..Eu perdi o amor mil anos atrás
E ainda não consigo encontrar ele
Agora não amo como costumava amar,
Mas eu tenho histórias que poderia contar para você
Se você quiser
Se eu te contasse onde estive
Você ainda me chamaria de amor?
~Marie
Era pouco mais de meia noite e eu ainda não tinha dormido fazia certa de 23horas, eu apenas estava sentada no sofá branco e um pouco antigo do apartamento, não havia trago mobilia, era apenas o que se resumia esse apartamente passado de dono a dono durante esses anos, a parede era onde o meu olhar esteve parado a um par de minutos.
Medo me definia.
minha mente turbilhava em mil pensamentos.
Eu pensei sobre sair daqui, fugi para outra cidade, meus olhos não pararam de transbordar lágrimas de puro terror, eu pensei está a salva, mas o Joseph já havia me encontrado, não sei como talvez ele havia me procurado ou ate o proprio fbi tenha passado minhas informações.
Eu precisava me livrar de algumas coisas, esse cabelo, acho que tenho uma tinta aí em algum lugar.
Eu tenho que ir na farmácia, vinte minutos até lá, talvez não fosse certo eu sair daqui, se o Joseph sabe que estou aqui ele pode está na próxima esquina. Ou talvez não. Ele sabe que eu estou aqui mas não sabe exatamente onde. Preciso trocar de carro. Carro e visual. Mas m***a eu ja tinha feito isso, ja tinha pintado o carro do meu pai em um preto quase fosco, cobrindo todo o roxo reluzente, assim como eu ja tinha cortado o meu cabelo e o alisado, pensar nos cachos que fui obrigada a deixar para tras cortava meu coração, mas antes eles do que a minha cabeça.
Talvez eu devesse pegar minha coisas e ir embora enquanto o dia mau começou. Não vão dar falta por mim na universidade. Eu queria morrer e sumir do mapa como uma garota sequestrada seria uma boa alternativa. Mas Joseph é esperto, pelo menos ele não cairia nessa de "sumir" logo depois de seus capangas virem atras de mim. Eu estou ferrada e isso não é como deveria acontecer.
Eu fui i****a o suficiente para acreditar que isso resultaria. Eu deveria ter ido para o Havaí enquanto tive tempo.
Eu levantei do sofá, fui até o banheiro vendo meus olhos um pouco avermelhados e uma bolsa um pouco escura em baixo dos mesmos, eu acho que é hora de dormir, porém não consigo dormir por mais que meu dia tenha sido longo, ainda assim eu estava com um breve ataque de pânico. Eu era formada pelo Joseph, literalmente, ele tinha me moldado e feito a sua vontade logo conhecia cada canto ou movimento meu.
Mas como ele havia me encontrado?
Eu olhei no relógio, era um pouco mais de uma da manhã, estava escuro lá fora, eu não conseguia vê muito, a cortina estava fechada assim como a porta de vidro para a varanda. Eu não queria levantar e ir para o quarto, a sensação era quase como se eu estivesse acabado de vê o pior filme de terror feito na história e a sensação de ser seguida pelo assassino era presente, por isso liguei a TV, estava em um filme o que me fez relaxar um pouco, enrolei mais um pouco a manta sobre mim, esperaria dar cinco e meia, minhas coisas já estavam arrumadas na mala, eu iria da o fora daqui o quanto antes só esperaria o dia ficar um pouco mais claro, eu não gosto da estrada escura, muita coisa se passa nela sem perceber e com certeza o Joseph poderia por seus homens na estrada agora para uma possível fuga.
- Um senhor foi encontrado morto em frente à delegacia a alguns minutos atrás - O intervalo foi direto para uma notícia do noticiário local- ao seu peito o número 2 estava aberto - Como assim dois? O serial Killer não assinava com três?- É o segundo corpo assinado com 2 encontrado na faixa de duas semanas- A imagem não era com clareza, estava sendo impedida pela polícia que tentava guardar o corpo das câmeras- Segundo informações o corpo é do empresário Benjamim Stone, este que estava aqui a alguns dias segundo a direção do hotel em que estava hospedado, o empresário estava indiciado por desvio de medicamentos com tarjas pretas da rede de farmácias ao qual era dono
Eu desliguei a TV, não me importava como o filme iria acabar, nem como a reportagem iria acabar, só queria dar um fora dessa cidade de loucos, fui até o meu quarto, prendi o cabelo e peguei a mala de roupas. Eu não iria levar tudo, só o necessário, qualquer coisa eu compraria no meio do caminho ou onde eu fosse parar. Penso até em um possível retorno.
