Capítulo 5 - Segredos

1173 Palavras
Na manhã seguinte, acordo com Dixon me sacudindo. — Kyla, acorde. Você precisa se preparar. - ele diz, parecendo um pouco irritado. Não com raiva, como ele costumava ser. Acho que isso é algo bom. — Ok, ok, estou me levantando. - digo, esticando. — Estarei na sua escola mais cedo hoje. A escola termina às, o que, 4:15? - ele pergunta, olhando para suas mãos cheias de anéis. — Sim. - digo. — Eu estarei lá até então. Agora levante, a menos que você não queira tomar café da manhã antes de sair. - ele diz, deslizando para fora do meu quarto. — Obrigada. - grito atrás dele, me levantando para entrar no chuveiro. Quando saio do banho, sinto o belo aroma de bacon e salsicha cozinhando. Eu me visto e coloco um perfume, então desço enquanto coloco meu sapato. Devo ter pisado errado porque, quando bati o pé, escorreguei e torci o tornozelo. Eu teria caído no chão, mas alguém estava me segurando. Eu olho para cima e vejo Dixon com preocupação em seus olhos. Rapidamente se torna sério quando ele me pega. Quando eu fico de pé, eu estremeço, não sendo capaz de ficar em pé no meu pé direito. — p***a! - amaldiçoo, agarrando meu tornozelo. Ele me senta no chão e analisa meu pé com cuidado, cada toque de seus dedos enviando eletricidade através de mim. Ele olha para mim lentamente, travando seus olhos com os meus. Ele também sentiu. Eu posso dizer. Mas, obviamente, ele não quer que eu saiba disso. Ele cuidadosamente senta meu pé para baixo e se levanta. — Você torceu. Já está inchando. Fique aqui. - ele diz. E eu faço. Ele me traz um prato de café da manhã. Panquecas, salsicha, bacon, ovos e suco de laranja, e ele se senta no chão na minha frente. Eu olho para ele com uma sobrancelha arqueada. — Você quer que eu coma aqui? - pergunto. — Eu não gostaria que você esticasse o tornozelo tentando chegar à mesa. Sem desrespeito, se você se ofendeu com isso, comendo no chão. Como um cachorro. - ele diz. — Não foi tão grave, Dixon. - digo com uma pequena risada. Um pequeno sorriso brota em seu rosto. É a primeira vez que o vejo sorrir esse tempo todo. — Coma. Vou chamar um médico para examinar seu pé. - ele diz. Começo a comer no chão e Dixon me observa com olhos cuidadosos, analisando cada movimento meu. — Você age como se eu pudesse me levantar e torcer meu tornozelo novamente. - digo, sorrindo. Lá vai. Seu sorriso novamente. — Não, eu estou... eu só estou tentando ler você. - ele diz, me olhando com cuidado. — Sabe, eu posso falar. Me pergunte qualquer coisa. - disse. Ele me olha com cuidado e inala antes de me fazer uma pergunta. — Por que você tem tanto medo do meu pai? Quero dizer, você tem uma boa razão, é apenas uma pergunta. - olho em volta e, como se estivesse lendo minha mente, ele diz. — Eles não estão aqui. Meus pais estão fora. Eu olho para ele e hesito novamente. Mas então eu falo. — Ele me lembra meu pai. Ele é um homem muito assustador. Ele… - então eu me interrompo. Por que eu tentaria dizer isso? — Ele o quê? - ele pergunta, querendo que eu diga mais. — Eu não posso te dizer. - digo. Ele se aproxima de mim e suspira, mostrando vulnerabilidade pela primeira vez. — Eu disse a mim mesmo para conhecer mais sobre você porque, gostando ou não, estou começando a perceber cada vez mais que a cada dia que você está aqui, eu me sinto atraído por você, e não apenas porque estamos ficando noivos, mas porque simplesmente estou. Sei que não sou muito bom em demonstrar emoções, mas é como me sinto. E quero que você confie em mim. - ele diz, agora a centímetros de distância. Ele se afasta e seus olhos se arregalam, surpresos com sua súbita explosão de emoção. Ainda assim, levo suas palavras em consideração e suspiro. — Posso te mostrar uma coisa? - pergunto. Ele acena com a cabeça e eu peço que ele me ajude a levantar. Ele me pega e me carrega para cima e eu tento o meu melhor para não ficar muito confortável. Ele me coloca na cama e eu começo a tirar meus sapatos. Eu tiro minha camisa e ele desvia o olhar. — Você gostaria de um pouco de privacidade? - ele pergunta, ainda olhando para longe. Bem, aqui vai confiando nele. — Não. Tudo bem olhar, eu estou de calcinha. - digo. Ele continua a desviar o olhar. — Estou tentando te mostrar uma coisa, Dixon. - digo, rindo. Ele se vira para mim lentamente e seus olhos se arregalam quando vê o hematoma no meu corpo. — Kyla…- ele diz. — O que aconteceu? - ele pergunta, enquanto eu me viro para deixá-lo ver minhas costas. — Você tem que prometer não contar a ninguém. - digo antes de dizer a ele o que tenho a dizer. — Você pode confiar em mim. Eu prometo. - ele diz. Respiro fundo antes de falar. — Meu pai, ele é ... abusivo. Fisicamente, verbalmente e emocionalmente. - finalmente admito. — Tentei enfrentá-lo uma vez e esse foi o resultado. Ele me espancou com as próprias mãos. Havia mais cicatrizes, mas elas cicatrizaram e desapareceram com o tempo. Essa é a razão de eu vacilar com as menores coisas. Eu nunca sei o que pode acontecer. É também por isso que eu não falo muito com você, ou seu pai. Estou com medo do que pode acontecer comigo. O que você pode fazer comigo. Você é implacável. Impiedoso. Eu não gostaria de fazer nada para irritá-lo. - confessei. — Espero que não seja isso que você pensa de mim. Para você de qualquer maneira. - ele diz. — Estou começando a ver um pouco mais que isso, não é quem você é. - digo corando, olhando para ele no espelho. — Kyla, eu nunca colocaria minhas mãos em você. Nunca, não desse jeito. Eu sei que posso parecer desrespeitoso com mulheres que não conheço, mas eu nunca colocaria a mão em nenhuma mulher, especialmente minha esposa. - ele diz. Ele está mantendo distância o tempo todo, mas eu não digo nada, apenas pego minhas roupas e as entrego a ele. Ele me ajuda a colocar minha camisa e depois me coloca na cama. — Vou pegar alguns shorts para que você não tenha que se mexer neles. - ele diz, vasculhando sua gaveta. Ele me dá um short e me ajuda a vesti-lo. Ele me pega e me leva para baixo para a sala de estar e pega o telefone. E chama um médico. — Ele estará aqui em 15 minutos. - ele diz, gentilmente sorrindo para mim. Não sei como ele chegou a esse ponto da noite para o dia, mas não vou reclamar. Eu gosto disso.
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