CAPÍTULO 12

1141 Palavras
Eu me virei para ela e olhei para seus olhos verdes com um leve sorriso para dizer: — Você está errado. — Desculpe? Eu olhei para ela e sorri alto. — Eu não sou doce, sou um monstro — continuei a dizer —, sou terrível, e a pior coisa sobre mim é que eu devoro e cuido de destruir aqueles que gostam de falar coisas estúpidas, como você. — ela apertou a mandíbula, o rosto avermelhando — Se você fosse inteligente, você não falaria m*l do seu parceiro por ciúme. Eu quase percebi jogando fumaça para fora de seus ouvidos, mas eu não me importava nem um pouco. — Por favor, acha que eu ficaria com ciúmes de alguém como você? Você nem chega aos meus calcanhares... — Respondeu, mas eu interrompi-a dizendo: — Você me dá a dor de outra pessoa. Sai do lado dela, continuando meu trabalho, sabendo que provavelmente a deixei jogando faíscas, mas eu não me importava. Isa só queria me ver irritada e tinha conseguido, pena que éramos da mesma categoria; eu não poderia puni-la. Quando chegamos à área de fronteira, estávamos divididos em grupos e, claro, aquele que estava guiando meu grupo não era nada mais nada menos do que o Capitão Chances. De alguma forma, saímos juntos. Mesmo que eu tenha dito ao Coronel Cleber que era melhor para mim ir com ele, ele insistiu que era melhor assim. O Coronel Cleber estava obviamente muito alheio ao que acontecia entre mim, o Capitão Chances e eu. Estávamos na expedição da zona sul há muito tempo, o tempo não nos favorecia com o frio e a névoa. Em um ponto, a névoa não nos deixou ver nada de quão espessa se tornou, então decidimos descansar por alguns segundos, no entanto, eu continuei passando pelas áreas próximas para anotar as coordenadas de possíveis bombas, havia áreas ótimas onde eles poderiam se organizar na forma de uma parede. — Comandante Bem. Eu não tive que me virar para saber que era a voz do Capitão Chances atrás de mim, mas senti essa pressão no meu peito com um começo, meu coração batendo desenfreado. — Eu disse que era hora de descansar, voltar com a tropa — ordenou. — Capitão, não estou longe — virei-me para ele — apenas simplifiquei o trabalho. — Não queremos incidentes —respondeu —, a névoa é muito espessa. Quando tirei os olhos da tela e olhei para ele, encontrei seus olhos cinzentos fixos nos meus, aqueles olhos cinzentos que encontrei tanto nos meus pesadelos e nos meus melhores sonhos. Estava mais perto do que eu pensava ou eram as minhas ideias? Vê-lo novamente depois de ontem à noite me fez sentir minhas pernas tremerem, eu limpei minha garganta. — Ok, então eu vou estar de volta. — Eu murmurei só para parar de ficar sozinho com ele no meio das árvores e da névoa; estar sozinho era perigoso para ambos ou especialmente para mim porque me fez perder a cabeça. Quando eu passei por ele, pegou-me pelo braço com firmeza, eu quase podia sentir o tecido de suas luvas e que da minha camisa perfurou a pele de sua mão como fogo, meu coração começou a acelerar. — Te vi falando com a Isa —murmurada num tom baixo e ligeiramente curioso. Olhei para ele. — Ela veio falar comigo, nada de mais. — eu respondi. Ele esticou um dos cantos dos lábios naquele sorriso irresistível que me fez aquecer todo o meu corpo. — Você não parecia feliz —ele continuou dizendo. Aparentemente, ele estava curioso para saber do que estávamos falando. Eu o encarei e murmurei: — Ela disse que você falou m*l de mim nas minhas costas. Ele parecia incrédulo e sua cara franziu a testa. — O quê? Eu encolhi os ombros. — Obviamente, com ciúmes de mim —eu disse —, ela deve saber que algo aconteceu entre mim e você. Mas eu te digo uma coisa, é muito e******o que te faça parecer m*l no processo, pensei que tivesse melhores gostos em meninas. Ele apertou a mandíbula sem gostar do que tinha dito. — É impossível para mim saber —disse —, nunca te mencionei a ela ou a ninguém. E eu acreditei nela, como eu, foi doloroso falar sobre o passado, eu nunca falei sobre ele também. — Você provavelmente vê isso em seu olhar quando você olha para mim — disse ele em um sussurro com leve sarcasmo —, você não pode esconder o desejo que você tem por mim. Seus olhos cinzentos desceram até a minha boca, deixando-me sem fôlego, o espaço ao nosso redor parecia de repente minúsculo. — Tem razão —declarou —, eu não posso. Foda-se. Senti que tinha de fugir daqui antes de enlouquecermos. — É melhor voltarmos, a névoa fica muito espessa, Capitão —sussurrei sabendo que esta terrível tensão que sentimos não era boa, apenas aumentou e pediu-nos para apagar o fogo que cresceu entre nós dois. — É a camuflagem perfeita —respondeu, pisando em minha direção e eu não consegui me mover quando o peito dele colidiu com o meu. Dominique Bem. Engoli muita saliva, meu peito subiu e caiu rapidamente, mas não foi devido ao frio, mas pela sua proximidade, a névoa que nos cercava nos deu uma cortina perfeita para se esconder de qualquer espião, seu cheiro me chamou, me seduziu sem sequer ser capaz de evitá-lo quando olhei para seu rosto perfeito novamente. — Vai fazer algo maluco. — Sussurrei num fio de voz, com o último neurônio de corda que me restava. — Sinto que já o estou a cometer. — Respondeu no meu mesmo tom baixo antes de tomar um lado do meu rosto com a mão e inclinar-me para baixo, não recuei, morria para sentir os lábios dele outra vez no meu e quando ele me beijou, todo o meu corpo reagiu perante mim, aceitando-o abrindo a boca para enfiar minha língua e forçando-a a se abrir selvagemente, ele correspondeu um pouco surpreso com o meu arrebatamento, mas a verdade era que todo o meu corpo queria isso; eu apenas reprimi meu desejo e que de alguma forma os aumentou. Ele engasgou quando eu mordi o lábio inferior e ficou quase na ponta dos pés para que eu pudesse agarrá-lo pelo pescoço para que ele não se desprendesse de mim, suas mãos rondavam em torno da minha cintura batendo no tronco enquanto eu me virava e começamos a recuar até minhas costas baterem no tronco de uma árvore e ele não perdeu tempo me pressionando contra o corpo enquanto ainda me beijava como se fôssemos ambos consumidos em apenas um beijo profundo cheio de fogo lento; fundindo-nos uns com os outros, tão perto que parecíamos uma pessoa, sendo as roupas um obstáculo completo.
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