CAPÍTULO 07

845 Palavras
SAM Uma tensão palpável se formou entre nós nos dias seguintes, apesar de certa aproximação. E não estou falando de uma tensão no sentido de desentendimentos ou agressividade, e sim num sentido meio... s****l. Não consigo explicar direito, mas o peso daquele olhar faz o meu coração bater mais rápido e o meu nervosismo ir parar nas alturas. Sou bastante de boa com a minha sexualidade, mas sentir... atração pelo meu chefe? Isso só pode ser loucura!! Ele deve ter notado que estou um pouco estranho, mas não comentou nada sobre isso. É inevitável encara-lo atentamente cada vez entro nesse maldito escritório, e pensar sobre isso faz parte de cada hora do meu bendito expediente. Senhor Theodoro é absolutamente magnífico. Aquela estatura e aquela quantidade de músculos... O olhar dele ainda me dá um pouco de medo e nervosismo (é como se ele quisesse me atacar...), Mas o seu rosto é inegavelmente lindo. O queixo quadrado, o nariz grego e empinado, os olhos escuros, aquele cabelo com alguns fios brancos... Tudo nele tem uma beleza selvagem e madura. Seu corpo Inteiro parece ter sido esculpido em mármore... — Santiago? — aquela voz rouca me traz de volta para o planeta Terra. Foco meu olhar no meu chefe e noto que ele está me encarando atentamente com aquele olhar afiado. — D-desculpe, senhor. — digo, deixando de fora o principal cenário dos meus devaneios. — entregue esses papéis para a minha secretária. — ele coloca uma pasta preta em cima da mesa, então engulo em seco e vou até lá. — Essa roupa ficou ótima em você, aliás. — Senhor Theodoro continua, assim que chego até ele. Estou vestindo uma calça social preta e uma camisa azul de botões e mangas curtas. A moça da loja disse que caso fosse usar roupas claras, precisaria de uma cor escura para que eu não ficasse ainda mais pálido do que já sou, então estou tentando a partir de agora sempre fazer esse contraste ou vestir cores mais escuras (ela deixou subtendido que eu pareço um morto vivo). — Obrigado, senhor. Você também está lindo nessa roupa. — pego a pasta de cima da mesa e faço menção de me afastar, mas é quando... TENHO NOÇÃO DO QUE ACABEI DE FALAR!! AH, CARALHO... — Sério? Obrigado. — ele diz, antes dos cantos da sua boca se erguerem. Pela sua voz, consigo saber que ele é totalmente ciente do quão gostoso fica nessas roupas. Porra! O que diabos eu tô fazendo pensando sobre isso?! — E-eu... Ãhn... Vou entregar a pasta para ela, senhor. — Gaguejo, antes de dar meia-volta e correr para fora daqui, sentindo seu olhar me seguir até que eu fique fora de vista. (***) THÉO Tive que levá-lo para comprar roupas novas, nem que isso fizesse com que os contratos e documentos sofressem um atraso. E apesar dele tentar me fazer mudar de ideia, sequer dei brecha para argumentos. Escolher as roupas para ele observar aquele rosto corar cada vez que eu o analisava fez a minha tarde valer a pena. Santiago tem a alma de um passivinho submisso mesmo sem saber disso. E observar aquele corpo lindo e pequeno em roupas a sua altura é simplesmente espetacular. Ele parece não ter noção do quão belo é, e de tudo que pode conseguir usando o charme que tem. Aquele garoto poderia conseguir o mundo inteiro sem problema nenhum... Quando ele entrou vestindo aquela camisa de mangas curtas, mostrando aqueles braços pálidos e finos, eu não consegui desviar os olhos por um minuto sequer. Ele provavelmente acha que eu sou um velho tarado e maluco, e na verdade talvez eu seja mesmo. Irei fazer a proposta para ele amanhã. Estou ansioso pra c*****o, e parte de mim está um pouco apreensivo caso a sua resposta não seja a que estou esperando. O meu celular começa a vibrar sem parar, então retiro-o do bolso e vejo o nome do meu irmão brilhando em letras verdes na tela. — Hey. — digo, sem muito interesse. Faz quase um mês desde que ele foi para a Itália resolver alguns problemas em relação a máfia. — Está quase tudo resolvido. Voltarei em no máximo umas três semanas. — ele diz, pelo som de pneus cantando contra o asfalto, sei que ele está dirigindo. — estamos livres deles? — Sabe que isso nunca vai acontecer, irmão. Mas pelo menos por enquanto, sim. — ele diz, dando uma freada brusca. — verdade. — E como estão as coisas por aí? — Estão ótimas, na verdade. — Digo, não querendo dá muito detalhes e precisando voltar logo para os documentos que precisam ser analisados. — Alberth me contou que você contratou um novo estágio. — ele comenta, soltando uma gargalhada alta, o que indica que não é só isso que ele sabe. — Alberth e a sua boca grande. Nem ele e nem você tem nada a ver com isso. — digo, voltando a atenção para os papéis. — Também te amo, irmão. — Dominic solta outra risada alta, antes de encerrar a chamada.
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