Eu comecei a imaginar os caminhos, um por um, como quem monta um mapa de guerra sem precisar de fuzil. Aquela mulher vive de imagem, de controle, de poder simbólico, de aparência impecável e de bastidores sujos. Então era ali que eu pisaria. Nada de gritaria, nada de execução apressada. Eu queria ver o castelo dela rachar por dentro, devagar, enquanto por fora ainda fingia estar de pé. Gente poderosa morre primeiro no medo de perder o que construiu, e só depois entende que já perdeu tudo quando não tem mais como recuperar. Ela ia sair do morro achando que venceu alguma coisa, achando que sobreviveu ao pior, mas a verdade é que ela sairia marcada. Cada passo dela ia ser acompanhado, cada contato observado, cada erro anotado. As alianças que ela acha sólidas são feitas de gente que abandona

