Em minha mente.

1535 Palavras
O que mais tive foi treinamentos e estudos de moda - no qual acabei muito mais rápida que os demais por causa dos meus poderes infinitos de ser vampira - com isso, acabei por ser contratada rapidamente. Eu conseguia ficar horas na mesma posição, meu sorriso era fixo por horas e horas. Eu não precisava ir ao banheiro, nem sequer bebia água. Lia os livros que eles passavam para que adquiríssemos mais prática em nossos exercícios corporais e eu conseguia ler tudo em menos de uma hora. Era capaz de responder qualquer pergunta e me dar bem com qualquer pessoa. Amava o meu trabalho. Eu fazia em oito horas o que alguém demoraria dois dias ou mais. Ficava o dia inteiro no trabalho e apenas às vezes, quando a minha sede começava a ficar incontroválel, eu saia à noite para saciar a sede. Não é algo da qual eu me orgulhe, mas é o preço que pago por aceitar me transformar nessa coisa. Estou assustada por matar algumas pessoas, mesmo tentando ser tão rápida que elas mesmas não conseguem ter consciência de que estão morrendo. Mas essa vítima ainda tem uma família, ela tinha uma vida antes de se esbarrar comigo em noites da qual todo o meu animal interior se apossou do meu corpo, me transformando em um monstro faminto. Memórias como essa me enfraquecem, mesmo que o sangue faça meu corpo ser mais forte. Em dias como esse, em que nem eu mesma me reconheço, me sinto desesperada e quero de vez morrer. Eu já tentei fazer algumas coisas, mas meu corpo parece suportar qualquer dor. Se James viesse me procurar, talvez ele mesmo me matasse e ele acabaria com todo sofrimento que estou causando as pessoas e a mim mesma. Tem momentos que desejaria que ele voltasse, que ele completasse o trabalho que ele não conseguiu terminar. Mas às vezes eu também acho que o que me mantém viva, além do meu esforço imbatível em agir como uma humana normal, seja as lembranças do meu futuro amor chamado Jasper. Meus pensamentos insistem em deixá-lo impregnado em minha mente. A cada loucura que faço, a cada besteira e a cada vontade que sinto de acabar com todas as minhas esperanças, parece surgir a sua imagem, como se eu estivesse em um sonho tranquilo e bonito. Vendo suas feições, é como se eu entrasse em uma fantasia perfeita onde o m*l e a dor não existissem. Sim, Jasper é o seu nome. É ele quem estava na minha cabeça aquela vez, que estava de costas, de cabelos cor de mel, infinitamente lindo... Minhas visões insistem em deixar claro: nós vamos conhecer, nos apaixonar e ficaremos juntos para sempre... Mas minha mente é uma droga, não confio totalmente. Isso é uma esperança pra mim, para o meu futuro. Mas, não. É errado. Eu me apaixonei por nosso futuro, pelo que seremos, não pelo que somos. Isso é tão insuportável. Isso torna tudo ainda mais errado. Errado porque eu não posso tê-lo. Está simplesmente matando pessoas, construindo um exército para matar mais pessoas, com sua mestre que está matando ainda mais pessoas. Com sua mestre amante. A-M-A-N-T-E! E não consigo entender. E não posso entender. Eu deveria me lamentar por Blaine, estar de luto, deveria continuar vagando sozinha e sofrendo pelo homem que salvou minha vida. Não era para ser Jasper e eu. Jasper não está aqui agora. Ele não me salvou de James, ele não me consolou diante de todos aqueles malucos e psicopatas que amavam acabar com o meu bom humor. Oh, Deus, só de imaginar ele esfregando a língua dele na língua de outra mulher. Os dois indo pra cama depois de matar algumas pessoas aqui e ali. Eu estou com ciumes? Porque eu não posso ter ciumes, pois eu ainda estou no presente e no presente ainda não somos nada. E também há a probabilidade de que Jasper Whitlock não exista. Ele pode ser uma fantasia que criei por sofrer por tanto tempo em um lugar onde só havia paredes brancas, electrochoque e pessoas vazias. E vejo um flash do nosso futuro, e me apaixono pelos nossos beijos, me apaixono pela nossa família - os Cullens, pessoas que minhas visões insistem que iremos conviver e que seremos completamente amados ao redor deles - me apaixono pelas suas carícias, pelo modo como eu o ajudo com sua sede e ele sobre o meu passado. Estamos juntos em um jardim imenso, ele diz que eu o enchi de esperanças, que eu o salvei e nós nos beijamos... O por do sol como um fundo do nosso