Capitão Chances.
— Bom dia, como foi o amanhecer, Capitão Chances?
Eu estava focado olhando para as rotas de observação no tablet, olhei para cima reconhecendo a voz de Isa e olhei para ela com a pilha de maquiagem que ela estava usando e a camisa no uniforme desabotoado, mostrando incorretamente a camisa abaixo.
— Botão da sua camisa — eu expus olhando para o tablet —, onde acha que está?
Ela ficou em silêncio por um momento e então começou a abotoar sua camisa. Eu não me importava se meus comentários ficassem doentes, eu não poderia estar tão m*l colocado, Centro D.E.A.
Além disso, eu era responsável pela equipe, eles veriam m*l se eu fosse o líder.
— É só… — Soltou-se.
— Você é o exemplo no Centro E.M.M.
— Eu disse, olhando para ele novamente —, você é um comandante, não uma qualquer, quem quer que a aparência esteja nela, você tem que se localizar.
Seu rosto avermelhado, eu acho que eu nunca tinha chamado sua atenção para nada, mas foi porque ele nunca me deu razão para fazer. — Sim, agora.
— Bom dia para você também — disse com sarcasmo ligeiramente irritante — Não tem que ser tão duro comigo, especialmente após não ter me ligado ontem à noite.
— Estava à espera que eu te ligasse? Nem me passou pela cabeça depois do jantar, ontem à noite estava… realmente ocupado com meu tormento pessoal.
Eu o enfrentei e disse:
— Repito, você tem que localizar, você é como representante do Centro E.M.M. não num desfile de moda.
Ela piscou algumas vezes e seus lábios formaram um leve sorriso.
— Essa é a tua maneira estranha de me dizer que estou bonita?
Quando ele percebeu que eu não me divertia com seu comentário e que ele estava muito sério, seu sorriso desapareceu, engolindo muita saliva.
— É a minha forma de dizer que está começando a me irritar. — Eu larguei os dentes —, vai para o teu posto.
Ela saiu quando viu que tinha me colocado de mau-humor, mas agora que eu pensei sobre isso, minha frustração não veio para ela, e sim veio para Dominique, e tudo o que aconteceu entre nós ontem à noite.
Eu não conseguia descansar o resto da noite, eu quase não conseguia nem dormir. Embora fosse comum para mim, eu só pensei em como me aquecia tanto que eu não me conhecia, que ela me fez dobrar novamente e pedir para ficar novamente. Ela saiu, deixando claro que ela era indomável e que ela não tinha controle sobre si mesma.
Isso me irritou e me deixou louco; ela estava começando a me desestabilizar novamente, eu estava com raiva por não poder me controlar.
— Capitão Chances — Coronel Cleber disse, aproximando-se de mim.
Foda-se o que estava faltando.
Eu franzi a testa para ele, mas ele nem percebeu meu mau-humor ou simplesmente não se importou.
— Tenho um bom pelotão de planejamento classificado — ele continuou a dizer que me mostrava o seu tablet —, gostaria de dar uma vista de olhos?
— Claro.
Ele começou a me ensinar a planejar e depois explicou como poderíamos nos distribuir às 8 horas de exploração. Eu o ouvi, ele era inteligente, era um estrategista, mas, ao mesmo tempo, eu estava me perguntando se era o suficiente para Dominique, obviamente não, se ontem à noite ela parecia esquecer. Para mim, eu acho que ela se conforma com ele, isso me deu alguma satisfação e fez meu ego crescer.
Ela não se esqueceu de mim.
— Isso é perfeito — comentei quando — terminou, o que acha de cobrir a zona sul em mais de 3 grupos?
Ele começou a ter uma boa ideia de distribuição e eu somente ouvi atentamente, sabendo que ele me admirava e que, se eu o tivesse por perto, isso significava que ele não estaria perto de Dominique, é disso que eu cuidaria.
Dominique Bem.
De manhã, levantei-me quase na hora de sair, porque Jasmine me acordou, lavei meu rosto rapidamente, vesti meu uniforme e saímos juntos rapidamente para não nos atrasar e ganhar um aviso. A verdade é que ontem à noite eu caí como um carvalho e acordei com a imagem do capitão devorando minha boca, sua voz sussurrando em meu ouvido e seu olhar escurecido sobre o meu enquanto tocava meu corpo com desejo.
Chances.....
Realmente, ontem à noite, havia saído do controle repentinamente sem nem perceber e isso me aterrorizou, porque eu havia aprendido a ser equilibrada, a ter uma cabeça fria, mas eu descobri mais uma vez que com ele por perto eu perdi a cabeça e nada mais eu me importava.
Era muito perigoso.
Ontem à noite, descobri que o Capitão Chances ainda era a minha maldita fraqueza, a única que era capaz de me desequilibrar.
