Livia narrando Eu juro que eu queria ter qualquer outra reação naquele momento, qualquer uma, menos a que eu tive. Eu queria ter gritado com ele, queria ter empurrado ele, queria ter lembrado de todas as vezes em que eu mesma prometi pra mim que jamais me deixaria levar por homem nenhum. Eu queria ter mantido a postura, queria ter lembrado de tudo que eu ouvi do doutor Renan naquela tarde, queria ter lembrado do medo que eu senti, do peso de tudo que esse mundo carrega, mas nenhuma dessas lembranças, nenhuma dessas estratégias emocionais, nenhuma dessas defesas funcionou quando ele soltou aquilo. Quando ele soltou “meu filho”. O mundo parou. Eu senti meu coração travar no peito, minhas pernas amolecerem, minha boca secar, e, por um segundo, eu achei que ia cair ali mesmo no chão da quad

