CAPÍTULO 14

1432 Palavras
Daniel Chances. Quando saí do edifício Isa, senti uma sensação desagradável, frustrante? No começo, tudo fluía com Isa Leal, tudo estava indo muito bem. Eu não me sentia pressionada, mesmo com seu pai, ela tocou em temas de casamento e eu nunca me senti m*l ou pressionada, mas agora eu senti que subitamente a ideia me fez colocar de mau-humor. Como se de repente eu tivesse entrado em um labirinto sem saída, ou melhor, a única saída que encontrei foi aquela que havia fechado as possibilidades na minha cara: Dominique. Ela queria-me, vi nos olhos, mas queria mais o Coronel Cleber? Preferiu antes de mim? Ela estava apaixonada por ele? O pensamento de que ela amava outra pessoa, quando me lembrei de uma vez bêbada, me disse que ela me amava, começou a me atormentar. Por que isso me incomodou tanto? Sabia muito bem que meus sentimentos por Dominique eram sempre fortes, mais do que você tem por um amante, namorada ou alguém. Eu os enterrei tão profundamente que pensei que eles não ressurgiriam, quase me destruíram, mas aqui eles estavam ressurgindo, me atormentando com a ideia de que ela preferia alguém antes de mim. Para minha irônica agonia, enquanto eu caminhava até o prédio onde eu estava hospedado, me deparei com o coronel Cleber, ele carregava um buquê de flores vermelhas e seu olhar fixo no telefone. Quando ele olhou para cima, talvez quando ele percebeu meu olhar fixo nele, ele sorriu para mim. — E o Capitão Chances? Eu acenei com a cabeça em resposta, ele era legal, pena que sua namorada me atraísse demais. — Aquelas flores? — Perguntei, parecia lembrar-se do buquê na mão e o rosto corou um pouco. — Oh, eles são para decorar… — Você não precisa mentir para mim — disse e balançou os olhos —, eu sei que você está com a Comandante Bem. Ele estava sem palavras e ficou com a boca meio aberta, como se tivesse sido descoberto roubando um banco. — Senhor… — Não vou dizer nada — expliquei com um leve sorriso forçado —, por que esta regra absurda de não ter relações românticas com a equipa? — É um trabalho — suspirou —, eles veem isso como inapropriado, a menos que você seja casado; é diferente. Eu acho que o Centro D.E.A. Foi o único centro militar do mundo que proibiu as relações entre o pessoal. Fechei um pouco os olhos e perguntei: — E pretende casar? Ele nem piscou quando sorriu, respondendo: — Claro que quero, Dominique é incrível — os olhos dela brilharam. — Na verdade, eu tinha um anel de diamante de ouro personalizado para Dominique feito em toques vermelhos rubi, eu sei que ela vai adorar. A irritação começou a me invadir quando soube que ele estava realmente muito sério com ela e que fez para ela um anel de ouro e diamante. Imagine ele propondo a ela enquanto chorava de felicidade, me deixava enjoada. Eu sou um egoísta, mas não queria vê-la feliz com outro homem. — Você é muito atencioso com ela, você parece realmente amá-la. — Comentei, sentindo a acidez das minhas palavras. Ele não vacilou seu sorriso, parecia feliz de que ele poderia finalmente falar sobre seu amor por Dominique com alguém. — Disse —, ela sabe disso, ela é minha rainha. Senti meus ouvidos aquecidos, não estava contente com o que não lhe pertencia. — Quando planeja propor o casamento? — Perguntei. — No nosso aniversário, é daqui a algumas semanas e o casamento pode ser num mês, quanto mais rápido melhor. “Só passando pelo meu cadáver, ele ia casar com ela.” — Oh, o que… —Eu me forcei a dizer —, você não acha que é apressado? — De jeito nenhum, não com ela. — Ele disse e depois mudou de assunto, dizendo: — Mais tarde vamos sair para o casino com alguns amigos, você joga pôquer? Dominique iria? — Sim, — respondi, a ideia de jogar pôquer para relaxar e assim saber um pouco mais sobre Cleber e notar as suas fraquezas para usar contra ele começava a animar-me. — Você pode vir se quiser — disse —, nos encontraremos por volta das 19h — observou para o seu relógio — em duas horas. — Ok — respondi e adicionei, olhando para aquelas flores vermelhas na mão: — Vou fazer-te o favor de levar