Livia narrando Dormir naquela noite foi uma das coisas mais difíceis que eu já vivi desde que tudo virou de cabeça para baixo. Quando nós saímos debaixo do box, ele vestiu uma roupa, coisa que quase nunca acontece, porque o Gadernal sempre dorme pelado, como se até o sono dele fosse em estado de alerta. Eu coloquei uma camisa dele, depois outra por cima, tentando me sentir minimamente protegida dentro daquele quarto que, naquela noite, parecia grande demais para nós dois. Deitamos na cama e ele se grudou em mim sem dizer uma palavra sequer, colando o corpo no meu como se tivesse medo de que eu escapasse enquanto ele piscasse os olhos. Eu tinha mil perguntas atravessadas na garganta, queria falar, insistir, cutucar, entender, mas bastava olhar para o rosto dele para perceber que alguma c

