Esse homem tirou todo o meu juízo, minha paz, minha sanidade e eu não conseguia lutar contra mesmo estando na beira de um precipício sem salva vidas… O gosto dele ainda queimava na minha boca, como uma lembrança viva do que tinha acabado de acontecer. Era como se meu corpo inteiro ainda estivesse preso naquele beijo, como se os minutos tivessem congelado entre nós e tudo o que veio depois fosse só um eco do que estávamos sentindo. Quando conseguimos nos afastar, ainda ofegantes, ainda tontos de desejo e choque, meus olhos encontraram a cena logo à frente: Júlia gargalhava como uma criança no dia mais feliz da vida, batendo palmas, rodando no meio da quadra como se estivesse presenciando a vitória da escola no desfile das campeãs. Ao lado dela, Caíque vibrava como se tivesse feito um gol

