Eu sou má sorte, querido, você sabe
Isso me segue por onde quer que eu vá
E eu não preciso de sua simpatia, não
Eu preciso de uma p***a de um milagre... E eu não quero fugir, não
Eu preciso de uma maldita folga...
Essa música define a Marie
~ Marie
Eu não sabia o que era isso, quero dizer, é coincidência o Harry ter um 2 nos dedos? Quer dizer, talvez seja e supor que ele tenha algo haver com o assassinato seja bobagem mas é estranho um 2, será que é a data de aniversário de alguém importante? Talvez seja, ou não, caramba
O sono parece finalmente chegar mas eu estou a menos de uma hora na estrada, tudo bem que tinha mais de vinte quatro horas sem dormir, somando aos pesadelos idiotas que me tiram o sono e as noites gastas com Netflix, eu devo dar espaço para o meu corpo, preciso descansar e mesmo não tão longe eu tiro algumas horas de sono pelo menos três depois eu volto a estrada e paro a algumas horas, talvez eu devesse abastecer o tanque também, só preciso descansar.
Paro em um posto de gasolina, eu penso na hipótese de ir procurar algum motel para passar pelo menos essa noite mas não é algo relevante para me fazer gastar tempo, coisa que por sinal eu não tenho.
antes de tudo vou na lavanderia do posto, tinha algumas roupas para lavar e demoraria no maximo 30 minutos, enquanto isso vejo o noticiário, não havia ninguem alem de mim e as cores em azul gelido me fazia sentir uma sensação não tao confortável, no outro lado da estrada havia um restaurante e musica alta, me fazendo lembrar da glosses, eu odiava como o joseph tratava aquelas garotas qur trabalhavam la.
sinto meu celular vibrar, era um numero estranho e por um momento sinto meu coração gelar, d***a d***a.
olho para aquele telefone, pensando duas vezes se valia a pena atender ate que ele para mas em seguida volta novamente, respiro fundo antes de atender o mesmo, assim que o faço esculto uma voz programada "ligação do estado criptografada" e logo apos uma bipe com uma voz feminina
- Marieta aqui quem fala é Susane do FBI e estamos lhe contactando para o programa de p******o a testemunha- Reviro os olhos sentindo a raiva me consumir
- Vocês me fuderam, como tem coragem de me ligar?- A raiva me faz querer explodir em cima dela.
- Ola Marie- Escuto a voz do detetive que ha meses atras me prometeu segurança mas era o culpado da minha fuga - Estamos te contactando...
- Para destruir minha vida de novo com essa m***a de p******o a testemunha? tem um filha da p**a me seguindo que vocês juraram prender- Praticamente grito o interrompendo
- Sabemos que foi perigoso e a fuga do Joseph Christopher nos pegou de surpresa mas é por isso que ligamos para saber se você e sua família está bem- Sua voz cínica faz meu sangue ferver, como fui ingênua
- Não ponha minha família nessa, o que vocês querem? não venham com essa desculpa- Digo estridentes
- Tudo bem vamos falar de negócios
- Ja era tempo
- Iremos extender a p******o a testemunha para você afinal sabemos que o Joseph irá querer vingança, ademais um novo cenário de movimentação de narcóticos voltou e acredito que ele esteja por tras, sendo assim o secretario pediu que falassemos com Você afinal corre muito risco
- Vocês querem que eu ajude a pegar ele de novo a troca de que? um passaporte de m***a e uns dólares? estou fora dessa
- Marie é muito importante sua cooperação
- Não quero cooperar com mais nada em relação a vocês, o Joseph não é mais meu problema- Desligo em seguida aquela ligação indo pegar a roupa na máquina, era obvio que eles não iriam me deixar em paz.
Estou um pouco longe de alguns caminhões, ponho o celular para despertar daqui a tres horas, tempo suficiente. Tiro a bota ficando apenas com a meia, pego a jaqueta que usava colocando ela como um cobertor e a sacola de roupas para apoiar o minha cabeça com a porta, eu encaro o meu celular vendo que era quase duas e meia, sairia cedo daqui. Fecho os olhos me virando e em menos de dois minutos o meu corpo relaxa o suficiente para me fazer apagar.
