Capitulo Quatro

3748 Palavras
Capítulo 4 Naquela noite do cinema, Oliver estava muito estranho, depois que ele saiu não sei pra onde, dei de ombros e segui para meu quarto, onde deitei e logo dormir. Passando mais alguns dias e faltando apenas dois para o casamento, Anne foi para a casa de uma amiga brincar um pouco lá, e não sei que milagre dos céus Oliver deixou. Fiquei meio triste, pois Anne apesar de uma criança é uma ótima companhia. Eu estava na sala, olhando para o nado quando vejo a porta abrir e penso que é Oliver chegando para almoçar, porém é Christopher. -Eva! - me salda e sorri lindamente pra mim. Cris era um homem lindo, mas não mais que o chato e irritante e estupidamente lindo do Oliver. -Christopher! - O saldo com uma aperto de mão, e ele me puxa para um abraço. Eu sabia que Cris era da máfia também, mas ele é diferente de Oliver, ele é todo engraçado e mais alegre, já Oliver é sempre calado, fala apenas o necessário, é meio explosivo... -Vim pegar uns negócios para Oliver, ele está muito ocupado em uma reunião na empresa - Cris diz. Eu nunca conheci a empresa de Oliver, só sei que mexe com algo relacionado a venda de diamantes e essas coisas. Eu não me interesso para saber, e eu sei que a empresa é só uma fachada para despistar suas coisas por trás de um bom mocinho, pois é assim que Oliver é visto, como o mocinho bilionário e rico de Seattle, que a cada noite sai com uma mulher diferente por sua beleza irresistível, pelo menos foi isso que eu achei na internet, antes de Oliver pegar meu celular. Ninguém sabe sobre a Máfia. Apenas minha família, e os caras que fazem parte e suas famílias, pelo menos é o que eu acho. -Onde está? Eu posso pegar pra você - digo e Cris se senta no sofá. -Está no quarto dele, ele disse que estava na primeira gaveta do criado mudo - Cris me explica. -Mas, o quarto dele vive trancado - digo. -Mas, vocês não dormem juntos? Não vão casar? - ele pergunta e eu Mordo minha língua, essa minha grande língua. Eu tinha esquecido. - E-e Q-que - gaguejo a procura de uma resposta. - Eu... -Você?? - Ele cruza as pernas de um mono masculino e me encara. -Eu pedi para Oliver fazer uma surpresa pra mim... Eu quero conhecer o quarto só depois do casamento e... -Ah, eu entendi - Cris diz dando um risinho de lado - Pra ficar mais romântico, né? - sorri mais uma vez e levanta - Bem estranho... -E-estranho? - pergunto. -Oliver não é do tipo romântico... nunca foi, quer dizer, ele foi com a ex, mas... O interrompo. -Ah ex? Você sabe algo sobre ela? - pergunto curiosa para saber de mais. -Olha, se Oliver não te contou, não acho que seja uma boa ideia eu te falar sobre as coisas dele. Na verdade, eu não sei quase nada dele, apesar de sermos melhores amigos. Oliver é muito fechado, ele não se abre com ninguém e de vez em quando que fala umas coisas pra mim, mas nada demais. - Me diz qualquer coisa sobre a ex dele, pode ser qualquer coisa. - peço quase implorando, e eu não sabia o por que de tanto querer saber, mas eu queria, e minha vontade era de desvendar Oliver e saber tudo sobre ele. Por que? Eu não sei, só queria. -Só sei que ela foi embora e ele ficou com Anne, só isso... - ele diz. - Já que você não pode entrar no quarto de Oliver, por que queria ir pegar os documentos? -Eu acabei esquecendo, nossa, que burrice a minha - sorrio sem graça - É melhor você ir pegar - digo e ele concorda se levantando e saindo da sala. Dou uma longa respirada e me jogo no sofá. Logo ele volta com a pasta na mão. -Onde você achou as chaves? - pergunto. -Estava no abajur que fica ao lado da porta dele. - ele diz. - Já vou indo, o trabalho me chama. -E Oliver? Vem almoçar em casa? - pergunto. -Ele disse que sim. - Tá, obrigada, Christophe! - digo sorrindo de lado. -De nada , madame - me dá uma pescadinha e sai da casa e novamente estou em meu tédio, só que agora minha curiosidade foi a mil. Olho para os lados e não vejo ninguém, as