as flores para Dominique? Estou a passar, posso deixá-las na porta. Ele não parecia duvidar da minha hospitalidade, como se eu realmente quisesse ajudá-lo a ser brega e atencioso com a mulher que me deixou louca. — Muito obrigado, Capitão. — Disse ele. Ele me deu as flores e continuou seu caminho. Comecei a andar e vi que o número de Dominique estava no adesivo da dedicação, como se fosse parte das letras miúdas do recibo. Peguei o número dela ao gravá-lo no meu telefone e, quando passei por uma lata de lixo, atirei as flores para lá. Ela era minha. Dominique Bem. Ao voltar da missão, tomei um banho e adormeci um pouco antes de me preparar para sair. De repente, meu telefone tocou. Peguei-o na cama enquanto abotoava o sutiã e andava na calcinha ao redor do meu quarto. Era um número desconhecido, franzi a testa, mas ainda respondi e coloquei o alto-falante nele. — Quem está falando? Pedi para deixar o telefone na cama outra vez para começar a colocar meias pretas; sente-se e deslize-as pelas pernas. — Chances? Congelei por meio segundo do que fiz e engoli saliva pesadamente, como consegui meu número? — Por que está me ligando, Capitão? — Perguntei curiosamente quando acabei de levantar as meias e levantei-me para apertar a calcinha, o meu coração a bater desenfreado sem saber por quê. — Eu deitei na cama — eu disse, a voz dele a aprofundar — e apercebi-me de que não te consigo tirar da cabeça. A imagem dele na cama começou a ser refletida na cabeça, em um box, sem camisa, mostrando seu torso todo musculoso com tatuagens cobrindo-o daquela maneira sensual que me fez regar minha boca e outras partes entre minhas pernas. Eu tentei não pensar, tirando essa imagem da minha mente e pensando frio novamente. — Você foi ver a tua namorada? — Eu enfatizei a última palavra a propósito — OK? Silêncio de sua parte por alguns segundos e eu sorri maliciosamente, sabendo que eu tinha feito desconfortável. — Nada sério. — Acabou de responder. Daniel Chances. Foram apenas 3 rodadas de whisky seco que Cleber bebeu, no entanto, foi o suficiente para ele já ter um rosto vermelho e começar a rir de qualquer coisa, agindo com completa estupidez e lentidão. Eu realmente acreditava que todos os ingleses estavam com o estômago forte para beber, mas agora eu vi que eles não estavam. Algumas rodadas de pôquer foram ganhas pelos meninos, mas a maioria delas foi vencida por Dominique e eu, já havia cerca de 3 horas quando Catarina propôs: — Que tal dançarmos? Ela também tinha um rosto ligeiramente vermelho, Augusto também se tornou mais falante, Dominique parecia mais confortável, mas ainda estava tentando ter distância de mim. Porra, eu nunca pensei que a ver nos braços de outro homem não gostava de mim a ponto de querer levá-la à força, mas ela me controlou para não fazer uma cena. — Sim! — disse Dominique — Preciso mesmo é dançar um pouco. Levantou-se, fazendo-me ver aquele vestido deslumbrante de novo que a encaixava daquela forma suave e sensual, fazendo-me apenas uma ereção quando a vi naqueles saltos, naquelas meias pretas e imaginando como o meio da coxa parecia se conectar com um conjunto sexy de lingerie por baixo. Quando Dominique apareceu, eu não tinha olhos para ninguém, eu esqueci o resto do maldito mundo, e que ela me evitou, só aumentou essa obsessão dentro de mim para sentir sua boca novamente e ouvir seus gemidos. Levantámo-nos e fomos para o fundo onde ficava a zona de dança, as luzes de cores diferentes iluminavam a zona escura, fiquei atrás de Dominique o tempo todo como guarda-costas dela observando para ninguém se aproximou dela enquanto caminhava entre as pessoas e modelou o corte pronunciado do vestido que revelou suas deliciosas costas nuas e me hipnotizou com essa maneira sensual de andar. Enquanto isso, Cleber chegou ao meu lado m*l conseguindo andar enquanto falava sobre algo a que ele nem sequer prestava atenção, porque ele começou a combinar alemão com a minha língua e, de tempos em tempos, mencionou Dominique como sua.
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