Leide Narrando Roberto apareceu na minha porta como se nunca tivesse ido embora. Do mesmo jeito que sumiu, voltou. Sem aviso, sem pedido de desculpa, com aquela cara de quem acha que o mundo espera por ele. e******o. Meu peito já tava em pedaços pela perda do meu filho, e ainda tinha que lidar com esse idïota querendo bancar amigo, companheiro, salvador. — O que você tá fazendo aqui? — perguntei, sentindo a raiva subir junto com a dor. Ele entrou dois passos, como se tivesse esse direito. — Vim te ver, Leide. Soube do que aconteceu. — Some da minha casa — gritei. — Já basta a dor que eu tô sentindo. Não preciso de você aqui. Ele fechou a porta devagar, me encarando com aquele olhar cínico. — Eu não vou embora. — Vai sim. Sai agora. — Esqueceu que esse teto aqui só existe por minh