Assim que eu abri a porta dei de cara com a Carter, meu coração acelerou, eu não esperava ela tão cedo aqui, aliás eu não a esperava aqui
- Para onde vai?- Pergunta olhando para os meus olhos, ela quebra o olhar vendo a mala nas minhas mãos, observa um pouco a espera de uma resposta mms apenas dou de ombros
- Vou embora- Digo devagar ainda segurando a maçaneta
- O que houve Marie? - Ela olha para mim, eu tento passar mas ela põe a mão na frente do meu corpo- Ei, me conta o que tá acontecendo, sabe que pode confiar em mim- Eu dou risada do que ela diz sentindo minha paciência esgotando
- Não gosto de relações sem reciprocidade- Ela suspira frustada
- Qual é? É por ontem?- Ela rir-Sério? Eu estava tentando te ajudar
- Como você conseguiria me ajudar?- Eu rir- Você é uma garota de dezoito anos, nem tem dezenove direito, não pode ajudar uma de vinte e um - Ela revira os olhos
- Quando essa pessoa não quer ser ajudada nem o presidente consegue - Ela é persuasiva me fazendo revirar os olhos
- Eu disse que não iria demorar, sendo assim eu estou seguindo o plano inicial, vou ter que ir- Vejo ela negar com a cabeça
- Você não pode ir assim- Ela me encara incrédula- Estava tudo bem até ontem, não tem motivos pra você ir embora
- Eu tenho que ir Carter, não tem nada haver com você ok? Eu agradeço a sua ajuda com esse apartamento e quer saber? Ele agora é seu, eu não posso ficar aqui e vai ficar fechado mesmo, você tem a chave e pode fazer bom uso dele sendo assim é seu agora, tem 3 meses pagos então- Eu pego a sacola do chão pronta pra passar pela porta porém ela me empurra entrando no apartamento
- Para com isso Marie por favor
- Eu tenho que ir Carter
- Me diz por que?- Ela parece assustada- Quem está atras de você? De quem está fugindo?- Por um momento eu pensei em falar tudo, desde a história do meu pai até a minha fuga do Joseph, ate o fbi, mas não era hora, nem eu deveria meter ela nessa, ninguém precisa entrar nessa
- Eu não posso - A encaro de forma mais sincera possível
- Por que não?
- Por que não quero lhe meter nisso, por que você não confia em mim, por que todos em que eu confiei estão mortos ou em risco, por que eu vou embora e não posso ficar aqui, por que eu tenho que ir embora Carter
- Eu não posso deixar você ir assim- Ela n**a respirando fundo, a olho sem entender a vendo passar as mãos pelos cabelos, nesse momento vejo o Harry aparecer na porta, acredito que ele estava a esperando e ela tenha demorado demais
- Por que não? Seu chefe também não quer que eu vá?- Ela me encara sem entender rindo depois, olho para o Harry e tenho certeza de que ele sabe do que estou falando
- Meu pai não sabe de nada disso- Ela da de ombros - Qual chefe?
- Esquece tenho que ir
- Espere- ela segura no meu braço - Escuta eu sei que vacilei com você ontem e estou disposta a responder o por que de qualquer pergunta, sem segredos porém preciso que me conte o que está acontecendo- Ela é sincera mas eu sei que não posso ir muito além
- Eu só vou embora Carter - Eu digo por fim
- Podemos te ajudar, eu posso- Aponta para Harry
- Ninguém pode seja quem estiver interessado - Eu olho brevemente para o Harry que permanece calado
- Você é a minha melhor amiga não pode ir assim
- Eu estou te protegendo
- Não quero que me proteja quero que conte comigo pra qualquer coisa
- Eu ...- Respiro fundo segurando as lágrimas e tentando espremer meu coração e a vontade de chorar ou contar tudo - Não torne as coisas mais difíceis para mim
- Por favor não me abandona - Ela me abraça, eu não era tão alta em relação a ela, tinha um metro e setenta e dois, ela um pouco menos de um e sessenta e três, ainda assim eu a abracei sem me importar com o peso da mala em um dos braços - Eu vou sentir sua falta - Sinto ela respirar fundo
- Eles vão lhe m***r?- Ela pergunta de forma abafada
- Sim- Eu mordo o lábio inferior a vendo fungar
- Por que?- Ela volta a perguntar sem mostrar o rosto
- Fiz coisas erradas- Olho para o Harry que me encara não entendendo, mas me surpreende quando levanta os dedos como uma arma e aperta dois dedos fazendo referencia a minha fuga ligada à armas, eu assenti o vendo ficar pensativo
- Como o que? Você matou alguém? É a polícia? - Ela joga várias perguntas me soltando do abraço em seguida olha para mim com os olhos cheios de lágrimas
- Eu não posso dizer, mas eu tenho que ir embora enquanto é cedo- Dou um beijo na testa Dela
- Me mande notícias - Ela pede me fazendo encara-la antes de sair
- Desculpe por isso
Saiu do apartamento dando poucos paços até chegar no elevador, assim que entro eu olho para eles, Carter abraça o Harry, este não disse nada apenas me encara, passa a mão pelo piercing e é então que vejo uma tatuagem entre seu dedo indicador e o do meio, havia algo ali, que mesmo a distancia eu percebi o que era escrito