Ramon Narrando Eu e o Roberto ficamos apenas esperando. Nada de subir, nada de agir, nada de meter a cara. Aquela operação era pra ser o fim de tudo, uma porrada seca, pra arrebentar com o morro inteiro. Era pra ser cirúrgico. Grande. Pesado. Tão grande que até o governador tava do nosso lado, articulando por trás, prometendo apoio, vista grossa, silêncio. Mas promessa não sobe morro armado. A notícia chegou fria, amarga, quase debochada. Nem o caveirão conseguiu subir. Nem passou da primeira curva. O número de bandidos armados era o dobro do efetivo policial. O poder de fogo era absurdo, coisa de guerra. Fuzil pra todo lado, munição sem fim, gente preparada, posicionada, esperando. Não conseguiram nem subir direito. Quem dirá chegar na Liz. Quem dirá encostar naquele maldito do PH

