CAPÍTULO 13

1449 Palavras
Seus lábios desceram até o meu pescoço e eu joguei minha cabeça para trás, ofegante contra sua orelha, segurando seus braços musculosos, sentindo de repente minúsculo por este homem enorme na minha frente. Isso me fez pensar que eu não conseguia parar, era como tomar café novamente depois de tanto tempo, quente, um pouco doce e viciante. — p***a, como odeio que você me ame tanto. — Sussurrei num gemido sem poder pará-lo enquanto desabotoava os primeiros botões da minha camisa ao mesmo tempo que a outra mão dele ia para o botão do meu zíper para soltá-lo. Não em mil anos teria me ocorrido ser despido no meio de uma floresta. Ele havia sido o único com quem eu sempre ousei, com quem a paixão nos chamou em lugares diferentes, sendo tão exigentes que não podíamos parar. — Você me deixou louco, Dominique. —respondeu enquanto eu colocava a mão nas calças. Ele só precisava de um dos seus dedos enormes para me tocar entre os meus lábios inferiores, testando a minha umidade e ouvi-o suspirar: — p***a, eu desejo lamber você inteiro... E eu queria que ele fizesse isso, eu queria que continuasse me tocando, que continuasse me beijando, que continuasse me olhando como se fosse seu vício; aquele que não conseguia parar, porque ele também era meu, e eu queria tocá-lo da mesma maneira que ele fez comigo. Ele tirou os dedos das minhas calças e eu senti meu rosto corar quando ele as senti profundamente e depois as colocou na boca, saboreando-as. Como se fossem baunilhas doces, quando ele olhou para mim novamente, ele esticou o canto dos lábios em um sorriso maligno, colocando a mão de volta dentro das minhas calças com o olhar fixo no meu. Seu polegar em cima do meu c******s começou a se mover em pequenos círculos dentro das minhas calças, ao mesmo tempo, em que seu dedo médio entrou na minha entrada e saiu a uma taxa moderada como uma máquina completa. Eu tinha realmente esquecido o quão bom ele era com os dedos. Sua boca cobriu a minha num beijo que me deixou sem fôlego. Meu corpo inteiro tremia, minhas pernas e minha barriga eram inundadas de calor, sentindo que eu não era nada para tocar meu orgasmo. Minha pele quente vibrava, minhas pernas começavam a fazer cócegas ao mesmo tempo que meus suspiros estavam cobertos por sua boca. A intensidade era demais para mim quando de repente o farfalhar das folhas foi ouvido, anunciando que alguém estava se aproximando. Caramba! O capitão Chances me soltou abruptamente, puxando a mão para fora das minhas calças e imediatamente senti sua ausência, deixando toda a minha área latejando e contraindo em reclamação. Meu coração batendo desenfreado quando nos separamos e ainda meio atordoado, corri rapidamente escondido atrás de uma árvore tentando regularizar minha respiração. — Oh, desculpe Capitão — Ouvi a voz de um dos militares, acho que consegui reconhecê-la, ela era amiga da Isa; acho que ouvi dizer que o nome dela era Dores ou sargento —, ela estava à procura de um lugar para urinar… Abotoei minha camisa e depois minhas calças, ainda sentindo meu corpo trêmulo, que o amiga da namorada do capitão nos viu que seria um escândalo completo. — Ok, não se afaste muito dos arredores — respondeu Capitão Chances. — Capitão — Sargento Dores continuou a dizer —, acho que a Isa teve um acidente. — O que aconteceu? — Perguntou com interesse e notei uma ligeira preocupação na sua voz. — Ela escorregou de um penhasco, foi levada para uma emergência, ou foi isso que pude entender até o sinal sair — respondeu — Não tentaste contactá-lo? — Eu não tinha o telefone à mão. — Capitão acabou de dizer, não me deve incomodar que pareça tão preocupado, mas ele ficou. — Pena — ela disse —, quando voltarmos, você deve ver como ela está, certamente ele vai se preocupar com você para que ela… Está perecendo. Revirei os olhos, senti como se estivesse exagerando na situação, mas, ao mesmo tempo, meu lado humano entendeu que ela havia sofrido um acidente grave, meu lado egoísta não queria que Santiago a visse ou sentisse qualquer tipo de compaixão por ela. — Sim, claro. — Chances respondeu diplomaticamente. Pressionei minha