Capítulo 7: Lisa

1328 Palavras
Se não fosse pelo Matthew, eu teria ficado sem comer nada pela manhã. Me levantei quando meu irmão Black me acordou às 6h15 com um pulo em cima de mim. "Aí Black!"- dou um grito- "desse jeito eu vou ficar com as costas doloridas." "Desculpe, mas é muito difícil conseguir te acordar"- ele se defende- nós vamos nos atrasar para a escola." "Tá bem- olho para ele- você já está arrumado?" "Claro, se fosse esperar por você." "Engraçadinho- me levanto da cama e tomo um banho gelado enquanto escovo meus dentes- tem alguma coisa para comer no café da manhã?" "Tinha geleia de amendoim, mas eu comi o que tinha com pão, desculpe." "Tudo bem, eu como algo na escola." Termino meu banho e começo a me arrumar. Sorte do meu cabelo ser liso é porque não preciso enchê-lo de creme. Passo uma maquiagem leve e ponho meu uniforme escolar. Desço as escadas com meu material nas mochila, mas volto a subir quando me recordo que esqueci meu celular no carregador. "Está bem distraída hoje"- comenta meu irmão- "algum motivo em especial?" "Não, eu apenas estou com sono. Vem, vamos para o ponto de ônibus." *** Saio de meu devaneio quando a professora me pede para me levantar e fazer a atividade no quadro. Tive que explicar em poucas palavras como controlar a raiva diante dos humanos sem usar feitiços. Eu coloquei: "mantendo a calma e saindo de perto deles." "Muito bem srtª Lisa. Ganhou 0,5 ponto"- responde a professora Audrey. "Obrigada professora Audrey"- volto a me sentar na carteira e Matthew me dá um sorriso- "fui bem?" "Com certeza"- dessa vez sinto meu rosto corar. "Daqui a pouco iremos para o laboratório de pesquisa. Não se esqueçam de escolherem suas duplas com sabedoria porque elas serão as mesmas até o final do ano." "Você já tem um par para a aula de laboratório?" "Eu fazia com o Adam, mas ele está namorando a Quézia, então estou sem. Você quer ser minha dupla?" "Claro"- respondo e ele sorrir. "Os alunos que já sabem quem serão suas duplas poderão colocar seus nomes nesse papel que irei repassar a vocês." Então uma garota se aproxima dele e diz: "Vamos formar uma dupla juntos?" Eu reviro os olhos sem perceber, mas ele diz: "Não dá Quézia, já combinei com a Lisa. Por que você não faz com o Adam?" "Por que eu queria fazer os trabalhos com meu melhor amigo e você sabe que ele é péssimo em fazer experimentos. Ah, por favor." "Sinto muito, mas vou ter que recusar." Ela me observa com raiva em seu olhar- de forma que consigo ver seus caninos saindo para fora. Como não deixo nada passar, resolvo falar algo: "Não fique triste Quézia, não estou roubando seu melhor amigo, mas como o Matthew disse, você tem namorado e não vejo razão para deixar de fazer com ele para fazer os trabalhos com seu amigo." "Não se meta onde não foi chamada garota"- responde ela. "Chega Quézia, eu já decidi"- responde ele firmemente. "Tudo bem, mas isso não vai ficar assim"- ela sai de perto de nós revoltada. "Me desculpe pela confusão- tento falar, mas ele me interrompe. "Está tudo bem, ela tem ficado com ciúme de mim ultimamente, só não entendo o motivo. Era para eu estar chateado que ela e Adam me deixam de lado sempre, mas não vou me importar com isso." "Então ela é a menina que você disse que estará na pista de skate hoje?" "Sim, mas podemos não ir se você quiser. Fazemos outro programa juntos." "Não, eu quero ir. Gosto de enfrentar os desafios de frente." *** Durante o intervalo, sentamos juntos no refeitório e comemos nossos lanches- eu comprei um salgado frito de frango e ele de linguiça. Dividimos o valor do refrigerante e compartilhamos nosso lanche como se fôssemos crianças da pré escola. Vimos seus amigos de longe me observando seriamente, mas os ignorei e continuei conversando com Matthew. Eu não precisava saber ler mentes para entender que eles não gostavam da minha aproximação com o amigo deles, mas se tem uma coisa que eu aprendi é de encarar a realidade sem hesitar e é isso que irei fazer. "Você está bem?