empregadas devem estar na cozinha preparando o almoço. Subo as escadas, e pulo para o segundo corredor onde é o quarto de Oliver, sigo cautelosamente para a sua porta e fico quase meia hora olhando para a porta, e com a chave na mão, pois assim como Christopher disse, ela estava no abajur ao lado do quarto. Abre logo!! - a louca da minha menta me diz. - esses tempos ela tem sido minha companhia. -Não vou, não devo! - falo em sussurro. -Abra agora! Não perca essa oportunidade - ela diz novamente e eu tomo coragem colocando a chave na porta e girando. Escuto apenas o barulhinho da porta abrindo, e aos poucos vou empurrando o quarto, que estava todo escuro, eu adentro e procuro pela luz, e logo acho. Quando acendo, vejo quase a metade da casa ali dentro - um mode de dizer que o quarto é enorme - tinha as paredes brancas, e na parede que ficava encostado à cama enorme dele, tinha um quadro grande, onde havia a foto de Anna. Ela era bem menor, e estava a coisa mais linda sentada em cima de um cavalinho e sorria. -Uau! - digo olhando para o guarda roupa de vidro que havia ali, era enorme e dava a entrada para o closet, onde do lado esquerdo tinha muitos ternos e calças sócias, e do lado direito tinha camisetas mais casuais e calças jeans. As gavetas que haviam ali, era de madeira, e ao abri-las vejo muitas gravatas, a outra era de cueca box de várias cores, na outra tinha relógios, muitos relógios, e a cada gaveta eu via algo diferente como cintos, meias e essas coisas de homem. Dentro do closet tinha um grande espelho, onde com certeza ele se arrumava e olhava para lá, eu reparando bem, posso ver o espelho meio torno, e caminho até ele, tocando no mesmo e acabo descobrindo que o espelho era uma porta. Não êxito em abrir, e faço logo. O espaço era pequeno, bem pequeno, onde eu via portas retratos virados de costa, eu toco no primeira e o puxo, revelando uma foto de uma bela mulher, mas essa foto estava toda riscada, rasgada e deformada. Quem fez isso? Essa mulher é linda! Quem é ela? - minha mente pergunta. Resolvo colocar no lugar, até por que ficar olhando não me trará respostas. Eu queria olhar as outras fotos, porém resolvi deixar pra lá. Quando tranquei a porta, levo um susto que quase faz meu coração parar. Ele me olhava com os olhos azuis quase negros, sua mandíbula apartada, seu rosto mais sério do que nunca é suas mãos apertadas e fechadas. -Oliver - sussurro mais pra mim escutar. - E-eu... -O que você pensa que esta fazendo? - sua voz sai fria e ele estava bravo. -E-eu S-só - gaguejo. Eu estava branca, gelada, suando frio. -Quem te deu permissão de entrar no meu quarto? - pergunta se aproximando de mim com passos lentos. - Você precisa aprender, não é mais nenhum criança. - briga agora bem perto de mim. - O que você queria aqui dentro? Eu odeio que mexam nas minhas coisas sem minha permissão, eu odeio quando entram em meu quarto sem minha permissão, é por isso que ele fica trancado pra ninguém, principalmente pessoas bisbilhoteiros que não tem o que fazer, entrar!!! -Tem razão, eu não tenho nada pra fazer por que eu só vivo trancada aqui, sem sair, sem conversa com ninguém. Eu estou entediada, Oliver, estou no tédio!!! - digo olhando em seus olhos - Eu não posso falar com mamãe, nem com Sarah e nem com Luiza. Você nunca esta em casa, você não é de conversar, eu me sinto uma nada, uma largada. - Mas é assim que deve se sentir, seu próprio pai te vendeu, te trocou. Você foi um nada pra ele, deve se sentir largada mesmo. Isso é pra aprender que esse negócio de amor não existe. - ele diz quase gritando - Eu não quero saber do que você está sentindo, só não quero mais te ver aqui, por enquanto eu não quero - ele diz. - Será que é difícil de entender isso? - ele segura meu braço com força, me guiando para fora do closet e logo depois para fora do seu quarto. -Já que estamos esclarecendo as coisas - digo com lágrimas nos olhos, pois fiquei magoada dele ter falado aquilo, de papai ter me trocado, mas ele não está errado, infelizmente. - Eu não quero mais você com outra! Ele olha pra mim, e depois começa a rir, o sorriso mais lindo do mundo, mas um sorriso irônico. -O que?!! - ele pergunta me encarando. -É isso mesmo! - tomo coragem e digo - Eu vi você trazendo mulheres pra cá, sendo que você contou para deus e o mundo que irá ter seu casamento sábado, e comigo. Não que eu esteja com ciúmes, mas eu não quero ser conhecida como Corna ou chifruda. Eu nunca tive essa fama e não é agora que terei, quero pelos menos respeito será que pelo menos isso você pode me dar? Ele fixa seu olhar no meu, vejo ele soltar fogos pelo nariz. -Eu saio com quem eu quiser, e pouco me importo com o que vão pensar de você. - diz -Então você também não se importará quando sair nas manchetes que você foi traído e levou dois lindos e belos par de chifres! - Quando acabo de falar, ele me puxa novamente para seu quarto, e segura meu pescoço em sua mão, em um aperto moderado. -Você está proibida até de pensar nisso, garota, ou irá se arrepender amargamente, e não me desafie, pois eu odeio perder, e nunca perco. - diz entre dentes. - E eu não vou parar de fazer o que eu quero, só por que você quer sua mimida. -Eu quero apenas respeito. - digo com as lágrimas quase saindo de meus olhos - Será que não é homem o suficiente para me dar respeito?? - pergunto. -Sou homem o suficiente para te dar boas palmadas - diz apertando mais um pouco meu pescoço e Mordo meus lábios. Oliver abaixa, e para minha surpresa, seus lábios, ou melhor, seus dentes tomam meus lábios e os puxam para si, com força e logo depois deixa uma mordida em meu pescoço. Mesmo eu não querendo sentir, eu senti uma arrepio que nunca senti por nenhum outro homem. - Sou homem o suficiente pra te f***r inteira e te deixar sem andar por um mês - completa me soltando e abrindo a porta do quarto. Minhas pernas ficaram bambas só com aquelas palavras, e eu não queria sentir algo dentro de mim com aquilo, mas eu senti e me amaldiçoou por isso. - Saia, e me espere na mesa para almoçando. - diz e eu saiu quase tropeçando em meus pés. Ele tranca a porta com força, me assustando. Corro para meu quarto e tranco a porta. Me olho no espelho e vejo que estou vermelha de vergonha. Onde ele mordeu está vermelho, tanto em meus lábios como em meu pescoço. Toco no lugar, e sento uma coisinha no meio de minha pernas, algo diferente. Deixo esse pensamento de lado e arrumo meu cabelo, logo depois descendo e me sentando, esperando a fera descer para a almoçar-mos. Ele logo desce, e havia tomado banho. Usava uma calça social e uma blusa, sem seu terno de costume. Ele se senta e me lança uma olhada severa, e vem na minha mente aquilo que ele me disse no quarto, e minhas bochechas novamente queimam de vergonha. Nunca, nenhum homem falou isso pra mim, talvez seja por isso que estou sem jeito. -Sábado você irá para o Spar passar o dia lá para se arrumar para o casamento. Charlie lhe pegará quando estiver pronta. Concordo apenas. -E Mamãe ? Sarah e Luiza? Quero dizer que irei casar - peço. -Elas não precisam saber, e você terá tempo de contar - diz e coloca sua comida. Não falo nada, não quero mais irrita-lo. Quando ele terminar de comer, apenas se retira da mesa e eu ainda fico lá comendo. Logo ele passa e vai embora para a empresa sem falar mais nada. -i****a - sussurro olhando a porta bater. De tarde, Anna chega da casa de sua amiga e vai ao meu quarto, me abraça e diz que brincou muito. -Você vai casar com papai? Estou tão feliz!!! - ela diz alegre. -Como soube? - pergunto. -Ele me contou - diz se sentando na minha cama. - Disse que vocês serão marido e mulher. -Ah, é verdade. - digo sorrindo triste. - Você ama o papai né? Eu também amo, e acho ele muito bonito. As mamães das minhas amigas também acham, e minha professora é apaixonada por ele - Anna diz e sorrio. - É