Capítulo 4

1597 Palavras
Luis Terminei de tomar café na padaria e piei pra boca, sextou do jeitinho que o pai gosta, já avisei pra geral que você tem pagofunk na quadra, Chacal sempre trazendo entretenimento para Penha. Entrei na minha sala, abri minha gaveta, peguei um pino e já estiquei um raio em cima da mesa, já posso começar o final de semana e vou começar bem, animado, daqui a pouco vai chegar uma carga de cocaín@ e eu já quero estar no pique para experimentar se é da boa, aqui não trabalho com coisa r**m, tem que ser bom para mim para revender pras pessoas, se vender um bagulho r**m o cliente não vai voltar mais e vai procurar em outro morro, então eu só trabalho com bagulho de qualidade, do mais fraco ao mais forte. Não consigo nem almoçar de tão louco que estou, mas que essa é da boa, é. Meus meninos vão vender para um caralh* hoje, fazer bastante dinheiro enquanto eu trans* com bastante put* Meu celular vibrou em cima da mesa e no visor apareceu o nome da Marcela, lá vem BO Ligação on : Marcela: Boa tarde Chacal, trago boas notícias Chacal: Solta a voz então, não fala a prestação não Marcela: Coloquei ontem um cartaz na entrada da loja e hoje veio uma moça linda, loira, toda bem arrumada querendo a vaga, já marquei um teste amanhã a tarde com ela, como a coleção nova chega de manhã já quero que ela divulgue as peças Chacal: Se contratar manda todos os bagulhos pro contador e cuidado com quem coloca ai dentro Marcela: A menina parece ser ingênua, vou te mandar uma foto … Chacal: E carai gata mesmo em, faz ela divulga foto do corpo ai pro dono também Ligação off : A Marcela cuida de uma rede de loja que eu tenho no asfalto, no começo eu abri uma aqui no Morro para gerar emprego mesmo e ela tinha acabado de ser mandada embora, estava devendo o aluguel e veio implorar por emprego, aceitava ser até vapor mas ela sempre foi uma mina firmeza, nunca mexeu com o s bagulho errado, nunca caçou perreco e sempre andou certo com os irmãos e eu quis mesmo dar uma oportunidade daora para ela, coloquei ela como vendedora e todo mês ela se destacava, vendia para caralh* tinha que trazer os panos toda semana de tanta saída que tinha, fomos pegando um laço de amizade e ela foi abrindo meu olho sobre expandir e agora ela toma conta das 5 lojas que temos no asfalto, são todas aqui próximas da Penha mesmo mas ela faz um trampo daora. Arruma umas modelos que parece mais uma boneca mas nunca passa os contatos para ajudar o chacal aqui Zóio: Só vamos porr* vai ficar cercado ai? Chacal: Viajando nuns bagulho aqui Zóio: Já está começando a organizar as coisas lá pra mais tarde Chacal? Vou pra casa tomar um banho e esperar o grau baixar Zóio: Mete o pé que eu vou colocar os moleque para trampar Chacal: Vê ai com eles o que vão querer jantar e hoje se eles quiserem pizza pode pedir, molecada merece também. Tô cercado de tanta cocain* só que eu quero curtir mais tarde o rolê também, vou para casa comer alguma coisa, tomar banho e puxar um ronco Eu sempre morei sozinho e sempre gostei das minhas coisas organizadas e limpas, uma coisa que aquela vagabund* me ensino foi ser limpo, odeio minhas coisas bagunçadas, cheguei em casa e fui preparar um macarrão, o pai manja na cozinha. Bati um pratão e fui pro meu quarto tomar um banho. Vesti um cueca só e deitei na minha cama, deixando tudo aberto para ventilar um ar, calor aqui é fod*, não tem quem aguente. 22:00 da noite Acordei no susto com o barulho do celular tocando, passei a mão nos meus olhos na tentativa de enxergar alguma coisa, vi que era o Zóio Ligação on : Zóio: Cadê você cuz*o? Chacal: Dormindo porr*, que barulho é esse? Zóio: Tô na quadra caralh* esperando você, vai cola não, tá top parceiro Chacal: Tava num sono top e você me acorda, se fud*r em. Já colo ai Ligação off : Se o Zóio não ligasse eu ia acordar só amanhã, capotei legal, levantei da cama, fui passar uma água no rosto para despertar e tirar o rosto do sono, fui no meu closet e preciso dar uma geral aqui, cheio de roupa que não uso mais. Tenho uma mania que eu acho feio demais, sou consumista para caralh* sei lá se porque na infância eu não tinha muita coisa e agora que eu tenho condição de ter os pano que eu quiser, eu saio comprando adoidado e acabo só encostando no closet e não usando nada, tem várias peças com etiqueta ai que eu nem lembro que eu comprei. Peguei um kit daora, meus cordão e anéis de ouro que eu não saio sem, não é para mostrar que eu tenho não, é porque eu gosto mesmo, me olhei no espelho e vou tirar uma fotinha pra animar o i********: da favela e vou meter o pé para aproveitar um pouco também, montei na minha moto e fui cortando os becos e viela, de longe dava para ver as luzes e escutar o som alto torando, entrei com minha moto acelerando e de longe já vi as putinh*s que fazem de tudo para se jogar pros bandid*s todas com uma roupa pior do que as outras, se é que pode chamar de roupa, para mim é um pedaço de pano. Tem mina que dá nojo até de conversar, já é pior que marmita, morro inteiro já pegou. Na entrada da quadra meus seguranças já estavam me esperando para irem comigo até a área reservada, qualquer evento que eu faça precisa ter uma área reservada pros meus, o Dj parou a música e todo mundo gritava, levantei minha glock para cima e fui passando sentindo várias mãos passar pelo corpo e algumas até tentar me puxar, mas logo meu segurança corta de longe já vi o Zóio e a Stéfany se pegando igual cachorro no cio, Zóio tinha tudo para arrumar uma mina doara e foi se envolver logo com essa, tentou com todos os caras do movimento e ninguém quis, chegou no b***a e ele abraçou, entrei e fui direto falar com o bigodinho Chacal: Zóio ficou chamando eu para vir e tá no maior amasso com a put* dele Bigodinho: Não chama a mina dele de put* que ele fica doido Chacal: Como se ele não soubesse Bigodinho: Saber ele sabe, só se faz de b***a mesmo Chacal: Falo nada, quem avisa amigo é. Vi a Marcela passando com uma mina gata e já mandei os vapor chamar as duas para cá, tenho certeza que a outra mina não é aqui do morro Marcela: Boa Chacal, essa é a Lê, trabalhou comigo lá na loja Chacal: Prazer Lê, benza Deus em — falei girando ela e vendo todo seu corpo Marcela: Quem lhe consegue que lhe compre em, vou deixar vocês dois a sós e vou pegar uma bebida para gente Marcela saiu e eu já puxei a Lê para um abraço, falando umas besteiras no seu ouvido Chacal: Vamos sair de quadrada eu e você? Lê: Agora? E a Marcela? Chacal: Marcela conhece o baile inteiro, se ajeita aqui Lê: Vamos ficar mais um pouco só e vamos Chacal: Se demorar muito eu desisto Lê: Duvido, eu sempre consigo o que eu quero e eu quero muito você Que mulher do demônio cara sabe como subir meu ego o que ela não sabe é o que não sou esses moleques na cama não eu chego para fazer um trabalho bem feito, doa a quem doer Peguei um pacotinho de cocain* e estiquei ele inteiro mandando tudo para napa e sentindo queimar e amargar minha garganta, dei uma golada no meu copo de whisky e já estava doido mesmo fui lá dançar com as meninas Já era tarde da madrugada quando a Marcela saiu de quedrada com um mano, Lê avisou que ia no banheiro e nois já ia meter o pé Chacal: Ae Zóio tô no barraco que leva put* Zóio: Nem chegou e vai meter o pé Chacal: Carne novinha meu irmão dá para desperdiçar não Zóio: Devagar em zé, se é a primeira vez não está acostumada vai arrumar para cabeça Chacal: Tem carinha de quem aguenta Pedi para deixarem minha moto na entrada da quadra e sai com a Lê na minha frente, não tinha uma mulher que não olhasse com cara de ódio para ela, subi na minha moto e ela subiu atrás de abraçando, paramos no barraco e não é barraco m*l arrumado não, é arrumadinho. Chacal: Você gosta de sentir dor? Lê: Depende do nível de dor Chacal: Eu sinto tes*o em Lê: Podemos fazer do jeito que você gosta mas se doer e eu não suportar eu quero que você pare, nessa condição Chacal: Quem propõe condição aqui sou eu Lê: Então não quero Chacal: Será que você tem a opção de não querer Lê: Tenho, se for do meu jeito você pode usar todo esse corpo — ela fala levantando a saia e mostrando que já estava sem calcinha Chacal: Fechado então Não tinha como eu manter pose em frente dessa bucet* rosadinha me chamando. Antes de começar o ato, tirei mais um saquinho de cocaín* e estiquei ele todo em cima da mesa para dar uma emoção a mais na hora.
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