Sabrina Narrando Chegou o dia. Meu coração batia tão acelerado que doía no peito, parecia que ia pular pra fora a qualquer momento. Eu andava de um lado pro outro no quarto, as mãos suadas, respirando fundo, tentando manter a calma que simplesmente não vinha. Eu e a Ariane estávamos esperando só o ok da Liz. Engraçado como, mesmo em um dia tão nosso, a gente precisava daquele “pode descer” dela, como se fosse uma benção silenciosa. Quando o celular vibrou e a mensagem apareceu, podem descer, eu senti as pernas ficarem moles. Olhei pra Ariane, e ela já tava com os olhos marejados. — É agora — falei, com a voz tremendo. A gente se abraçou forte. Abraço de quem divide medo, alegria, sonho e futuro. Depois entrelacei minha mão na dela e descemos juntas. Não sei dizer quem estava mais ner

