SAM
Senhor Theodoro começa a subir as escadas que dão para o segundo andar, me puxando pelo pulso. Seu aperto é firme, mas não me machuca, e de vez em quando ele gosta de esfregar o polegar na minha pele.
Não consigo parar de encara-lo (e isso quase me faz tropeçar uma vez ou outra, mas ele equilibra novamente e continua me puxando). Ainda não acredito que aquilo aconteceu de verdade.
"Eu quero você pra mim...", Será que eu ouvi direito?? Esse macho maravilhoso e meio assustador me quer?? Só pode ser um sonho...
— Você deve achar que eu sou pouco velho, — Ele começa, mas olhando para mim de relance.
— O que? Não!! — Apresso-me em dizer. Ele tem aqueles fios de cabelos brancos e essa barba que o deixam ainda mais sexy e maduro, mas eu estaria mentindo se dissesse que não gosto disso.
— Quantos anos acha que tenho? — ele ergue uma das sobrancelhas grossas.
— Uns trinta e cinco? Talvez Trinta e seis? — chuto, vendo-o bufar e revirar levemente os olhos, enquanto me puxa pelo largo e luxuoso corredor.
— Eu tenho trinta e nove, Santiago. — ele responde, me fazendo Arregalar os olhos de surpresa. Isso não deveria me deixar com mais t***o ainda, né?? Porque meu p*u tá tão duro que eu não consigo pensar direito. — você tem algum problema com isso?
— Claro que não! — digo, então nós paramos em frente a uma porta larga.
— Esse aqui é meu quarto. — senhor Theodoro diz, me fazendo engolir em seco e ficar um pouco curioso sobre o lugar em que ele costuma dormir.
Assim que a porta é aberta, analiso cada centímetro do quarto gigantesco e bem organizado. há uma cama King Size no centro dele, tão grande que acomodaria um exército inteiro sobre ela. Os lençóis são cinzas e estão perfeitamente arrumados.
O chão é coberto por um carpete azul escuro, e também consigo ver uma entrada para um closet e uma porta para o banheiro. As janelas de vidro são tão grandes que ocupam quase toda a parede, com cortinas brancas cobrindo-as.
— Por aqui, Santiago. — ele diz, me puxando até o canto do quarto, onde há algumas prateleiras com pastas e até um violão bonito colocado cuidadosamente. Não faço ideia do porque estamos indo até lá, mas ao chegar mais perto, consigo ver uma espécie de porta camuflada.
— Promete que não vai ficar assustado?
— Claro. — respondo, embora já esteja um pouquinho nervoso. Sua mão grande ainda circula o meu pulso.
— Eu posso ter uns gostos... Estranhos. — ele murmura, abrindo a porta para mim, e mesmo um pouco receoso, entro no novo cômodo, sentindo-o vir atrás de mim.
A primeira coisa que noto é a luz levemente avermelhada, depois a enorme cama de Dossel que fica no centro do quarto, com almofadas vermelhas sobre ela. Há centenas de coisas presas nas paredes e em cima de duas mesas bonitas e ornamentadas, me fazendo chegar mais perto para ver direito.
— O-oh. — Gaguejo, tentando assimilar o que meus olhos estão vendo. Um calafrio sobe pela minha espinha enquanto encaro as inúmeras algemas, correntes, cordas, chicotes e coisas que eu não faço ideia do que são. Um leve cheiro de couro paira no ar.
— Era isso que eu queria te mostrar. — ele explica calmamente, ficando atrás de mim e colocando as mãos na minha cintura.
Sinto o seu corpo enorme contra o meu (e mais precisamente uma coisa grande cutucando minhas costas). Suas mãos entram por debaixo da minha camisa e sua boca mordisca o meu pescoço, fazendo minha visão ficar embaçada de tanto prazer.
— O-o que significa tudo isso? — encaro a enorme corrente presa no teto. Também há uma espécie de laço duplo que eu não sei para que serve.
— Significa que eu sou um dominador. E eu quero que você seja meu submisso. — ele sussurra no meu ouvido, fazendo um calafrio subir pela minha espinha.
(***)
— S-submisso? — Gaguejo, enquanto alguns pensamentos invadem a minha mente... Isso quer dizer que ele quer que eu...?
— Isso mesmo. Quero que seja meu. — meu chefe me leva até a cama me faz sentar nela, antes de caminhar até uma escrivaninha cheia daqueles negócios estranhos e abrir uma gaveta.
Meu olhar o acompanha, enquanto ele volta até mim segurando uma espécie de papel.
— Mandei fazerem isso a alguns dias, mas fique tranquilo, ele não vale nada judicialmente, mas gosto de formalidades. — Senhor Theodoro estende o papel para mim, então o pego com as mãos trêmulas.
É uma espécie de contrato.
