Capítulo 81– Maya e Raul visitam Zé Lino

1500 Palavras

O quarto cheirava a éter, e os bipes constantes das máquinas ritmavam o silêncio pesado. Zé Lino ainda estava frágil, a cabeça enfaixada, o rosto pálido como uma manhã sem sol. Mas os olhos... os olhos estavam abertos — e mais vivos do que nunca. Maya entrou primeiro, o peito apertado pela imagem. Ela correu até ele. — Zé! — sussurrou, com as mãos apertando as dele com ternura. — Eu pensei que... — a voz falhou, mas os olhos dela disseram o resto. O velho tentou sorrir, mas só um canto da boca se moveu. — Ainda dou um baile nesses miseráveis... — murmurou com esforço. — Mas... eles voltam, menina. Voltam sempre. Raul entrou logo atrás. Seus olhos percorreram o quarto, atento aos cantos, aos detalhes. O instinto de homem treinado falava mais alto: aquilo não foi um assalto. Foi um reca

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR