Narrando: Alice
Eu passei a noite pensando em peixes.
Eu estava pensando nisso pois Jazz não havia dado nenhum avanço. Estávamos em um quarto grande com uma cama confortável (não estávamos mais no meio do mato) e eu até mesmo deslizei minhas mãos por seu corpo, esperando que ele retribuísse. E nada. O que é estranho, pois tive uma visão de que ele ia pedir para t*****r comigo, só que não aconteceu. Talvez em outro dia? Então comecei a pensar em peixes aleatórios enquanto ele ficava pensando em outras coisas que ele com certeza não iria querer me contar.
Estava pensando algo como "por que as pessoas pensam que os peixes não tem alma? Ninguém nunca entrou na cabeça de um para saber" quando vejo que Jasper saiu do quarto.
Me levanto rapidamente e empurro a porta, indo atrás dele e vejo que Jazz está parado com sua cara de fome, olhando para a tempestade.
— Nós não pegamos. — Digo apontando para os trovões.
Ele estava tão distraído que nem me notou.
Ele estava parecendo uma estátua; quieto, sem emitir nenhum ruído, encarando um ponto específico sem desviar o olhar.
Queria, por um dia, poder entrar em sua mente e descobrir seus pensamentos. Queria através disso poder ajudá-lo.
Seria uma invasão de privacidade, claro, mas a minha curiosidade só está aumentando.
Só precisaria de um dia.
Só um dia.
E eu poderia enfim saber sobre suas recordações e mágoas.
Mas Jazz tem o seu próprio mundo e espaço.
Eu quero muito perguntar "o que está havendo?", mas engulo em seco e me afasto dele.
Por que ele me responderia?
Eu sei que ele não vai dizer nada até se sentir pronto.. E eu não sou tão próxima dele..
Prometa que nunca vai mentir pra mim, Jasper.
∾
Desço as escadas e vejo apenas Carlisle e Esme de pé, falando algum assunto sobre Edward.
Pensei em ir até eles e entrar no assunto, mas ouço o som de uma respiração fraca atrás de mim.
Me viro devagar e vejo o próprio. Ele carrega um olhar pesado de culpa e aponta na direção do jardim. Eu o sigo.
Não demoramos nada pra chegar, mas minha ansiedade fez parecer muito.
Edward se agachou no jardim para fitar as flores... mortas.
— Posso cuidar do Jardim. Gosto de flores. — Digo sorrindo.
— Obrigado. — Ele diz, não tirando os olhos das flores.
Suspiro.
— Edward.. — Chamei. Poxa, ele me convida para conversar e fica em silêncio a vida toda?!
— Somos irmãos agora, isso é estranho pra você? — Ele pergunta finalmente.
— Um pouco. — Digo. — Pra você não?
Ele n**a com a cabeça.
— Sabia que viria alguém, só não sabia que seria um casal.
— Seu pai.. Nosso pai.. Disse que você não deu certo com Rosalie. Por isso não são um casal. Na verdade, — tento consertar para não parecer intrometida — ser solteiro deve ser excelente. Você não precisa encontrar o amor para alcançar a felicidade, isso é uma besteira que Shakespeare disse uma vez e não faz sentido.
— Você já sabia disso. — Edward corta, me lançando um sorriso de canto. — Alice, relaxe.. Eu não ligo para essas coisas.
— Ok.. — Engulo em seco. — Seus pais estão preocupados com você.
— Por que não me pergunta o que quer saber?
Sorrio.
— Bom.. O que você faz de tão grave pra preocupar os anjinhos dos seus pais? — Digo curiosa, sem conseguir conter minha língua.
E também porque de qualquer forma ele sabe muito bem o que eu penso.
— Já teve uma época da minha vida que eu fui viciado em sangues e tudo.. Eu fiquei sabendo recentemente de um criminoso muito c***l que está na cidade faz um tempo e.. eles estão preocupados.. acham que posso ir atrás dele. — Respondeu Edward indiferente.
Olho com espanto pra ele.
