Me chamo Bruno e sempre achei que o desëjo era algo para ser vivido entre quatro paredes e dois corpos. Que erro o meu. Tudo mudou quando aceitei o convite da Marina e do seu marido, o Ricardo, para uma "resenha diferenciada" na cobertura deles. Sabia que não era para jogar baralho. Quando cheguei, o som de um techno progressivo batia baixo, e o cheiro no ar era uma mistura de perfumes caros, fumo de qualidade e algo mais primitivo: suor e excitação.
Não éramos apenas três. No centro da sala, sobre um imenso sofá circular de couro branco, vi a Carla (a travesti do clube), o Paulo, e mais dois caras que não conhecia, mas que já estavam se explorando com uma liberdade que me fez perder o fôlego. Marina veio até mim, já nüa, segurando uma taça de champanhe.
— Demorou, Bruno. A gente já começou a sobremesa — disse, puxando-me pela nuca para um beijo que tinha gosto de álcool e promessas.
Em minutos, eu estava nü. O pudor foi a primeira coisa a morrer naquela sala. Senti as mãos de Ricardo nos meus ombros, me guiando para o centro daquela massa de corpos. O que se seguiu foi uma geometria de präzer onde já não sabia onde terminava meu corpo e começava o dos outros.
Estava de joelhos, minha boca ocupada pelo paü grosso do Ricardo, enquanto a Marina, atrás de mim, usava os dedos e a língua para explorar minha retaguarda. Ao mesmo tempo, sentia a perna da Carla roçando na minha, e o Paulo, ao meu lado, se mastürbava enquanto assistia a cena. Não havia ordem, apenas fluxo. O calor era absurdo.
— Quero todos em cima de mim! — gritou Marina, deitando-se no centro do sofá.
O grupo se moveu como um único organismo. Ricardo penetrou Marina, enquanto me posicionei atrás dele, segurando seus quadris firmes. A Carla se aproximou e, com um sorriso audacioso, ofereceu seu paü para a boca da Marina, que o aceitou com uma voracidade impressionante. Era um emaranhado de membros: sentia a boca de um estranho no meu pescoço, mãos desconhecidas apertando meus mämilos, e o ritmo das estocadas do Ricardo dentro da Marina ditando o compasso do meu próprio präzer.
O cheiro de sëxo cru tomou conta da cobertura. Sentia os fluidos de todos se misturando na minha pele. Marina gëmia o nome de todos, alternando entre o präzer da peneträção do marido e o gosto da Carla. Eu, tomado por uma adrenalina que nunca senti, comecei a fodër o Ricardo com uma força selvagem. Ele gritava, a cabeça jogada para trás, enquanto a Marina usava as unhas para marcar as coxas dele.
— Olha pra mim, Bruno! — Paulo disse, aproximando-se e colocando o paü dele na minha boca enquanto eu ainda trabalhava no Ricardo.
Estava no paraíso dos depravados. Tinha um homem dentro de mim (o estranho que se juntou por trás), estava dentro de outro, e minha boca estava ocupada por um terceiro. Era uma sinfonia de carne batendo, suspiros pesados e ordens sussurradas. "Mais rápido", "mais fundo", "me morde". A sala parecia girar.
A Carla, com sua energia inesgotável, assumiu o comando de uma das pontas, sendo chüpada por dois ao mesmo tempo enquanto se mastürbava e olhava para o teto, rindo de puro êxtase. O suor escorria pelos nossos corpos, fazendo com que a gente deslizasse uns sobre os outros, tornando as trocas de posição rápidas e sujas.
O clímax começou a se aproximar como uma tempestade. Ricardo foi o primeiro, descarregando tudo dentro da Marina com um urro que pareceu parar o tempo. A vibração do corpo dele me fez disparar também. Senti o meu gøzo subindo, uma pressão insuportável na base do meu paü. Eu tirei de dentro do Ricardo e, com a ajuda das mãos da Marina que me puxaram para perto, jorrei tudo sobre o abdômen dela e do marido.
Logo em seguida, a Carla e o Paulo também explodiram. Jatos de sêmën cruzavam o ar, sujando o couro branco do sofá, as almofadas e a pele de todos ali presentes. Era uma celebração do desperdício, da entrega total sem medo de marcas ou consequências. Ficamos ali, uma pilha humana de exaustão e fluidos, rindo e tentando recuperar o fôlego.
A Marina limpou o rosto com as costas da mão, olhou para o rastro de destruição prazerosa na sua sala e sorriu para mim.
— Isso é o que chamo de uma recepção adequada, não acha, Bruno?
Não consegui responder, apenas fechei os olhos, sentindo o calor dos corpos ao meu redor e sabendo que, depois daquela noite, o sëxo convencional entre apenas duas pessoas seria sempre um rascunho sem cor.