentindo como se eu tivesse me pegado, eu me senti entre as minhas costas e a parede. — Você me disse estar namorando o filho do Capitão Chances; Gael, certo? — Continuou dizendo —, então você terminou porque se apaixonou outra pessoa, essa outra a pessoa está aqui? Engoli muita saliva. — Jasmin... — Preciso saber ou vou falecer. — Você não precisa saber. — Eu já lhe disse tudo — disse, levantando as sobrancelhas —, eu me sinto traído. — Ok, ele está aqui. — disse desistir e continuei a mentir, dizendo: — Mas você não o conhece, e eu cuidei de estar longe dele, então não se preocupe. Ela olhou para mim sem muita crença, mas finalmente me deixou ir em paz. Suspirei, preferi não contar, nem mesmo para o meu melhor amigo, não até que parei de me sentir culpado e como se eu pudesse realmente lidar com o que eu sentia e ignorar deliberadamente o Capitão Chances. Esta noite seria de Cleber e eu, juntamente com Catarina e Augusto, em uma noite tranquila de pôquer onde beberíamos e possivelmente mais tarde, eu acabaria na cama com Cleber e, assim, diminuiria a febre que o Capitão Chances cuidara de aumentar em mim. Tinha que esquecer o Capitão Chances e esta noite seria perfeita. Peguei meu gamão e saí do prédio para encontrar com Cleber, ele estava vestido com jeans escuros, sapatos pretos brilhantes e um suéter preto, ele estava lindo como sempre, sorri quando me aproximei e vi os meninos; Catarina e Augusto também estavam espertos, mas eles estavam conversando com alguém. Eu congelei em meu lugar na frente de Cleber sem ser capaz de tirar meus olhos dele, quando seus olhos cinzentos se conectaram com os meus e aquele perigoso sorriso torto que parecia infernal apareceu. — O que faz aqui o Capitão Chances? — Perguntei Cleber num sussurro, a sentir que ia desmaiar. Cleber me beijou na testa e respondeu em um sussurro: — Convidei, ele não terá de se esconder, ele sabe de nós, mas não dirá nada. — Você o convidou? Eu mantive meus olhos de sair do meu caminho a todo custo em face do grande erro que meu namorado havia acabado de cometer. Obviamente, ele sabia de nós! Raios, senti como se estivesse a gritar internamente. Nós nos aproximamos dos meninos e os cumprimentamos. O Capitão Chances teve um aceno de cabeça cordial, impedindo que seu olhar profundo afetasse todo o meu corpo. Mesmo na frente de todas essas pessoas, eu senti que tudo em mim estava aquecido por sua proximidade. Entramos nos carros e fomos para o cassino, nos sentamos na primeira mesa que vimos vazia, o lugar estava cheio hoje. — Está bem? — Cleber pediu para tirar o meu casaco. — Sim, por quê? — Perguntei quando me virei novamente para ele, evitando a todo o custo olhar para o Capitão, que havia decidido sentar-se à minha frente e podia sentir o seu olhar a seguir-me de cada lado que me virava. — Porque está muito quieta — Cleber comentou, pegando na cadeira e atirá-la de volta para mim para me sentar. — Graças — eu disse a estabelecer-me —, estou cansado, só isso. — Compreendo, a propósito, gostou das flores que te enviei? — Cleber perguntou. Olhei para ele, confuso. — Flores? Hoje? — Perguntei sem entender. — Oh, sim, eu era o único. Homem de recados. —disse Capitão Chances —, deixei-os à sua porta, não as apanhou? Não me diga que entreguei na porta errada? Eu olhei para ele e, embora seu tom fosse neutro e seu rosto sério, eu podia ver um certo m*l em seus olhos cinzentos, onde o sarcasmo brilhava. Obviamente, ele não era o tipo de homem que fez esses favores e, se ele estava encarregado de me enviar as flores, ele certamente jogou-as fora.
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