— Está tudo especificado aí. Podemos ler juntos, e você terá alguns dias pra decidir.— ele explica, sentando ao meu lado e me puxando para mais perto, de modo com que eu consiga sentir cada centímetro do seu corpo contra o meu. Solto um suspiro nervoso e começo a ler o que está escrito no contrato.
•OBEDIÊNCIA: O SUBMISSO DEVE OBEDECER E ACATAR TODAS AS ORDENS DO SEU DOM, SEM PERGUNTAS OU PROTESTOS, DESDE ORDEM SIMPLES DO DIA A DIA, À ACEITAR TODA ATIVIDADE s****l QUE SEU DOMINADOR QUISER (DENTRO DOS LIMITES QUE SERÃO IMPOSTOS). O SUBMISSO FARÁ ISSO COM ENTUSIASMO E SEM DUVIDAR.
— F-fazer tudo que você quiser? — Gaguejo, olhando por cima dos ombros para encara-lo.
— Sim, Santiago. — Ele diz, com sua voz rouca reverberando pelo cômodo espaçoso. t*****r com ele... Ser totalmente dele... c*****o!! Porque essa ideia me anima tanto?? Mesmo ainda estando nervoso e com medo??
•HIGIENE PESSOAL: O SUBMISSO DEVE SEMPRE LIMPO E DEPILADO.
Reviro os olhos ao ler isso. Não é como se eu não cuidasse do meu corpo sempre.
•ROUPAS: O SUBMISSO USARÁ APENAS ROUPAS COMPRADAS E APROVADAS POR SEU DOM, SEM QUALQUER QUESTIONAMENTO.
•SEGURANÇA PESSOAL: O SUBMISSO NÃO DEVE BEBER (A NÃO SER QUE SEU DOM APROVE ISSO PREVIAMENTE), FUMAR OU SE SUBMETER A QUALQUER ATIVIDADE PERIGOSA. UM EXAME DE SANGUE SERÁ FEITO ASSIM QUE O CONTRATO FOR ASSINADO, PARA GARANTIR QUE HÁ SEGURANÇA NA PRÁTICA DE SEXO SEM CAMISINHA.
•QUESTÕES ADICIONAIS: A RELAÇÃO SERÁ MONOGÂMICA, SEM QUE NENHUMA DAS PARTES POSSAM SE EVOLVER COM OUTRA PESSOA ATÉ O TÉRMINO DO CONTRATO. O SUBMISSO DEVE SE COMPORTAR TODO TEMPO COM RESPEITO. E CASO AS ORDENS DE SEU DOM NÃO SEJAM CUMPRIDAS DEVIDAMENTE, O SUBMISSO SERÁ SUJEITO A PUNIÇÃO, QUE SERÁ DETERMINADA POR SEU MESTRE.
— V-você vai me bater? — Arregalo os olhos, completamente espantado com essa ideia.
— Não será nada que você não goste. Prometo. A parte seguinte é sobre coisas que estão totalmente fora do limite, e que com certeza não faremos. — suas mãos grandes envolvem minha cintura e ele sustenta o olhar, então confirmo com a cabeça e volto a ler, virando a folha.
•LIMITES INQUEBRÁVEIS:
• ATOS COM FOGO.
• ATOS COM URINA, FEZES E EXCREMENTOS.
• ATOS COM AGULHAS, FACAS, PERFURAÇÕES E SANGUE.
• ATOS QUE DEIXEM MARCAS PERMANENTES NA PELE.
• ATOS RELATIVOS AO CONTROLE DA RESPIRAÇÃO.
Será que era preciso colocar isso num contrato?? TODAS SÃO COISAS ABSURDAS!!.
— Há mais alguma coisa que queira adicionar?
— Hum... Não. — exclamo, procurando na mente por alguma outra coisa que eu considere impossível de aceitar.
— Há algo que não queria fazer durante o sexo?
— Não sei. — sinto minhas bochechas esquentarem, enquanto suas mãos apertam a minha cintura.
— Você pode dizer para mim, Santiago. Não precisa ter vergonha. — Theodoro abaixa o rosto e roça aquela barba áspera e bem aparada no meu pescoço, me fazendo gemer alto. — Diga-me.
— E-eu nunca fiz isso antes, E-então não sei... — murmuro, expondo minha garganta para ele, totalmente entregue, mas ele ergue a cabeça rapidamente e avalia o meu rosto.
— Você nunca fez sexo... Nunca? — ele exclama, então confirmo com a cabeça, morrendo de vergonha.
— você é virgem, Santiago? — ele se afasta de mim como se eu estivesse pegando fogo, colocando uma distância Segura entre nós.
— S-sim. — Grunho, querendo que ele se aproxime de mim novamente, mas seu olhar duro, surpreso e um pouco irritado me pega desprevenido.
— Porque você não falou isso antes?!