Capítulo 08. A Rainha da Noite

786 Palavras
Me chamo Carla e, se tem uma coisa que aprendi na vida, é que meu corpo é um templo de präzer que eu mesma construí. Ser uma travesti em uma cidade como o Rio de Janeiro exige que você seja forte, mas naquela noite, no fundo de um clube underground na Lapa, tudo o que eu queria era ser desejäda. E foi aí que eu vi o Paulo. Ele estava encostado no bar, com aquela cara de quem nunca tinha provado nada tão real quanto eu, mas com um fogo nos olhos que dizia que ele estava morrendo de vontade de tentar. ​Não sou de esperar. Caminhei até ele, sentindo o balanço dos meus quadris no vestido de paetês colado, que não deixava absolutamente nada para a imaginação. O Paulo engoliu em seco quando parei na frente dele. O perfume dele era caro, de homem que sabe se cuidar, e o jeito que ele olhou para a minha boca me deu o sinal verde que precisava. ​— Você está perdendo tempo apenas olhando, sabia? — eu disse, soprando a fumaça do meu cigarro para o lado e chegando bem perto do ouvido dele. ​— Não quero cometer nenhum erro — ele respondeu, com a voz rouca, a mão dele subindo timidamente pela minha cintura, testando o terreno. ​— O único erro aqui é a gente ainda estar vestido — respondi, puxando-o pela mão para o reservado dos fundos, um camarote escuro onde o som da batida eletrônica chegava abafado, transformando tudo num ambiente de pura luxúria. ​Assim que a porta se fechou, Paulo me prensou contra a parede. O beijo dele foi uma surpresa: não foi hesitante, foi bruto. Enquanto nossas línguas se entrelaçavam, senti as mãos dele descendo pelo meu corpo, explorando minhas curvas até chegarem no volume entre as minhas pernas, que já pulsava de excitäção. Ele deu um sorriso de lado, um brilho de descoberta nos olhos. ​— Você é magnífica, Carla — murmurou, antes de se ajoelhar na minha frente. ​Ele abriu o zíper do meu vestido e o deixou cair até a cintura. Minha calcinha de renda preta não era páreo para a urgência dele. Quando ele me libertou minha picä, estava düra, pronta, brilhando com a lubrificação prévia. Paulo não perdeu tempo. Ele pegou meu paü com as duas mãos, admirando o contraste da minha pele com a delicadeza do resto do meu corpo, e o levou à boca. ​A sensação foi indescritível. Ele era experiente, usando a língua para contornar a cabeça da minha glande e descendo até a base, sugando com uma pressão que me fazia agarrar o cabelo dele e gëmer alto, sem me importar com quem pudesse ouvir do outro lado da parede. Sentia cada movimento da garganta dele, o calor úmido me envolvendo enquanto me perdia naquela entrega. Era a rainha dele, e ele estava ali para me servir. ​— Levanta, Paulo — ordenei, minha voz falhando pelo präzer. — Agora é a minha vez de te mostrar do que sou capaz. ​Eu o empurrei para o pequeno sofá de veludo e me livrei do resto das minhas roupas. Paulo já estava com o paü de fora, grosso e latejante. Eu me posicionei por cima dele, sentindo o calor da pele dele contra a minha. ​Cuspi na palma da minha mão e lubrifiquei a entrada, comecei a sentar, lenta e deliberadamente, Paulo soltou um grito de surpresa e präzer que foi abafado pelo meu beijo. ​Comecei a cavälgar. O movimento era rítmico, meus sëios balançando enquanto eu subia e descia com força. Paulo agarrava minhas coxas, me puxando para baixo a cada estocada, querendo que eu fosse mais fundo. O som da nossa carne se batendo era a única trilha sonora que importava. ​— Vai, Carla... assim... não para! — ele gritava, as costas arqueando enquanto ele chegava ao limite. ​Eu sentia o präzer subindo pela minha espinha, uma onda que não conseguia mais controlar. Aumentei a velocidade, minhas unhas cravando nos ombros dele, o suor misturando nossos cheiros. Quando o ápice veio, foi devastador. Gozei com tanta força que senti cada músculo do meu corpo travar, disparando jatos quentes contra o peito dele, enquanto, lá dentro, ele também se derramava, suas contrações me expulsando em um clímax ruidoso e sujo. ​Ficamos ali, emaranhados, o vestido de paetês jogado num canto, os fluidos brilhando na penumbra. Paulo me olhou com uma gratidão que poucos homens têm a coragem de mostrar. ​— Nunca senti nada parecido — admitiu, ainda ofegante. ​— Eu sei, querido — respondi, — Isso é o que acontece quando você se permite viver de verdade.
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