CAPÍTULO 10

1312 Palavras
DOMINIQUE BEM. — Alguém está vindo. Eu sussurrei e levei-o pelos ombros para procurar o seu rosto em alerta. Ele libertou-me rapidamente, e, sentindo as minhas pernas trêmulas, escondi atrás de uma pilha de tapetes esportivos enquanto fixava o meu sutiã, senti que não se coordenava bem. A minha mente estava enfadonha devido à excitação. Esperei um pouco para ver, mas não pude. Foi quando um guarda entrou de plantão para se aproximar da sala de treinamento. O capitão Chances parecia impassível, pegando suas coisas e, por sua vez, cobrindo a enorme e óbvia ereção de suas calças. — O Capitão Chances — disse o guarda de plantão — veio ver se já tinha terminado o treino para fechar o local. Ele olhou para ele sem outra expressão além de neutro e respondeu: — Dê-me 10 minutos. — Ok. O guarda saiu de lá e eu rapidamente deixei meu esconderijo, fui pegar minha jaqueta e colocá-la. Eu ia sair sem nem dizer adeus à adrenalina quando ele pegou meu braço, eu me virei, encontrando seus olhos fixos no meu. — Stay —perguntou e eu quase rebobinei a tempo quando ele me disse o mesmo de volta. Quando ele me pediu para ficar no seu escritório, mas eu ainda saí porque era a melhor coisa para nós dois, era perigoso para a Hanã, eles sabiam que ela ainda estava viva. Depois do seu ataque a mim quando eu ainda estava fraca porque sua vingança contra mim naquela época era pessoal e colocava em perigo a todos, inclusive o capitão que parecia disposto a queimar todo o centro do D.E.A, conte em me manter seguro; algo muito inapropriado para um capitão; um capitão não poderia ser egoísta ou pensar em seus desejos primeiro, mesmo que fossem mais fortes do que ele. Respirei fundo. — É muito perigoso ser encontrado — eu sussurrei. Dez minutos não seriam suficientes para não acalmar esse desejo, isso só me deixaria querendo e então seria pior. — É isso ou lembra que te desejo — apertou os olhos — tem um parceiro? No momento em que ele disse, foi quando eu desembarquei e me lembrei de que eu estava realmente com o Coronel Cleber, merda, e a pior coisa foi que eu havia esquecido completamente dele, desejando que o Capitão Chances fizesse o que ele queria e como ele queria. — Sim — eu disse, embora eu realmente não tivesse pensado em Clever até que ele mencionou. Ele apertou a mandíbula. — Isso não nos impediu antes, Dominique. — Os seus olhos, ainda ligeiramente obscurecidos, brilhavam na memória. É claro que isso nunca nos parou antes, mas já se passaram anos depois, tudo mudou, ele estava com alguém mais sério, eu também, e ficar definitivamente presa na sala de treinamento seria minha demissão e sua por comportamento inadequado. Eu não estava disposto a perder minha posição devido à febre de um momento. — Agora é diferente — sussurrei, pensando frio. Soltei o aperto dele e coloquei minha jaqueta enquanto puxava o zíper e saí de lá sentindo o frio da manhã entrar no meu corpo completamente quente. Quando cheguei ao apartamento, tomei banho e fui para a cama, me sentindo exausta. Mas, com minha mente processando tudo o que aconteceu momentos atrás, mordi meus lábios, quase saboreando sua boca. Que tipo de feitiço ele tinha em mim que, mesmo que os anos passassem, eu simplesmente não poderia deixar ir? Isa Leal. Acordei muito cedo de manhã, que noite horrível, onde m*l conseguia dormir por causa daquele colchão que parecia pedra. Tomei um banho frio para acordar do sono e limpei meu rosto, depois vesti meu uniforme, sentei-me na frente do espelho, acendendo as luzes e comecei a preparar meu rosto com hidratante. Eu vi Dores se mover um pouco na