— Mas você não vai. — Disse nervosa, não que eu tenha algo a ver com a vida dele, mas isso poderia influenciar Jazz. — Pois você parou com isso, não é?
— Sim, — ele se vira pra mim,— eu parei faz muito tempo. Só que..
— Você está maluco! — Interrompo.
Ele faz shhh! com o dedo e ri. Então me lembrei.
— Falarei mais baixo. —Digo e rio também.
— Provavelmente meus pais já escutaram. — Ele sussurra, dando de ombros. — Mas seu noivo está pensando bem longe para prestar atenção.
— Você acha que um estuprador tem sentimentos?— Pergunta Edward e eu quase engasgo comigo mesma.
— Ah, bom, que pergunta meio tensa.— Me agacho junto a ele no jardim. — Acredito que não.
— Mas ninguém nunca entrou na cabeça de um pra saber. — Ele murmurou, mandando uma indireta pra mim. Sobre o peixe.
Eu tinha pensado nisso hoje de manhã.
— Um peixe é diferente. — Digo.
— E por quê? — Ele questiona.
— Porque é um animal.
Ele sorri.
— Mas isso não é necessariamente uma resposta. — Ele fala.
Então o encaro firme, a pergunta a seguir não seria leve.
— Você fez isso por Rosalie? Para se vingar por ela? Sei que ela se vingou, mas existem tantos.
Ele sorri.
— Eu não sei. Eu apenas comecei e não consiguia parar. — Ele cutucou a pobre da flor que não fez nada com ele. — Só que ultimamente a minha ânsia por sangue cresce tanto e também não quero esse homem específico na cidade. É tão errado assim?
Ele se levantou e se direcionou a casa.
— Edward, obrigada por satisfazer minha curiosidade. — Digo.
— E você pela companhia. Ah, e quase me esqueci, Rosalie vai sair com você amanhã e eu sairei com Jasper. Ordens de Carlisle.
E então me preparo. Eu queria chegar nesse assunto a um bom tempo, desde que entrei nessa casa.
"Você poderia descobrir o que Jasper tem? Ler a mente dele e me contar.. Eu faço qualquer coisa."
Só que Edward apenas me ignora e sai.
Fico um pouco aborrecida. Sei que Edward ouviu minha pergunta mental, mas não respondeu. De qualquer forma, estou muito arrependida de ter pensado nisso.
∾
Jasper estava olhando o teto quando entrei no quarto. Dessa vez ele me viu.
Eu me deito ao lado dele e cruzo os braços.
Ok, eu estava nervosa.
— Ás vezes eu fico preocupada com você, entende? Não precisa me dizer nada, mas talvez um "Alice, eu não estou bem" ou "Alice, estou bem" só isso, querido. Porque, nossa, eu fico preocupada. Você não falou nada o dia todo. — Eu digo um pouco magoada.
Ele pega meus dedos e beija as pontas deles.
— Não quero falar sobre isso hoje, madame. — Ele sussurra.
E então ele aproxima seu corpo para mais perto do meu.
— Ando pensando em como te pedir isso de uma forma delicada, e esse momento é perfeito. — Ele diz.
Mordo os lábios ao mesmo tempo que sorrio. Eu sabia muito bem o que ele me pediria, claro. Ele quer me amar essa noite, embora saber disso não muda o fato de que estou ansiosa.
Eu estou nervosa com ele por ter me ignorado o dia todo e ficado preso em recordações do passado? Sim.
Eu vou me afastar dele por isso? Não.
Não quando todas as partes do meu corpo clamam pelo seu toque.
Ele mordeu de leve meu pescoço, me causando um pouco de arrepio e desejo.
Ele continuou dando pequenas mordidas, me torturando de vontade, até alcançar a região dos meus s***s.
Ele encara minha blusa feita por Schiaparelli, feita exclusivamente pra mim. Ele a retira e beija meus s***s rígidos. Ele passa a língua em círculos neles que ficam sensíveis ao seu toque, enquanto desliza as mãos para debaixo da minha calça e começa a desabotoá-la.
— Alice, — ele me chama — quero que abra os olhos.
