Mateus. Estou na boca, resolvendo problemas quando Galvão aparece. — Já tem os números? — ele me questiona. — Quase – digo de forma tranquila. Sem me importar com seu jeito intimidante. — Ótimo – diz se sentando na cadeira próximo a mim — Quero saber o quanto de lucro o ultimo carregamento deu. Tem droga nova chegando e quero mais mulas para fazer a distribuição. Temos clientes em outros estados, interessados em fazer negócios. Vamos precisar contratar mais pessoas se quisermos passar ilesos. Quero você a frente disso. Vai seguir com os trinta por cento em cima do lucro no novo negócio. Encaro Galvão com desconfiança. Achei que ele queria se ver livre de mim e não me colocar em mais negócios. — Terá os números até o final do dia — garanto. Embora eu esteja cansado dessa mer

