Capítulo 32

460 Palavras

Lucas narrando O som das chaves tilintando na minha cintura era a trilha sonora do meu dia. Na sala de revista, o cheiro de desinfetante se misturava ao ar pesado, e eu passava minhas mãos pelo material de metal da mesa, conferindo cada detalhe. A rotina do presídio era um ciclo interminável de procedimentos e formalidades, e eu me sentia mais um robô que um homem, apenas seguindo as ordens. Nisso, a porta de metal se abriu e o Tenente Ferreira entrou, com um sorriso cansado no rosto. — Lucas, já finalizamos por aqui — ele disse, a voz ecoando no corredor. — O trabalho de hoje foi bem feito. Eu assenti, guardando o meu material. O alívio de saber que o turno estava chegando ao fim era enorme. — Para celebrar, que tal uma cerveja quando a gente bater o ponto? — ele perguntou, com um to

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