mandíbula na realidade, ela era sua namorada, eu era a única que havia cedido para mexer com ele, embora eu também tivesse um parceiro no meio de uma floresta, porque eu simplesmente não conseguia remover a febre que ele me causou. Quando soube que ela tinha saído, virei-me entre as árvores para voltar às outras. O Capitão Chances interceptou-me no caminho, p***a, porque queria que eu me afastasse. — Eles suspeitam — lancei —, dores assistem de perto. Não parecia coincidência que ela tivesse aparecido para “urinar”, ela estava espionando o Capitão para manter Isa informada. — Somente tenha cuidado — respondido simplesmente. Minha raiva irracional estava começando a me irritar, eu não queria ficar com ciúmes, mas aqui estava eu, com ciúmes. — Ou não o repetir novamente — expus com orgulho ferido. Ele me pegou pelo antebraço e me parou, eu me virei para ele de frente para seus olhos cinzentos. — Acha que posso resistir-te quando sei que também me quer? — Liberado. Respirei fundo e balancei a cabeça. — Não é justo que alguém esteja novamente junto, não é justo para Isa ou Chances, nem mesmo para você ou para mim, porque isso é mais do que atração e você sabe disso, são coisas que não podemos pagar no meio da guerra — respondi em um tom mais baixo do que eu teria gostado —, eu não posso... Ele olhou para os meus olhos por alguns segundos e respondeu: — Tem razão. Aparentemente, ele não ia dizer mais nada quando me libertou. Apertei meus lábios e me virei para sair, sentindo meu peito apertar, no entanto, eu fiquei parado quando o ouvi dizer atrás das minhas costas: — Que me rejeitar quando tudo em ti me diz que me queres, só aumenta a minha obsessão contigo, Dominique. Não me virei, não consegui, continuei andando, por aí engolindo muita saliva. Capitão Chances. Após fazer as primeiras instalações das bombas quando a névoa se dissipou, a expedição terminou. Dominique estava encarregada de ficar longe de mim ou me evitar e eu só cuidava das minhas coisas, mas sem poder tirar o maldito olhar dela. Entendi o que ele queria me dizer, que estar juntos seria complicado, ainda mais no meio dessa maldita guerra. Mas a verdade era que, quando Dominique estava lá, ela não queria mais ninguém, ela nem sequer me provocou para estar com outras mulheres, nem mesmo com Isa, que havia conseguido acalmar parte dos meus demônios na ausência de Dominique. Eu estava muito frustrado. Depois de algumas horas de chegar, o Centro D.E.A. Tomei um banho e liguei para Isa para ver o que havia acontecido com ela. Aparentemente, devido à névoa, ela não viu o penhasco e caiu, felizmente não era muito grave, somente um tornozelo torcido que iria curar em duas semanas. Fui visitá-la, afinal, mais do que ser minha atual parceira, ela era filha de uma das minhas amigas e queria verificar se ela estava bem. Cheguei ao quarto da Isa, ela estava na cama com o pé coberto de um lençol, tinha um olhar cansado e triste. Acho que foi a primeira vez que a vi sem maquiagem. Isa tinha uma beleza natural mais inocente, ainda mais com o vestido rosa que usava. Quando viu que cheguei, pressionou os lábios como se quisesse sorrir e, ao mesmo tempo, não o fizesse. — Está bem? — Pedi para parar ao lado dela. — Agora estou melhor, obrigado por ter vindo — suspirou — Estávamos instalando as bombas, realmente tudo aconteceu muito rápido quando eu caí. Vi alguns arranhões na pele de suas pernas e braços. — Sim, mas estás bem e é o importante. — Comentei. Ela levantou a mão fina e pegou a minha com firmeza, seus olhos verdes em toques azulados fixados na minha. — Chances, sei que já teve muito trabalho e deve estar estressada ultimamente, mas — sussurrou em voz baixa —, sinto-me protegida quando está comigo. — Por que me está dizendo isso? Ela engoliu muita saliva, balançando a cabeça. — Porque sinto que você tem afastado de mim desde que chegamos. Quero que seja honesto — pausado ligeiramente e libertado: — Isto tem a ver com o Comandante Bem? A voz de Dominique me dizendo que Isa havia dito a ela que eu falava m*l atrás dela ressoou na minha cabeça.
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