mesmo? - pergunto e evito responder sobre amar o pai dela. Eu não ia mentir e dizer que amo, por que não amo, nenhum pouco. Mas eu não queria deixa-la triste. - Sim, elas acham papai lindo. - Ele é - digo a verdade. - Ele disse que você também é muito bonita. - ela diz. - É mesmo? - pergunto bem curiosa e me sento mais perto dela. - Sim, disse que é bonita. - sorri de lado com o que ela falou. - Ah, sei - digo tentando disfarçar. -Hoje as empregadas irão embora. Que tal fazermos uma janta para nós ? Eu, você e papai? - Acho uma boa Idea. - Eu não estava fazendo nada mesmo, pelo menos na cozinha eu ia me distrair. - O que seu pai gosta? - pergunto. -Hmm, ele adora lasanha - ela diz saltitando no corredor. -Então faremos uma lasanha. - digo pegando em sua mão e seguimos para a cozinha. Nós duas juntas fizemos a lasanha e ficou uma bagunça só, a colocamos na mesa e um pano em cima. Logo nós duas tomamos um banho juntas na piscina. Ela usou um biquíni Rosinha e eu um azul escuro. Ainda bem que eu trouxe um. A água estava bem quentinha. - Eu vou pular, você me segura , Eva! - ela pede e sorri pra mim. - Pode pular, amor - grito pra ela, que leva a mão no nariz e pula para meu lado. A piscina era funda pra ela, então ela ficava em meu colo ou em uma boia que tinha ali, mas eu não confiava deixa-las sozinha, então eu fiquei de olho nela. Logo depois, saímos da piscina e eu caminho para a mesa onde pego a toalha de Anna e a enrolo. Quando me viro para pegar a minha toalha, me assusto ao ver Oliver me encarando, e descaradamente, anda meu corpo inteiro. Ah, mas se ele gosta de desafio, e quer, eu também quero, e ele terá. Não coloco a toalha, fico apenas com meu biquíni no corpo, e me aproximo dele. - Fiz uma lasanha pra você hoje, eu e Anna - digo - Papai, Eva será minha nova Mamãe - Anna diz toda inocente e eu sorrio com amor pra ela. - Sim meu amor - digo passando a mão em seu cabelo. - Vocês não se beijam? - ela pergunta nos encarando. - Claro que sim - digo me aproximando mais de Oliver, e plantando um beijo no canto de sua boca, usando a língua pra provoca-lo. - Vamos jantar? - pergunto encarando-o nos olhos. - Vamoss! - Anna sai pulando toda alegre, e eu pego a toalha me enrolando e saindo, porém ele segura meu braço. - Não me provoque, eu não quero ser bruto - ele diz. - Pode ser bruto, eu adoro - digo o desafiando e ele apenas bufa, saindo dali. De onde veio essa coragem, Eva??? De mim, claro - minha amiga-mente diz e eu revira os olhos. - Você ainda vai me matar, mente - sussurro para mim mesma e sigo para casa, onde irei tomar um banho e descer para jantar. Arrumo a mesa e Anna fica apenas observando. Oliver entra na sala, apenas com uma bermuda, sem camisa, mostrando aquele corpo , que corpo. Percebe que ele tem tatuagens, em seu braço, na costa, e uma bem pequena no pulso. Não fico tentando desvendar o que é, apenas me sento e tento não olhar para aquele corpo, mas é meio que impossível. Aquela pele bronzeada é linda. Eu não gostava dele, mas não ia ficar mentindo dizendo que ele não é gato, por ele é sim!!!!!! Sirvo a lasanha para ele, e depois coloca para Anna. -Não vai comer ? - ele pergunta. -Ah, vou sim - digo colocando para mim e comendo. - Hmm, está boa não é papai? - Anna pergunta. - Sim, está boa - ele diz comendo e não olhando para mim. Comemos calados, apenas Anna que falava sobre a escola e sobre o casamento. - Eu vou usar um vestido de princesa!! -Sim, vai ficar linda - digo olhando para ela que sorri. Depois, fomos cada um para seu quarto. Tirei o sutiã, e fiquei apenas de calcinha, fui no meu guarda roupa e tirei uma blusa minha larguinha que ficava um pouco abaixo no bumbum. Adoro usa-la para dormir. Deito-me da cama, e do nada o pequeno pedaço dos lábios de Oliver vem em minha mente. Ele deve beijar bem, pois seus lábios são macios, e de dar arrepio. Logo peguei no sono, mas acordei no meio da madrugada com cede. Caminhei