~Marie
- Lar doce lar- Nick resmunga assim que abre a porta de uma casa, a claridade das janelas parece me cegar, não era a mesma casa da primeira vez, aliás estava bem longe de ser o mesmo, aquele era perto do centro, um apartamento grande porém não comparada a essa casa, que parecia muito distante das coisas, tinhamos pego um longo caminho pela estrada, com muitas arvores, e muito silencio
nao é como se o nick falasse tanto normalmente mas hoje ele parecia preocupado, por mais que tentasse evitar me olhar ou transparecer, sabe a sensação de está proximo a uma tsunami mas voce nao tem como fogir? Bom, sentia como se fosse isso que estivesse a acontecer, não sei onde eu iria fugir ou quando, mas eu sabia que não tinha tanto tempo.
- Por que tem duas casas? - A pergunta é sutil, talvez pelo cansaço eminente em mim, estava exausta e era só cinco da manhã
- Essa casa era de minha avó- Eu percebo que havia uma fila de fotos emolduradas todas viradas para esconder as fotografias, não havia muito além do que móveis brancos, um tapete felpudo também branco, uma televisão de tela plana, um aparelho de som antigo mas muito bem preservado que se destacava em toda aquela cor neutra e as grandes janelas com cortinas claras, que deixava toda a claridade entrar, seria a casa dos sonhos, mesmo parecendo um ambiente solitário me trazia calma
- Por que não na sua casa?
- Essa casa também é minha- Ele abre uma cortina e meus olhos se enchem de beleza quando vejo o lago e as árvores que nunca havia reparado no pouco tempo que aqui estive, era uma casa de campo talvez, muito bem localizada longe de qualquer rastro de perturbação, por um minuto isso me faz sentir medo, estava sozinha com esse rapaz e o Nick não parece mais ser o bom menino - Seus pensamentos são barulhentos- Reclama
- Sua presença é irritante - Rebato recebendo seu olhar cansado
- Vamos parar com isso, não tenho vontade de falar com você- Ele diz dando de ombros
- obrigada, isso foi a melhor coisa que você falou hoje- Dei um sorriso fechado o vendo sorrir como se sentisse graça de toda a situação
- Por aqui Marie- Apontou para o corredor, entretanto eu não me movi
- Pode ir na frente, você é o dono da casa
- Não irei lhe esfaquear- Ele sorrir levantando as mãos, era como se toda aa sua faceta r**m tivesse se dissipado e apenas o velho Nick estivesse ali
- Sempre ouvi que era melhor por seus inimigos em primeiro, pois então
- Acha que eu sou seu inimigo?
- A pergunta é, por que eu não acharia isso?- Vendo ele rir baixo balançando a cabeça, passando na minha frente
- Você fica aqui- Ele aponta para um quarto
- Eu não posso ficar aqui, já que eu não vou poder sair da cidade eu poderia pelo menos voltar pro meu apartamento
- Marie- Ele suspira - Você mora há trinta minutos da cidade, seu carro está há uma hora de distância e a única pessoa que tem um meio de transporte seguro sou eu, não é como se eu quisesse está aqui com você, você vai invadir a minha privacidade milhares de vezes, mas eu não tenho escolha e não posso ir contra o que me mandam fazer, só temos que nos aturar por um mês e tudo feito
- Por que você não me busca em casa então? Quer dizer, eu não posso ficar na sua sombra, que droga
- Eu não sou sua babá nem tão pouco quero que fique na minha sombra, então não enche, vou dar a você o que você precisa, proteção
- Pelo amor, você é só um jovem Nick, não sabe nem se proteger - Jogo minha sacola no chão do quarto ao qual estávamos e que acredito ser onde irei dormir
- Você tem razão, eu sou só um jovem que não sabe se proteger, mas quer saber? eu não preciso de p******o nem tão pouco ajuda, diferente de você
- Eu vim parar aqui sozinha - A raiva volta a me consumir afinal quem essa d***a de pessoa acha que eu sou? uma i****a a faça-me um favor, eu entrei nessa m***a sem nick ou qualquer um me ajudando
- Não, você veio parar aqui com a ajuda da Carter e se não fosse ela você já estaria morta
- Ah jura? Então a Carter me salvou? - Dou uma leve risada
- Não, ninguém pode te salvar Marie, você já cavou a sua cova, o máximo que podemos fazer é te ajudar a demorar mais um pouco viva- Ele me cala saindo do quarto me deixando sozinha, observo as paredes tentando limpar toda essa historia da minha cabeça
***
Já se sentiu como se todos a sua volta lhe escondesse algo? Quer dizer, eu sei que não sou a pessoa mais extrovertida e que conta sobre tudo para todos, mas de repente parece que estou cercada de pessoas com a boca costurada, eu não sei quem essas pessoas são e nem me importo.
Quando eu cheguei nessa cidade pacata, eu vi a Carter pela primeira vez ao lado do seu namorado, ela era bem mais baixa do que eu imaginava ainda assim não percebia o quanto essa minha escolha mudaria minha vida, em quem eu iria vim a conhecer ou a desconfiar, afinal poxa a gente jogava lol pela internet, não é como se voc~e conhecesse milhares de segredo em alguem que é nerd o suficiente para jogar lol.
Em seguida vieram seus amigoss, tipicos jovens de uma faculdade pequena, não havia muito o que se esperar do Norte da Inglaterra
Eu não sair do quarto pelo o resto do dia, não troquei nem a roupa, minhas botas um pouco pesadas dava impulso para frente e para trás em um movimento tedioso, o braço direto repousado na minha testa, a cortina branca balançava devagar pela janela aberta, meus olhos estavam fechados e por um momento eu pensei em nunca mais abri-los mas meu pai não me fez covarde, ele pediu para não seguir os seus passos e não precisar chorar a noite por sofrimento passageiro, mesmo que demorasse anos eu não deveria abaixar a cabeça. Quando abri os meus olhos eles estavam secos. Não seria dessa vez que desmoronaria, não por causa do Joseph, das pessoas próximas, isso era suportável.
O teto branco já começava a ficar meio amarelado, a luz que entrava no quarto indicava que já estava anoitecendo, eu não ouvir mais nenhum barulho, parecia que o Nick nem estava aqui, e talvez nem estivesse.
Eu decidi levantar, pensar em tudo isso que acontecia não era bom, eu deveria explorar o lugar, talvez dar uma volta.
Levantei em seguida saindo do quarto, a casa parecia vazia e velha, mas calma, eu não sabia se de repente amava o ambiente ou o odiava. Ainda assim sentia certa tristeza no local. caminhei em direção à porta a abrindo em seguida. "mas você poderia ser amado, mas eu não quero mentir para mim ..." olhei para o lago á alguns metros da casa parecia bem limpo. "dizer que eu sou mais do que todos os erros que eu tenho superado, eu estou aqui só por um minuto, pare de sonhar comigo". O sol já estava se pondo junto com minhas esperanças de seguir em frente, a luz estava á alguns minutos de se transformar em escuridão, meus pensamentos não desligavam, minhas lembranças não iam embora, o Joseph e eu, todas as canções que tínhamos juntos e os sorrisos,me pergunto se alguma vez mesmo havia sido feliz ao lado dele, é como se minha mente mascarasse todas as suas falhas e tentasse preencher um espaço vazio com pingos de memorias boas
. Olhar para o horizonte em degradê me lembrava dos seus sorrisos mortos, seu olhar de tempestade e todas as curvas no final dos seus olhos, ele tinha uma beleza que combinava com a minha tristeza e de repente eu já não tinha mais nada ao que relembrar, ele era o anjo caído e eu não acredito que há outro pior que ele.
Escuto o barulho das pequenas pedras sendo apertadas uma com a outra, olho para trás onde o grande carro do Nick para, ele sai em seguida, vejo sacolas na sua mão e seu olhar para sobre mim, eu abraço mais ao meu casaco, sinto frio, sinto desconforto olhando para seus olhos quentes, pareciam doses de uísque. Uma vez lembro de vê uma frase ao qual dizia que o mundo só é mundo quando as pessoas se abraçam... ou quando elas tomam um gole de uísque. Os olhos desse rapaz me embebedavam e me deixava inconsciente como um veneno.
- vem - Ele diz baixo, aponta para a casa, balanço a cabeça pronta para caminhar- Aliás, não estou afim de ficar em casa, vem- Ele começa a andar em direção ao lado da casa, passa próximo a mim e eu o sigo sem entender muito bem- Eu trouxe comida chinesa- Vejo que ao fundo da casa havia uma grande árvore sem folhas, várias caídas e secas, como se estivessem ali por anos, o cenário era um pouco assustador mas bonito, havia um balanço posto em um grande galho da árvore, dava em direção ao lago, diria que era um lugar bem bonito entretanto era triste, como toda a casa
- Aqui- Ele me entrega uma sacola
- Obrigada
Não falamos muito, comia o yakisoba olhando para o lago já rodeado pela escuridão, só se ouvia o barulho do saco plástico querendo ser levado com o vento, não era r**m a ideia de passar um tempo aqui
- Amanhã iremos a universidade, juntos- Ele começa depois de minutos em silêncio, chupo o s pes no ar enquanto olho para o lago
- Não tenho escolha
- Pode se jogar nesse lago, talvez morra- Ele da de ombros me fazendo o olhar incredula, que ousadia
- Talvez eu lhe mate- o encaro o vendo sorrir
- Desculpe por mais cedo, muita m***a na cabeça- Ele fala como se não se importasse muito sobre eu aceitar suas desculpas
- Pelo o que exatamente?
- A abordagem, não tínhamos tempo e eu não queria está ali- Explica olhando para o horizonte, o Nick era complicado
Parecia que em pouco tempo ja havia visto mais facetas dele do que eu ja tivera em uma vida toda
- Poderia ter me deixado- Digo baixo enquanto como
- Poderia... por que está fugindo? - Ele pergunta em tom bem monótono
- Não importa- Deixo o resto da comida de lado o encarando- Eu apenas preciso encontrar onde pertenço, começar uma vida ou talvez terminar com ela longe de onde eu morava.
- Já tentei fazer isso- Eu não o olho, de repente o horizonte parecia descansar minha vista- Quando eu sai de casa, quando vim viver com minha avó, minha vida mudou, eu precisava de ajuda e eles me deram, mas não foi o suficiente, não adianta ficar tentando tapar o buraco que voc~e sabe que nao tem jeito, voce tem que encara ou se jogar de vez nele
- O que quer dizer com isso?
- Eu não precisava de uma casa branca, ou de acompanhantes, eu precisava ficar sozinho, mas quando você é propício a fazer algo r**m as pessoas lhe prendem em apertos de mãos e fivelas de cintos, meus olhos enxergavam o mesmo, todos os dias, eu precisava sair de casa e viajar, eu o fiz e agora estou aqui
- Por que voltou?- Eu o encaro interessada na sua história
- Eu havia deixado muita coisa para trás, eu precisava terminar-las, não estavam certas
- nada nunca está certo Nick, é bobo pensar qassim
- tem razão
- Você conseguiu concertar? - Volto a da mais uma garfada no meu prato, observando a comida quase fria
- Estou fazendo isso - Ele olhava para o anel no seu dedo, havia algumas rodas no seu anel que facilmente eram manipuladas e parecia divertido
- E depois que terminar?
- Eu sigo em frente, acho um propósito ou simplesmente sumo do mapa
- Eu quero fugir do mapa- Digo sorrindo de leve, era tudo o que mais queria
- Se mantenha viva, as pessoas perdem o valor com o tempo
- Não pessoas que fizeram coisas como eu
- Sempre perdem Marie, somos passageiros, não se preocupe com isso, tudo se resolve, seja da forma como você quer ou não
Seus olhos me encaram e sinto que ele tem razão, as coisas se resolvem da forma, eu gostando ou não .
------------