- ele me pergunta ao perceber que estou em silêncio já tem alguns minutos- não fique chateada com eles. Eles apenas não entenderam a pessoa maravilhosa que és. " Você me acha maravilhosa?- ele faz que sim- o que mais você pensa a meu respeito?" "Que tem um bom coração, é bonita, simpática"- sinto meu coração se acelerar diante as palavras dele- "e o que você pensa sobre mim? "Também te acho maravilhoso, bonito, charmoso e uma boa pessoa- respondo e ele segura na minha mão- também é muito gentil comigo." Eu retribuo o gesto de segurar na mão dele e caminhamos juntos até próximo de uma árvore no quintal da escola- numa parte mais deserta. "Ainda temos dez minutos até o início da aula"- responde Matthew e eu dou um sorriso- "podemos ficar sentados aqui." "Sim ou experimentarmos algo"- ele me observa e pisca algumas vezes- "bom, se quiser também. Talvez eu tenha entendido err..."- ele me interrompe, colocando o dedo sob meus lábios. "Eu quero tentar, mas preciso me certificar de que estamos sozinhos porquê é proibido beijar na escola"- ele falou diretamente e meu rosto ficou todo vermelho- "era disso que você estava falando né?" "Sim"- e sorrio timidamente- "podemos deixar para outro momento então." "Tudo bem- ele segura novamente na minha mão- quando sairmos da escola, será apenas nós dois, longe do pessoal, num momento apenas nosso." "Tá bem- dou um beijo na bochecha dele, mas ele vira o rosto, fazendo com que minha boca encoste no canto de seus lábios. "Desculpe, eu iria fazer a mesma coisa em você." "Está tudo bem, mas acho que estamos sozinhos. Porém, posso fazer com que ninguém nos veja." "É uma ótima ideia"- responde ele- "e quanto tempo dura essa invisibilidade?" "Três minutos- respondo e falo as palavras mágicas- "sozinhos queremos ficar e invisíveis iremos nos tornar e no final de três minutos, tudo ao normal retornará." "Funcionou?"- pergunta ele curioso. "Acredito que sim. Só espero que aqui não seja anti mágica"- ele segura em meu rosto. Matthew me dá um beijo calmo, cheio de ternura, deixando meu coração acelerado. Era meu primeiro beijo e isso causou dentro de mim algo avassalador. Retribui mesmo sem saber o que fazer- apenas o que via em filmes e séries- e quanto mais ele avançava na intensidade do beijo, mais eu não queria parar. Logo senti as presas dele querendo sair, mas usei um feitiço para que não voltassem até nosso beijo terminar- espero que ele não fique chateado quando souber disso. "Nossa! Isso foi muito bom, mas sinto que usou mágica para minhas presas darem uma trégua." "Desculpe, não faço mais isso"- tento me defender, mas ele volta a me beijar. Aqueles lábios macios estavam me deixando de pernas bambas, mas interrompemos o beijo, pois escutamos um ruído estranho. "Os três minutos terminaram fazem pelo menos 30 segundo- respondo enquanto olho em meu relógio- será que alguém nos viu?" "Eu não sei, mas não tenhum poder para que possamos descobrir sobre isso?" "Sim- penso num e digo em voz baixa- quem tiver nos espionado, que apareça em si um chapéu de palhaço." "Mandou bem- ele aperta minha mão e retornamos para a sala de aula, bem a tempo do sinal tocar. Na classe, logo vemos a Quézia com um chapéu de palhaço na cabeça. Ela me observa sem entender, até eu apontar para sua cabeça. "Você e suas magias- ela tenta segurar meu cabelo, mas eu faço aparecer uma torta e jogo na cara dela- sua vadia." "Uau, sabe xingar- tento revidar, mas a professora aparece. "Vocês duas, detenção depois da aula." "Ah! Vou perder o ônibus de novo- reclamo baixo"- "obrigada cara de palhaço." "Eu te espero depois da aula- Matthew se aproxima de mim."
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR