Capítulo 07. Sexø no elevador

628 Palavras
Me chamo Marcos e descobri que o perigo mora no apartamento ao lado. ​Sempre fui o vizinho discreto do 402. Tênis de corrida, fone de ouvido e uma rotina de escritório que me matava por dentro. Mas tudo mudou quando o Rodrigo se mudou para o 401. Ele era o oposto de mim: tatuado, barulhento e com um sorriso que parecia saber exatamente o que eu escondia sob as minhas camisas sociais. ​Naquela noite de sexta-feira, o elevador parou entre os andares. É clichê, eu sei, mas o destino às vezes é bem explícito. As luzes piscaram e o silêncio foi quebrado apenas pela respiração pesada do Rodrigo ao meu lado. Ele estava voltando da academia, a regata cavada revelando músculos suados e o cheiro de adrenalina. ​— Parece que vamos demorar aqui, vizinho — disse, encostando-se na parede de espelho, me medindo de cima a baixo. ​— É o que parece — respondi, tentando ajustar meu óculos, mas minhas mãos tremiam. ​Rodrigo deu um passo à frente, invadindo meu espaço. Ele era mais alto e exalava uma masculinidade agressiva que me deixava sem ar. Sem aviso, ele pressionou o corpo contra o meu, me prensando contra o painel de botões. ​— Você me olha pelo olho mágico, Marcos. Eu sei que olha. ​Não tive tempo de negar. A boca dele colou na minha com uma fome brutal. Não foi um beijo de filme; foi um ataque de línguas, dentes e dësejo acumulado. Minhas mãos foram direto para as costas dele, sentindo a pele quente e úmida sob a regata. Ele soltou um gëmido baixo e me levantou, minhas pernas circulando sua cintura automaticamente. ​Me desceu e, com uma agilidade absurda, abriu o cinto da minha calça. Eu fiz o mesmo com o short dele. Não havia preservativos, não havia hesitação, apenas a urgência de dois homens que se desejavam no escuro de um elevador travado. ​Ajoelhei-me naquele espaço apertado. O paü do Rodrigo saltou para fora, grosso, pulsante e já vazando um pouco de lubrificação natural. O peguei com as duas mãos, admirando a força daquela erëção antes de abocanhá-lo por inteiro. O gosto era de sal e homem. Chupava com vontade, sentindo-o bater no fundo da minha garganta enquanto ele segurava minha cabeça com força, os dedos enterrados no meu cabelo. ​— Püta que pariu, Marcos... você é um santinho depravado — arfava, jogando a cabeça para trás. ​Ele me puxou para cima e me virou de costas para o espelho. Senti a frieza do vidro contra o meu peito e o calor absurdo do corpo dele atrás de mim. Rodrigo cuspiu na mão, lubrificando a si mesmo e a minha entrada com uma pressa selvagem. Sem preliminares suaves, ele se posicionou e empurrou. ​Soltei um grito abafado contra o vidro quando senti ele me preencher por completo. Era grande, era demais, mas era exatamente o que eu precisava. Ele começou a estocar com força, um ritmo frenético que fazia o elevador balançar. Cada batida dele contra mim era um choque elétrico. Via meu próprio rosto no espelho, vermelho, os olhos revirados, enquanto ele me possuía. ​— Você é meu agora, vizinho — sussurrou no meu ouvido, mordendo meu ombro enquanto me gøzava fundo, enchendo meu interior com seu calor. ​Não aguentei. O atrito do meu paü contra o vidro frio, somado à intensidade dele dentro de mim, me fez disparar um jato de gøzo que sujou todo o painel do elevador. Ficamos ali, colados pelo suor e pelos fluidos, até que o elevador deu um tranco e voltou a funcionar. ​Ele se vestiu rápido, me deu um tapa estalado na bünda e piscou. ​— Te vejo por aí, Marcos.
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