****
- Hey- Escuto batidas no vidro do carro, estava um pouco sonolenta mas percebo que o dia não tinha amanhecido, levanto assustada olhando para a janela onde não tinha ninguém - Bon Jour - Pulo em puro êxtase vendo o sorriso do Nick no banco da frente, seu cabelo caia como ondas em cada lado do seu rosto e seus olhos cor de mel estavam mais escuros devido a pouca luz do local
- Como entrou aqui? Aliás como me achou? O que você quer?- o sono ou qualquer exaustão some em poucos segundos
- Eu estava lhe admirando dormir- Ele sorrir olhando para a janela em seguida
- Como você me achou?- Pergunto seria o vendo dar de ombros
- A gente não tinha um trabalho para fazer hoje? Não sei você mas eu tenho uma agenda de compromissos
- Pare de ser sínico e diga logo como me encontrou- Eu digo estridente com raiva exposta mas ele apenas dar de ombros
- Quem procura, acha- Eu começo a sentir meu coração palpitar com seu tom de voz e com a forma como carrega mistério demais
- Nick, por favor...
- É o seguinte minha doce Marie- Ele perde o tom de brincadeira me encarando serio- Eu estou em meio a algo muito importante, eu não queria ser interrompido principalmente por sua causa- Ele olha bem nos meus olhos- Eu tive uma folga para fazer o que eu quisesse no período de três meses, você não tem noção de como eu esperei esses dias mas você atrapalhou tudo- Eu recuo um pouco pela a forma arrogante ao qual ele se refere a mim
- Eu nem me meti com você aliás eu malmente tenho um trabalho com você que por sinal foi você quem pediu para fazer comigo, sejamos sinceros- Ele rir do que eu digo revirando os olhos
- Você não tem noção da m***a que você se meteu não é - Ele sorrir enquanto n**a com a cabrça
- Eu só quero dá o fora valeu, não me importo com o que você quer fazer naquela cidade de m***a, vire o prefeito e faça a revolução eu não vou impedir nada, aliás eu estou tentando ir embora e você é uma pedra no meu sapato
- Você não tem noção do que eu quero fazer com você - Ele rir, me olhando com luxuria mas eu não acho que seja uma boa coisa, as pessoas percebem o que significa um simples olhar e o dele não era um dos bons
- O que quer fazer?- Pergunto o encarando, ele morde o labio puxando o piercing
- Seu corpo... tenho muitas ideias do que fazer com ele- Ele sorrir de forma sádico
- Seria uma pena se eu não quisesse
- Normalmente as pessoas nunca querem, mas isso não me impede de fazer
- você viola garotinhas Nick?
- Você não é mais uma garotinha
- Você deveria ser preso- Digo o encarando mas ele apenas rir
- Sim, deveria está internado mas tinham planos melhores para um rapaz como eu - ignoro o rapaz calçando o meu pé, minhas botas pareciam mais pesadas do que nunca, meu corpo pesado denunciavaq as minhas pessimas noites de sono, não que eu me recorde de alguma noite boa
- Quem sabe você não é a próxima vítima dos assassinatos- Ele parece sentir diversão em cada palavra minha
- Quem sabe não é você
- Estarei longe para isso
- Não, você não vai está longe- Sinto um arrepio quando sua voz engrossa- Você vai voltar para a cidade, comigo, eu não me importo quem está atras de você mas você vai voltar, vai engolir seu medo i****a e vai está sorridente quando voltar comigo para a universidade amanhã - Ele pega o celular me mostrando uma foto de um cara m*l encarado- Esse cara está pronto para lhe buscar aqui, ele saiu de Bradford a trinta minutos, você tem vinte minutos para entrar na d***a do meu carro e calar a boca, não é como se eu me importasse totalmente mas isso envolve todo mundo
- Eu não vou com você a lugar algum, eu estou na p***a do meu carro e posso muito bem ir embora- Digo apontando o dedo para ele que logo segura nele
- Você vai comigo por que eu não estou lhe perguntando nada- Ele é quem põe o dedo no meu rosto me olhando bem perto