Eu pensei que todos os amantes poderiam se destacar, mas isso foi definitivamente mais do que somente um caso de amor passado, isso foi mais intenso, mais forte… amor? Não, como poderia ser o amor depois de tanto tempo? Talvez… capricho?
Porra, senti que a minha cabeça ia explodir.
— Você está bem? — Jasmim perguntou quando ela estava provavelmente distraída e quieta enquanto nos dirigíamos para a área de concentração.
— Sim — eu disse e inventei: — É que… Estava mesmo a dormir tranquilamente e não queria acordar cedo.
Ela suspirou e me abraçou.
— Bem-vindo à Tortura do Exército. Brincou.
Na chegada, os oficiais de alto escalão estavam na frente, mas meu olhar se concentrou no meu namorado; o Coronel Cleber, ao lado dele, o Capitão Chances.
Ambos vestindo perfeitamente o uniforme de camuflagem, impecável e excelente para o quão bonito e musculoso eles eram. Eles falaram como se fossem os melhores amigos do mundo e eu senti a queda de pressão dentro de mim.
Por que eles estavam falando tão familiarmente?
Raios, mas o Capitão Chances não tinha um pouco de remorso por ontem à noite? Como te atreves a falar com o meu namorado?
O Capitão Chances era definitivamente atrevido.
Meu olhar foi além deles, em um olhar geral entre as pessoas e eu vi Isa encostada em um poste com os braços cruzados, como se estivesse entediada de esperar. Ela parecia… pronta para uma sessão de fotos, sempre impecável, ao seu lado estava uma garota, que parecia ter um olhar falcão. Quando aquela garota olhou para mim, ela disse algo para Isa e ambos olharam para mim.
Hum, que estranho.
Desviei o olhar e então entramos no caminhão blindado para a expedição. Cerca de uma hora, chegamos à área montanhosa cheia de árvores e saímos para explorar. O Capitão Grei e o Capitão Chances estavam à frente do grupo enquanto ainda estávamos todos juntos. Quando chegávamos à área de fronteira, distribuíamos, eu acompanhava o Coronel Cleber escrevendo as coordenadas onde poderiam ser locais estratégicos para as bombas. Quando a Comandante Isa Leal de repente se aproximou de nós.
— Comandante Bem, certo? — Perguntou — E você deve ser o Coronel Cleber.
Senti-me estranho a falar com a namorada do Capitão Chances, queria mesmo evitar qualquer contato com ela, não entendia por que ela se havia aproximado.
— Isso mesmo, um prazer — O Coronel Cleber respondeu para nós dois, eu continuei olhando para a tela e anotando os sites estratégicos.
— Um prazer — ela respondeu — Eu sou a Comandante Isa Leal. Eu ouvi muito de… Comandante Bem.
Eu quebrei meus lábios e olhei para ela, apertando meus lábios em um sorriso estranho.
— Oh, coisas boas? — O Coronel Cleber murmurou, de repente alguém o chamou. Acho que ele e o Capitão Grei saíram rapidamente, deixando-nos em paz.
Caramba!
Eu ainda estava ocupado com meus assuntos, mas ela parecia querer falar comigo insistentemente, seguindo meu caminho.
— Eu realmente não ouvi muitas coisas boas — Isa — respondeu que eu ouvi que você deixou o filho do Capitão Chances
louco e é por isso que ele não te suporta agora, sempre que ele tem a chance de falar m*l de você.
Que ela mencionou Gael já a fez ver que tipo de pessoa ela era, daqueles que era.
E eles pareciam ser doces e bons quando, na verdade, eles estavam somente olhando para doer.
— Quer dizer que o Capitão Chances perde tempo a falar m*l de mim? — Repeti com zombaria quando evidentemente vi as suas intenções duplas no momento em que se aproximou de mim.
Ela parecia notar meu tom sarcástico, percebeu sua raiva, mas escondeu-o com um leve sorriso forçado.
— Quando estamos na cama. — Afirmou.
Eu pressionei minha mandíbula para ela mencionar que ela estava fodendo com ele, sem saber por que isso me irritou muito.
Se o que ela queria era me irritar, cumpriu seu objetivo.
— Pena que ele me mencione enquanto está na cama — respondi sarcasticamente —, não se sente desconfortável?
Ela bateu os lábios, ela sabia estar com raiva porque eu não reagi como ela queria, eu não ia me apaixonar por seu jogo.
— São somente comentários — ele disse como se tivesse jogado — pensei ser um monstro, mas agora que te conheço, vejo ser alguém doce que não merece como ele se expressa sobre mim.
Eu realmente duvidava que o Capitão Chances estivesse falando de mim, além disso, se fosse esse o caso, por que ela me diria? Seu objetivo era, obviamente, me deixar brava com o Capitão, possivelmente para me afastar dele ou para ser ridícula, alegando coisas como estúpida. Ela não sabia que eu tinha lidado com milhares de pessoas como ela; víboras de moral duplo que pareciam ser anjinhos.