para a cozinha e peguei um copo de água, e vi que tinha Nutella na geladeira. Tirei uma colherzinha e peguei ela cheia a levando para a minha boca. Deixo o copo e a colher na pia, e quando me viro levo um susto. -Que diabos!!! - digo assustado ao ver Oliver na porta. - Quer me matar de susto? Ele não diz nada, se aproxima e fica me encarando. - O que você quer? - pergunto. - Eu vim apenas beber água - não sei por que estou me justificando, mas tudo bem. Ele se aproxima mais de mim, e seus olhos percorrem meu corpo mais uma vez. Percebe que minha blusa é curta, e com certeza minha calcinha deve está aparecendo, e sinto vergonha.  -Merda! - ele xia baixinho e me faz sentar no balcão, com uma mão agarrando minha perna e com a outra meu cabelo, me dando um beijo quente de língua. Suas mãos descem e sobem em minha coxa, acariciando-os e suas mãos puxam meu cabelo para trás, onde deixa um chupão em meu pescoço e vai subindo com a língua ate minha boca onde a penetra e deixa outro beijo quente e veros. Minhas mãos correm pelos cabelos macios de Oliver, e sem querer, eu deixo uma mordida em seus lábios. Ele geme baixinho e suas mãos correm para minha costa, onde as puxam para ficar presa com seu corpo. Sinto seus músculos grudados com meus s***s, e sinto-os rígidos, as mãos de Oliver sobem por dentro de minha blusa, e sinto sua mão quente quase atravessando minha pele, era como fogo. Mão quente e forte, elas chegam perto de meus s***s, que gritam pelo toque, mas ele não chega a tocar. Suas mãos descem e chegam no cós de minha calcinha, onde seu polegar a puxa e solta fazendo um barulhinho, e ardendo ao tocar novamente em minha pele. Do nada ele separa de mim, ofegando assim como eu. -E..eu - gaguejo, não sei o que dizer. Ele fica me encarando, mas logo sai da cozinha me deixando ali sem jeito e com as penas bandas! O que foi aquilo???? Que calor! Preciso de um banho gelado. Fico meio tonta lá, levanto e quase caiu, pois percebe que minhas pernas estão babam. ELE ME DEIXOU DE PERNAS BAMBAS! Comprovado, ele beija bem pra caramba, o melhor beijo da minha vida. Que boca é aquela?! Eu sou tapada mas não santa. Já fui beijada por outros, mas nenhum se compara a boca de Oliver. Fui para o quarto, e dormir sonhando com um arrogante que é quente pra caramba. De manhã, penso logo que amanhã já é meu casamento e já estou nervosa. Tomo banho e coloco um shortinho e uma blusa branca. No café eu não olhei para Oliver, por conta do que aconteceu ontem de madrugada. Nesse momento estou com vergonha, muita vergonha. -Bom dia! - digo me sentando. -Bom diaa! - Anna -Bom dia - Não se que milagre, mas ele respondeu. Tomei meu café escutando as histórias de Anna, e eu ria de suas palhaçadas. - Tchau, papai - diz abraçando o pai - Tchau, Eva - diz me abraçando e Charlier a leva para o colégio. Fica somente eu e Oliver ali. -Oliver - o chamo e ele me olha. - Queria pedir para você me deixar conhecer Seattle. A cidade parece linda, e eu ainda não a conheci. -Não! - ele diz simplesmente tirando os olhos de mim. -Não? Por que? Por favor, Oliver - peço me sentando ao seu lado - Eu quero muito passear um pouco, conhecer. Me sinto presa aqui - peço mais uma vez. Ele me olha e suspira. - Onde você quer ir? - ele pergunta. -Ao parque... no centro, nas ruas... em qualquer lugar conhecer algo novo - digo. -Eu te levo hoje de noite a um parque, Anna irá. Sorrio abertamente. -Obrigada - digo -Não se acostume - ele diz e me encara. Eu ainda sorria, mas logo passa ao lembrar do nosso beijo, e eu fico nervosa. -Tá, eu vou para a biblioteca ler um pouco - digo me levantando, mas antes, ele segura meu braço e me puxa para perto dele. -Não confunda nada - diz - Aquele beijo de ontem... -Não foi nada, apenas um beijo - digo me soltando de seu braço, um pouco triste e saindo dali para a biblioteca. Será que foi apenas um beijo mesmo?  
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR