Capítulo 30

364 Palavras

Isabela narrando Aquelas palavras, a arrogância em sua voz, me atingiram como um soco. Ele parecia nem notar a tristeza no rosto da nossa mãe, muito menos a minha. A imagem de Lucas, do seu olhar preocupado e do seu toque na minha pele, me veio à mente, e o contraste me chocou. Lucas, um policial, quebrou as regras por mim, e Rafael, meu próprio irmão, não demonstrava um pingo de remorso pelo que fez. O meu estômago se revirou de decepção. Eu tentei me acalmar, mas a raiva já estava fervendo. Olhei nos olhos do meu irmão, buscando algum sinal de arrependimento, mas não encontrei nada além de um brilho frio de desdém. — Rafael, você não se arrepende? — perguntei, com a voz trêmula. — Estamos fazendo de tudo por você, e é assim que você nos trata? Ele sorriu de canto, a presunção em seu

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