CAPÍTULO 08

1562 Palavras
SAM Na noite de sábado, depois de chegar do trabalho, tomo um banho demorado e lavo meu cabelo loiro. Ele é meio encaracolado e cheio, e caso eu não cuide direito dele, fica muito estranho. Seco meu corpo na toalha, antes de enrola-la na minha cintura e começar a caminhar para fora do banheiro, sentindo o cheiro bom do sabonete emanar da minha pele. Senhor Theodoro não me falou qual seria o propósito da viagem, mas suponho que seja algum evento profissional ou algo assim, então preciso estar vestido para uma ocasião dessas. O meu guarda-roupas ficou tão cheio que precisei colocar algumas das minhas velhas roupas dentro de um cesto para desocupa-lo um pouco. Caminho em passos cuidadosos até lá para não escorregar nas pequenas poças de água que vão ficando por onde piso. Abro as portas duplas e encaro as minhas roupas novas. Todas elas são super lindas, mas preciso tomar cuidado com as combinações, para não ficar parecendo um "morto vivo", como vendedora da loja carinhosamente insinuou. Pego uma cueca Boxer Branca e a visto apressadamente (fico um pouco envergonhado por lembrar que ele achou que eu precisasse até de cuecas novas!). Eu sou muito magrelo, e sem nenhum músculo definido. Minha barriga parece mais uma tábua. Da última vez que me pesei, tinha 49 quilos, e um 1,68 de altura. Depois de muito escolher, resolvo optar por uma calça jeans que fica colada no meu corpo de uma forma confortável; uma camisa verde clara e um casaco preto para completar a sobreposição, além de um par de sapatênis preto. Considero esse arranjo formal o suficiente para ir para qualquer lugar, então será esse mesmo. Passo perfume e ajeito alguns dos meus cachos, mas o meu celular em cima da cama começa a tocar um trecho de "sweater weather", indicando que há alguém me ligando. Corro até lá e vejo que é uma chama um número desconhecido. — Alô? — Estou te esperando aqui na frente do prédio. Na Mercedes azul. — A voz rouca e grave do meu chefe diz, fazendo aquele calafrio já bastante conhecido subir pela minha espinha, e antes mesmo que eu abra a boca para falar alguma coisa, ele encerra a ligação. Onde senhor Théo conseguiu meu número? Não faço ideia. Dou uma última conferida no meu reflexo no espelho da parede, então corro para fora do meu apartamento, trancando a porta e seguindo pelo corredor. Desço os quatro lances de escada na velocidade da luz, com medo dele ficar zangado por eu estar demorando tanto. O frio da noite bate no meu rosto assim que coloco os pés fora do prédio, me fazendo agradecer internamente por ter optado pelo casaco. Eu não faço ideia de como é uma Mercedes, mas ao avistar um carro azul que parece ser absurdamente caro do outro lado da rua, não tenho dúvidas de que é aquele. Senhor Theodoro sai do carro, mostrando toda aquela imponência que emana dele. Fico um pouco surpreso por ele está vestindo algo tão casual, já que nunca o vi vestindo nada a não ser ternos. Hoje ele está com um jeans surrado, uma camisa branca que abraça os seus músculos perfeitamente e deixa evidente aqueles braços enormes, e um par de coturnos pretos. — Vamos. — ele dá a volta no carro e abre a porta para mim. Ele é tão gostoso que me deixa meio atordoado, mas caminho até lá e entro no carro, que é limpo e absurdamente confortável. — P-para onde vamos, senhor? — pergunto assim que senhor Théo entra novamente no carro e começa a dirigir pelas ruas. O espaço aqui dentro faz a sua perna roçar na minha, — Minha casa. Quero mostrar algo para você. — Responde ele, me fazendo engolir em seco. A casa dele... Onde ele dorme... Onde passa as horas vagas... c****e!! Eu não deveria estar tão curioso, certo?! (***) Meia hora depois, senhor Theodoro estaciona na frente de uma mansão enorme, no bairro mais caro da cidade. Eu não deveria estar surpreso, certo? Não sei dizer ao certo quantos andares a sua casa tem, mas é tão grande que mais parece um hotel. A arquitetura é num estilo meio italiano, com janelas de vidro grandes e sacadas nos andares superiores. Subindo por uma calçada larga que cruza o gramado bem cuidado, ele estaciona em frente ao portão enorme da garagem. — Vamos, Santiago. — ele diz, saindo do carro e abrindo a porta para mim. As minhas pernas estão bambas por saber que estou na casa dele, mas o acompanho enquanto ele anda até a porta mesmo assim, tentando me controlar. Porra. O que deu em mim? Ele abre a porta de madeira escura que deve ter uns três metros e altura e é toda entalhada com arabescos e símbolos bonitos. Quando meu chefe olha para mim com aquele rosto duro e indica para que eu o siga para dentro, preciso me conter para não soltar um gemido baixinho. A sala dele é gigantesca e completamente organizada, com uma tela plana enorme na parede, dois sofás grandes e uma mesinha de vidro entre eles. Há carpetes caros espalhados pelo chão, e quadros nas paredes pintadas de um tom claro. Observo-o em silêncio enquanto ele se serve com um pouco de uma bebida amarelada que está sobre a mesinha de vidro e senta no sofá logo em seguida, de forma completamente relaxada, mostrando cada um daqueles malditos músculos enormes. Seu olhar duro me analisa dos pés a cabeça de forma lenta e avaliativa, me fazendo encolher um pouco o corpo e sentir minhas bochechas arderem. Sob o peso do seu olhar, eu sinto que estou totalmente pelado e vulnerável. — Vem aqui, Santiago. — aquela voz rouca diz, me fazendo engolir em seco. Dou dois passos para a frente, sentindo as minhas mãos tremerem. As suas pernas grossas estão abertas, mostrando aquele volume nada discreto ali no meio. — Mais perto. — Theodoro continua, tomando um gole longo da bebida, ainda sem tirar os olhos de mim. Respiro fundo e caminho até o sofá, sentando ao seu lado. O tamanho dele ao meu lado me deixa nervoso, e consigo sentir o calor emanando da sua pele e aquele cheiro... Céus!! O cheiro dele... — Vou ser bem direto com você, Santiago. — Ele começa, me encarando enquanto toma outro gole. — A-aconteceu alguma coisa, senhor? — Arregalo os olhos, já morrendo de nervosismo. Será que ele vai me demitir?? — Eu não deveria fazer isso assim, mas... — ele continua, antes de simplesmente agarrar o meu rosto e selar nossos lábios. Acho que meu cérebro derrete no exato segundo em que seus lábios encontraram os meus. A boca dele é grande, os lábios são carnudos e habilidosos. As suas mãos grandes me puxam para ele e me fazem colidir com o seu corpo duro, de modo com que eu sinta cada um daqueles músculos contra mim. Não consigo evitar o gemido alto e manhoso escapa da fundo da minha garganta. Ainda estou tão atordoado que não consigo assimilar tudo que está acontecendo. O beijo dele é duro e ele tem total controle aqui. Seus lábios se movem com força contra os meus e eu não tenho escolha a não ser deixa-lo fazer tudo que quiser comigo. Quando aquela língua grande e molhada entra na minha boca, todo o meu corpo entra em curto circuito. O gosto da bebida explode na minha boca enquanto a sua língua vai de encontro a minha. Fecho os meus olhos com força e enterro os dedos nos seus músculos duros, segurando-o enquanto me derreto contra ele. O maldito cheiro gostoso e másculo entra pelas minhas narinas, enquanto a barba áspera dele faz cócegas no meu rosto. Não sei como, mas eu acabei parando sentado no seu colo, e mesmo sobre suas pernas, preciso erguer o rosto para alcançar o seu. Suas mãos grandes agarram a minha cintura enquanto sua boca ainda está na minha, movendo-se com força de uma foraa tão deliciosa e viciante que faz todos os pensamentos sejam simplesmente apagados da minha mente. — S-senhor? — Gaguejo, completamente atordoado quando separamos nossas bocas. Ele abaixa o rosto e abocanha o meu pescoço, mordiscando a minha pele e me fazendo soltar um gemido alto e engasgado, enquanto enterro os dedos nesse seu cabelo preto sedoso e salpicado de pequenos fios brancos. — S-senhor? — Repito, sentindo-o mordiscar minha pele e me fazer rebolar no seu colo. — p***a!! EU QUERO VOCÊ PARA MIM!! — Ele rosna, se afastando do meu pescoço e encostando as costas no sofá novamente. Ainda sentado em cima das suas pernas musculosas e sentindo algo enorme me cutucar, tento assimilar o que acabou de acontecer. O meu chefe acabou de me beijar? O MESMO CHEFE QUE PARECE SER O MACHO MAIS HÉTERO DO MUNDO, LINDO E POR QUEM EU TALVEZ TENHA UMA QUEDINHA ACABOU DE ME BEIJAR?! Aí meu Deus... — S-senhor Theodoro? — mordo o meu lábio inferior, ainda sentindo o seu gosto na minha boca. Seu olhar acompanha os movimentos da minha boca e ele solta um rosnado raivoso. Eu também observo os seus lábios grandes e rosados, querendo senti-los novamente contra mim. — Eu quero você para mim, Santiago. E tem algo que preciso mostrar para você. — ele diz, me tirando do seu colo e levantando logo em seguida.
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