cama e ela se virou para mim para olhar para mim com uma cara. — Está pronta? — Murmurou confuso e com uma voz rouca — Mas não dormi nada. Foram quase 6 da manhã. — Não consegui dormir — acabei de dizer e tirei o meu estojo de maquiagem. — Vai fazer as pazes? — Disse incredulamente, provavelmente porque hoje foi o dia da excursão e a última coisa que ocorreu às mulheres do exército foi maquiar-se. — O capitão não me viu sem maquiagem — eu disse, aplicando corretivo —, eu tenho espinhas horríveis da comida de ontem. Então eu odiava assar, eu não sei que efeito teve no meu corpo que me fez brotar espinhas, eu não queria que o Capitão Chances as visse. — O que te preocupa? — Dores perguntou, enrolando-se nos lençóis para me olhar através do espelho com atenção. Ela era do tipo de garota que m*l lavava o rosto e saía sem se importar se tinha remela nos olhos. — Por que disse isso? — Perguntei. — Eu não sei, você parece um pouco ansiosa. Suspirei. — Eu vi uma garota da equipe alemã que conhece o capitão e ele parecia olhar para ela. — O seu olhar cruzou-me no espelho — foi um olhar diferente. Percebi, que havia algo estranho e ainda mais porque ela parecia ser um pouco indiferente a ele, que deveria me aliviar, mas os alarmes continuavam para a maneira como ele agia, seus olhos brilhavam, seu leve sorriso estava lá; um genuíno como se ela nem percebesse estar sorrindo, relando o que tinha raramente visto desde que começamos a namorar. — Por favor, Isa — disse Dores —, mas se você é mais bonita do que todos aqui, isso vai deixá-lo inseguro? — Inseguro? Eu não sou insegura, só acho que sou ciumenta. — Eu sei muito bem quem ele é e ela também Dominique Bem, por exemplo, e ela parece perfeita — eu sussurrei, ela era uma lenda no Centro E.M.M., havia sobrevivido a um ataque do Hanã, além de sempre se destacar em seu trabalho ou todos disseram isso; como se todos a adorassem lá, ela foi deixada como uma lenda. O mais curioso foi que eu nunca ouvi Chances falar sobre ela, mas ela parecia ter familiaridade com ele, o que virou o alerta sobre mim ainda mais. — A neta do Bem? Hum! — Dores murmurou, apertando os olhos. — Sabe quem é? — Perguntei-lhe. — Ouvi dizer que ela namorava o filho do Capitão Chances; diz-se que Gael, antes de se tornar um terrorista, o deixou tão m*l que deslocou o cérebro — Dores respondeu. A namorada do seu filho? — Eu não sei — eu murmurei —, o Capitão Chances não parece olhar para ela como se ela tivesse sido a culpada por deixar o filho louco, mas como se… — Como se quisesse f***r com ela? — Ela completou. — Você sabe sobre essas coisas — eu sussurrei, sentindo um nó na minha garganta. Exatamente era aquele olhar escurecido, e é claro que eu a conhecia; eu o conheci desde o primeiro dia eu o tentei usando aquele vestido minúsculo, além de que algo havia mudado, ele não sugeriu que eu fosse com ele para seu apartamento ou mesmo me perguntasse onde eu estava localizado para ele vir, eu senti que estava me tornando paranoico. — Você sabe que o capitão era um mulherengo quando você o conheceu — Dores — disse, mas agora ele está com você, e vai deixar essa c****a roubar de você? Eu apertei minha mandíbula. — Obviamente não — eu disse assustado —, ninguém mexe com o que é meu! No meu cadáver. — Isso mesmo. — Dores disse — Lembre o capitão que você é sua namorada. Olhei para mim mesmo no espelho, aplicando um pouco mais de brilho labial e desejei que o uniforme tivesse um decote, mas acabei de deixar alguns botões soltos como se tivesse sido um acidente. Ninguém ia tirar isso de mim.
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