Andreza Narrando A notícia vazou como uma bomba, dessas que não fazem barulho na hora, mas deixam tudo em silêncio depois. Quando li que Leide e Roberto eram suspeitos pela morte do marido dela, que teriam trocado a medicação e ainda adulterado o atestado de óbito, meu corpo inteiro estremeceu. Não foi exagero, foi instinto. As mãos gelaram, o estômago revirou, o ar pareceu pesado demais para entrar no peito. Que tipo de monstros fazem isso? Que tipo de gente dorme ao lado de um cadáver sabendo que ajudou a criá-lo? O medo bateu real. Não aquele medo distante, abstrato. Foi medo de verdade, de quem sabe que está perto demais do fogo. Minha mãe veio falar comigo logo depois. Disse que podia ser mentira, intriga, guerra de versões. Falou que em casos assim tudo vira exagero da imprensa. E