A intensidade do seu toque era tão grande que eu não conseguia abrir os olhos direito, mas fiz o que pude, e tentei manter o olhar nele.
Mas seus beijos eram tão intensos...
E eu com esforço mantenho o olhar, enlouquecendo em cada toque.
Eu empurro a calça com os pés para ajudá-lo e ele rasga minha calcinha de uma vez.
— Não rasguei a calça e a blusa também porque sabia que você me mataria. — Ele sussurra.
Eu iria rir se não estivesse tão sem chão nesse momento.
Seus beijos pelo meu corpo ficam mais intensos e eu mordo os lábios com força na esperança de afastar meu tremor.
Seguro o travesseiro do meu lado com força, enquanto Jasper me tortura. Seus lábios vem e voltam em todas as partes do meu corpo, até chegar a minha boca.
Ele afasta minhas mãos do travesseiro.
— Pare de resistir ao seu desejo.
Solto minhas mãos do travesseiro e elas pairam suplicantes na cama, pareciam se mover por conta própria, então agarro suas costas e arranho.
Jasper sorri por enfim eu ter me soltado e puxa minha língua em um rápido vai e vem e toda vez que minhas pernas se contorcem e fecham.
Ele enfim tirou suas mãos das minhas pernas e a passou para a minha região mais sensível.
Passou seus dedos em meu clítoris suavemente e depois começou a balançar seus dedos em círculos e meus pequenos gemidos se tornaram mais intensos.
Jazz tampa minha boca com sua mão para que eu não faça barulho.
Jasper era paciente e não ligava para minha ansiedade para a sua penetração.
Ele queria me torturar primeiro.
Com seus dedos agora ele dava pequenas estocadas.
Suas mãos pararam de estocar.
E foi a vez da boca.
A boca dele no meu clítoris causava uma sensação deliciosa.
Meus gemidos abafados aumentaram quando Jasper tombou mais minha perna esquerda e penetrou seu pênis. Direto e rápido.
— Me ame. — Ele pediu enquanto me penetrava.
E começou a ficar mais forte.
Doeu.. mas eu nunca desejei tanto a dor.
Senti meu desejo aumentar até o limite, me levando ao orgasmo e Jasper vindo poucos segundos depois.
— Jazz. — Sussurei.
— Alice. — Ele disse.
E depois de um tempo me beijando suavemente no rosto, ele afastou meus cabelos dos olhos e ficou me encarando.
— Não me deixe tímida. — Falei rindo.
— Não posso mais admirá-la? — Ele perguntou e em resposta joguei nele o travesseiro.
Eu me sinto tão bem com nossos corpos colados na cama, como se nada de r**m pudesse acontecer conosco.
∾
Um cabelo loiro da uma chacoalhada na minha cara.
— Bom dia, Sininho! — Diz Rosalie um pouco eufórica, me distraindo da pilha de louças que estava tentando lavar — Hoje meu marido volta pra casa. Estou bonita?
Não parecia uma pergunta, apenas eu deveria concordar por bem ou por m*l.
Concordo com a cabeça.
— Bom.. ás vezes Emm viaja para longe à procura de ursos enormes e tudo.. É uma maneira dele se sentir superior ao seu antigo trauma. E ele volta amanhã.
— Rose, Edward disse que você queria sair comigo.
— Preciso estar linda. E ninguém melhor do que você para ajudar.
— Ah sim.— Digo rindo. — Quando se trata de roupas, eu sou a melhor mesmo.
Ela me puxa pelo braço até a garagem e abre a carona pra mim.
— Vamos pra qual loja, Sininho da Beleza?
— Creio que seja daqui três quarteirões. Uma lojinha chamada Bullivery. Ela é incrível.
Rose da a partida no carro.
— Se eu me produzir toda e Emmett não aparecer, ele vai se ver comigo. Irei matá-lo.
Rose, apesar de tudo, não era muito tagarela. Ela só conversava o necessário.
Tanto que permanecemos a viagem em silêncio, e eu só pensei em onde Jasper e Edward estivessem indo.
∾