- É melhor você tirar a p***a do seu dedo do meu rosto- Não quebro o contato
- Por que? Não gosta de ser mandada?- Ele sorrir segurando na minha bochecha- Pois eu gosto de mandar
- Não é o que parece visto que está aqui obedecendo ordens- Sorri tirando a mão dele do meu rosto
- Você não sabe de nada
- Meu amor, você que não sabe de nada- Eu permaneço o encarando assim como ele a mim por algum minuto até que ele simplesmente sai do carro, percebo que da a volta abrindo a porta ao qual minha mala esta encostada- Ei volta aqui com isso- Ele leva minha mala até o seu carro- Imbecil
- Cala boca - Ele resmunga me puxando pelo braço dessa vez
- Eu vou gritar - Digo alto porém a forma como ele me põe encostada à porta do carro faz com que eu tome um susto que me faz calar e sentir medo dele, mas de uma forma que o Joseph me fazia sentir quando estava mesmo irritado
- são quatro e meia da manhã e o dia nem amanheceu- Ele me encara serio- Eu tinha muita coisa para fazer hoje mas você está me enchendo tanto o saco Marie, desde o dia que você chegou nessa cidade, eu estava entrando na tua mas sempre soube que você não era santa porém p**a? Pelo amor, doce Marie
- Eu não sou p**a- Instantaneamente meus olhos parecem encher de lágrimas e um sentimento de angústia me consome levo a lingua ate o ceu da boca respirando fundo
- Claro que não, então por que estão lhe procurando? Roubou um banco?
- Não - Senti uma lágrima escorrer - É- Seus olhos parecem se divertir- Da sua conta
- Talvez a sua cabeça seja, quanto será que ela vale?
- O suficiente para você não parar de encher o meu saco- Ele respira fundo abrindo a porta do seu carro
- Entra e cala a boca - Me empurrou, literalmente, abrindo a porta do motorista logo em seguida onde entrou com uma faceta que nunca havia visto antes- Trate de não falar nada entendeu? Sua vida já deve ser complicada demais
- Você está me sequestrando e me pede para não falar nada? - Dou risada olhando meu carro cada vez mais longe pelo retrovisor
- Eu estou pedindo
- Não você está me obrigando e eu só tenho vontade de virar esse carro por que quer saber? Não tenho nada a perder e uma vida no seguro logo a única pessoa que vai ter prejuízo aqui é você- Ele rir fazendo uma curva por uma estrada que eu não havia visto anteriormente
- Sua mãe e sua avó iriam ficar bem triste
- Você não sabe de nada - O encaro com certa raiva
- olha parece que alguém atingiu o ponto fraco dessa garotinha- Ele sorrir fazendo outra curva agora para uma estrada sem asfalto
- Para que inferno estamos indo?- Vejo o céu tomando uma tonalidade mais clara, me pergunto como a Carter está, d***a, parece que ainda me importo, observo os carros passando em alta velocidade
- Minha casa
- Não me lembro desse caminho- Antes de dizer algo o rádio finalmente parece me chamar a atenção- a polícia de Bradford ainda não tem pistas sobre os assassinatos brutais que estão acontecendo, desde 04 de julho cinco corpos mutilados já foram encontrados e a polícia confirmou ser o primeiro serial killer do condado- Vejo o Nick desligar o rádio voltando em seguida a sua atenção para o volante, reviro os olhos focando minha atenção em qualquer coisa relevante apenas para não pensar no Nick ou nesses assassinatos idiotas e é então que a água ao lado da estrada me chama atenção, olho para o lago em seguida ao Nick, por que p***a esse caminho da na casa dele?!
enquanto passamos pela estradas me lembro um pouco no dia da festa no algo, eu devia ter aproveitado mais, lembro de vivian sorridente e esperançosa, me pergunto o que ela sentiu antes de ser morta? talvez muito sofrimento e em seguida como um r***o direto ao peito, sua ultima respiração talvez tenha saido cansada da sua possivel luta, ou entao ela so havia sido pega de surpresa, tantas duvidas na tentativa de sanar minha propria pergunta, por mais quanto tempo eu viveria?