Voltando para Maria.

1475 Palavras
Narrando: Jasper. Eu e Edward estávamos saciando nossa sede com os primeiros animais que apareciam na nossa frente.  O bom disso é que eu conseguia me socializar com Edward, não tanto, mas o suficiente. Ele parecia ter problemas com sua sede igual eu, embora ele fosse bem mais controlado. De qualquer forma, ele também tinha um passado que não se orgulhava. Me identificando com ele, não ficava tão tímido em tentar conversar com ele. E ele também não era muito de falar. Ele já sabia tudo o que pensávamos mesmo. — Até que o sangue deste não foi tão r**m. — Ele falou ao apontar o dedo para o terceiro animal que tinha devorado. — Estou satisfeito, e você? Não. Nunca estou saciado. — Você pode continuar se alimentando, mas não é tão recomendável assim. Essa secura não passará com a quantidade. — Ele disse. — Apenas faz parte de nós. — Eu não gostaria de senti-la.  Vi que ele repuxou a boca, como se estivesse pensando na frase ideal. — Gostaríamos que voltássemos juntos pra casa. — Ele fala e logo depois entendo o porquê de sua preocupação.  Maria estava com suas costas escorada em uma árvore, nos observando. A própria. Depois de um bom tempo, ela decidiu voltar para me atormentar.  — Está tudo bem, Edward. Logo estarei em casa.  Ele franziu o rosto, com nojo.  A fama de Maria não era boa ao longo do tempo. A maioria das pessoas sensatas sentiam nojo ou medo dela.  Era c***l. E somente isso.  — Qualquer coisa, estamos perto de casa. — Ele falou, se retirando. E então era só eu e ela. Enrosco meus dedos em minhas mãos e tento me auto controlar. Uma maneira do meu corpo automática e sem sentido de tentar me fazer resistir a tentação de socar o rosto dela. Eu a odeio tanto. E estando junto com Alice, acabava por me esquecer às vezes de tudo de r**m que havia passado por causa unicamente da mulher à minha frente. Ela fez de mim um monstro. Por causa dela, sou incapaz de me olhar no espelho.  Incapaz de me amar. — O que você quer? — Pergunto. Ela estava impassível. A mesma mulher de sempre. Continuava com aquele ar de "eu estou no controle." — Amor, você sumiu. — Ela se aproximou de mim. Uma onda de nojo começa a subir em minha garganta. Eu preciso vomitar. — O que você quer? — Perguntei de novo. — Eu quero você. — Ela fez um bico, como se realmente sentisse algum tipo de emoção. — Você sempre foi tudo o que desejei. Você é a minha salvação, não se lembra? — Todos os dias eu desejo esquecer. — Eu falei, engolindo em seco.  — Quem você pensa que é? — Ela se altera, segurando o meu rosto com força. — Você acha que ela te ama? Você é repugnante. — Ela solta sua risada sádica enquanto suas palavras ricocheteiam em mim, me fazendo me sentir ainda pior do que já sinto. — Você sempre foi meu. — Ela repuxa ainda mais o meu rosto. Eu sei que posso resistir. Sei que posso correr, sei que posso bater. Mas com ela eu me sinto como se eu fosse uma pedra.  Eu só deixo que ela faça tudo o que quer.  Não sinto como se dizer "não" fosse uma escolha. Eu apenas deixo que as coisas continuem a me sufocar. — Se você realmente a amasse, você a deixaria. Não é justo torturá-la com sua presença. Vai ouvir aquela maluca agora? Ela não sabe nada de futuro. Eu sou o seu futuro. E ela me beija.  Meus lábios estão fechados, mas ela continua insistindo colocar a sua língua por dentro. Quero chorar. Quero sangrar. Quero morrer. — Pare. — Falo, a empurrando. — Você não pode fazer nada quanto a isso, querido. — Ela revira os olhos. — Eu te criei. Eu fiz você.  — Por favor.. — Digo, enfim conseguindo colocar o que sinto em palavras. — Vai embora. — Oh, pobrezinho. Você sempre foi tão frágil, não é? — Ela segura minha mão com força. — Venha comigo.  — Não.  Em todos os anos em que eu a conhecia, essa era a primeira vez que tinha lhe negado algo. — Não? — Ela me encara em choque. — Eu não te fiz um pedido. Você matou Nettie! E agora quer fugir? É por isso? Eu não te dei uma escolha! — Eu estou bem sem você.  Estou sufocando. Vá embora. Vá embora. Vá embora.. — Por favor.. — Eu peço, engolindo em seco novamente. — Eu quero que você morra. — Faça-me esse favor! — Grito. — Morre!  Ouço um uivo de um lobo ao alto e em um momento muito rápido ele vem em cima de mim, como se estivesse me esperando. Enquanto tento lutar com ele, Maria me ataca. O lobo em si não parece um animal totalmente, pois posso sentir suas emoções. Tento manipular suas emoções, mas tudo é muito rápido. Eu apenas fecho meus olhos e deixo que meu instinto assassino fale por mim.  Eu reajo, agarrando o pescoço do lobo e ouço um estralo forte.  Mesmo sabendo que agora estava sozinha, Maria ainda continua a me bater. — Você é meu. — Ela se joga em cima de mim, me enforcando. Com minhas mãos livres, seguro em seus ombros e puxo com toda a força, arrancando seus braços e a deixando sem resistência. Distraída olhando para os seus membros caídos, eu miro meu punho em seu coração. E depois de deixá-la tonta com os golpes, enfim arranco sua cabeça.  ... Antes de chegar em casa, procuro desculpas para inventar para Alice. Mas ao chegar, vejo sua expressão de raiva. Não da para esconder a verdade pra Alice Cullen. Foi um erro pensar que sim. — Oi, Jasper, como vai? — Ela pergunta, enquanto lia uma revista no sofá com a televisão ligada no volume quase máximo. — Ah. Demorei um pouco hoje. — Falei. Ela jogou a revista do outro lado da sala, se levantou e berrou: — ONDE VOCÊ ESTAVA? Ela começou a me dar murros na barriga. — Ei. — Segurei sua mão enquanto ela se distraia tentando se soltar.  Sinto uma dor imensa vindo do meu saco. Alice me chutou em cheio bem no meu.. saco. —Filha da mãe... — Disse me encolhendo. — Eu disse pra você não mentir pra mim! — Ela gritou. — O que você estava fazendo?! Você pensa que eu sou uma i****a? Meu Deus. Ela sabia de tudo. Carlisle e Esme ouviram tudo e foram pra sala ouvir nossa briga. Edward, Emmett e Rose também. — Há motivo suficiente para que esse assunto seja resolvido com civilidade. — Disse Carlisle puxando Esme em seus braços, parecendo com medo de perdê-la. — Há menos que, Edward e Jasper tenham ido lá pra uma outra razão. — Sem ser trair namoradas? — Alice perguntou irônica. — Sem ser isso, Alice. — Disse Carls. — Maria é abusiva. Deveria deixá-lo explicar. Ela ri. — Eu prefiro que ele vá embora.  Engulo em seco. — Ok. — Digo, encarando o chão.  E saio da casa.  Ouço os passos de Alice atrás de mim. — Então isso é tudo? — Ela grita, entrando na minha frente. — Você não vai tentar dizer nada? — Eu.. eu.. — Coço meus cabelos. — Eu não consegui dizer não pra ela no início. — E por que não? — Ela esbraveja. — Você tem uma escolha, sabia?  — Tenho? Alice.. com ela é como se eu nunca tivesse uma.. Ela sempre esteve no controle..  — E por que eu deveria acreditar em você? — Ela continua gritando. — Onde está ela? — Está morta.. eu a matei.. em legítima defesa.. Veio um lobo de repente e eles me atacavam.. Eu não sabia o que fazer.. — Um lobo? — Alice pergunta surpresa. — É por isso que não vi o resto.. Mas.. mas.. por que ela fez isso? — Não queria ir com ela.. ela não aceitou isso.. A expressão de raiva de Alice muda de repente. — Por que não foi com ela?  Porque te amo.  — Porque... porque.. — Olho para o chão. — Porque.. — Diga logo, Jazz! — Ela berra. — Eu amo você, Alice.  Ela fica em silêncio por um tempo. — Você me machucou. — Ela sussurra.  E se aproxima de mim, me abraçando.  — Alice, por favor, eu não queria que ela encostasse em mim. Eu fui coagido a isso. E não precisou de mais explicação, Alice me compreendeu ao me abraçar mais forte. — Eu também te amo. — Ela diz, escorada em meu peito. — Fico feliz que ela esteja morta. — O meu passado não pode mais nos atormentar agora.. — Falei.  ∾
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