Capítulo 148-2

708 Palavras

Quando eu cheguei no saguão, a cena era uma mistura de fumaça fina, poeira e gente gritando. Não era uma explosão dentro do prédio, pelo menos não uma explosão que tivesse aberto um buraco no chão, mas tinha sido perto o suficiente para que a onda de choque arrebentasse uma parte de vidro e derrubasse coisas de cima de um balcão. O som ecoava na minha cabeça como se ainda estivesse acontecendo, e eu vi duas crianças chorando agarradas numa mulher que tentava tapar os ouvidos delas com as próprias mãos, como se assim conseguisse impedir o terror de entrar. A cada estalo de tiro, as pessoas se encolhiam mais, e eu vi um velho sentado no chão, respirando curto, com a mão no peito, os olhos arregalados como se estivesse no limite. — Todo mundo pra dentro! Pra área dos fundos! Agora! — eu orde

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