Gadernal narrando Assim que eu virei a esquina da rua principal da favela, ainda de dentro do carro, vi aquela praga da governadora encostada no beiral da boca, se abanando com a própria mão, parecendo a p***a de uma estrela de novela mexicana. E antes mesmo de pisar pra fora do carro, já senti o sangue ferver dentro da minha veia. Aquela desgraçada ainda tava ali. Esperando. Se exibindo. Como se a p***a do morro fosse casa de mãe Joana e ela fosse a dona do pedaço, e nem o pneu gasto pra eu vir até aqui ela valia, não pelo intuito que ela veio. Parei o carro no canto, engatei o freio de mão com força, como se pudesse tirar meu estresse naquela puxada e respirei fundo. Só que nem deu tempo de nada. A mulher já veio vindo toda faceira, jogando o cabelo, dando aquela risadinha sonsa que