romance... E então, volto para o presente. Estou sozinha. Ele está acompanhado com sua amante, vivendo tudo com ela, tudo o que qualquer vampiro quer: matar e não se importar com nada (Isso se eu não estiver apegada a um amor imaginário). Por que Blaine teve que morrer? Odeio que tenha morrido para que eu continuasse, porque nesse momento, odeio a minha vida. E então vejo outra coisa: Vejo Maria pedindo pra Jasper matar uma criança, a criança está chorando. Oh, ela é tão fofinha. Ela diz "mamãe, mamãe" enquanto chora desesperada. Jasper está indo na direção dela, mas ele não consegue matá-la. Ok, eu poderia ver o final da cena sua mente maldita? Eu gostaria de saber o que a Maria irá fazer com ele agora que ele a desobedeceu. Talvez ela poderia reclamar, ele ficar nervoso e arrancar a cabeça dela. Ia ser muito legal. Ou talvez ele não conseguiu matar a criança, mas vai tentar matá-la novamente e vai conseguir. OH, NÃO.. Eu me odeio. Odeio continuar amando esse louco. Me odeio por amar Jasper. Odeio minha ansiedade, ela está me matando. O diretor me chama, ele quer que eu faça uma foto pousando na praia amanhã e amanhã vai estar muito ensolarado, eu não vou poder ir. — Sabe o que que é, meu diretor lindo e incrível, eu irei me mudar para Forks. — Digo. Sim. Assim eu poderia vê-los com meus próprios olhos e confirmar se essas pessoas realmente existem.. — O que você está dizendo? Pessoas se matariam por esse emprego! — Ele me responde nervoso. — Oh, sim! Isso é verdade. — Digo rindo. — Mas eu estou muito ocupada ultimamente... É, tenho que ir a Forks e visitar minha futura família Cullen e dizer que os amo muito. — Sabia que não aguentaria esse emprego! Esse emprego é para quem ter força e batalha! — Ele vai na mesa, pega um bolo de dinheiro e joga o dinheiro na minha mão. — Não pense que darei o dinheiro do mês todo, ainda estamos na metade do mês.. Olhei irônica pra ele, como se eu me importasse com isso. É. Isso me deixa até um pouco feliz. Mas logo, logo, não me importarei com grana, porque estarei com uma família que tem dinheiro brotando até do teto. Se essa família existir, claro... ∾ Minhas dúvidas foram cessadas assim que consegui encontrar a tão fixa família das minhas visões. Eu os observava de longe, como uma psicopata, vendo o que eles estavam fazendo. Pude perceber o quanto eles eram bons uns com os outros e pude observar que eles tinham um tipo diferente de alimentação. Com o tempo, percebi que o dono da casa, senhor Carlisle Cullen, já havia percebido a minha presença, mas esperava com toda a paciência que um dia eu fosse até eles e me apresentassem. Fora ele, os outros três moradores da casa, não percebiam minha presença e continuavam com sua vida comum e maravilhosamente humana. Um dia, fui até a floresta na qual ele se alimentava e observei hipnotizada enquanto ele se alimentava de um animal. Parecendo sentir minha presença, ele se levantou apressadamente, como se tivesse levado um susto e se recuperado ao ver minha fisionomia. — Você é uma de nós? Não entendi sua pergunta, mas ainda assustada e envergonhada por ser pega ao espioná-lo, eu sai correndo rumo a um outro lugar. — Como ele consegue fazer isso? — Perguntei enquanto me via sozinha, curiosa e enfim feliz depois de muito, muito tempo. ∾ Um ano depois Eu esperei muito por esse momento, e enfim sabendo que aquele era o tempo certo e que Jasper estava solteiro e sozinho. Parece algo estranho esperar por um homem da qual você sonha todas as noites e deseja arduarmente que ele não seja fruto de sua imaginação, mas mesmo assim eu me arrumo como nunca havia me arrumado antes. Me enchendo de perfume, maquiagem e dando o meu melhor em um look que combinasse com meu penteado. Meu cabelo curto não facilitava as coisas, mas eu sempre sabia moldá-lo ao meu jeito. Me peguei perguntando se não havia me produzido demais. Posso prever seus passos e sei que ele vai parar em alguma lanchonete da pacata e civilizada Filadélfia. Como ele é lindo, muito mais lindo pessoalmente, mesmo estando tão longe de mim. Ele continua andando e quando me assusto, meus pés parecem ter vida própria e eu o estou seguindo, sem me importar com o quão louca estou me parecendo. Sem me importar com nada a não ser estar perto dele.  ...
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