Capítulo 3
Julian Navarro
Observei bem o último e-mail daquele projeto de gerente de marketing. Eu definitivamente iria demiti-la, mas gostaria de fazer pessoalmente, olhando-a nos olhos. Mas antes, eu iria oferecer dinheiro para fazê-la minha secretária, se aceitasse, iria fazê-la desistir em menos de 24 horas após humilhar até a sua última geração.
Ela tinha aflorado todos os meus sentidos mais macabros com um só e-mail. Ninguém nunca me deixava esperando, tinha o que eu queria, exatamente como eu queria. Nenhuma mulher ia me colocar em seu sapato.
Observei o currículo da garota, na tela do meu computador. Ela tinha grandes feitos. Muito jovem para um cargo tão alto, eu diria. Vinte quatro anos de pura arrogância. Talvez tenha algum conhecido ou transou com alguém para chegar onde chegou. Mas era uma boa funcionária, teria que colocar alguém no lugar antes de dispensá- la.
Flora, minha secretária, bateu na porta.
— Pode entrar.
— Senhor, o senhor Matheus...
— Eu não preciso de apresentação, Flora. — Meu advogado, adentrou a minha sala, deixando minha secretária sem graça. — Não entendo porque a sua secretária não é uma mulher jovem e gostosa.
— Porque ela está aqui pela eficiência e não pela beleza.
— E, porque você ia ficar de p*u duro vendo a sua secretária, não é?
— Exatamente. — nós rimos. — Preparou os papéis? — Matheus além de meu advogado, era meu amigo e resolvia todos os meus problemas.
— Está tudo aqui. — colocou os papéis na mesa.
Analisei os papéis da aquisição da WA Scan. A maior empresa de marketing do país, que eu adquiri por um simples capricho, apesar dos lucros serem altos.
— Você pretende mesmo administrar a empresa pessoalmente?
— Por alguns meses, até escolher um bom CEO para empresa. Depois partimos para outra. Tenho uma, que quero que verifique. — Minha praia era adquirir empresas em progresso e administrá-las. Com isso, o grupo Navarro crescia a cada dia e estava em vários ramos.
— Aquela outra questão... — Matheus se remexeu na cadeira e eu já sabia a resposta.
— A v***a não assinou?
— Não!
— p**a QUE PARIU! — bati forte na mesa. – O que podemos fazer?
— Processar, mas sinceramente Julian, nesses casos é quase impossível ganhar.
— Faça o que for preciso, só a faça assinar essa merda logo. Se precisar, segure a mão dela ou ofereça mais dinheiro.
— Sabemos que a questão aqui não é o dinheiro, Julian... — o olhei, advertindo. – Está bem, assunto encerrado. O que vai fazer no feriado?
— Vou ao clube. Preciso t*****r.
— Quem compra a p***a de um clube de swing?
— Não é um clube de swing, é um clube de pegação.
— Que seja! Você é a p***a de um pervertido.
— Vou deixar de ser. Quero encontrar uma fixa. – Ele me olhou, espantado. – Não é o que você está pensando. Não quero essa coisa de namoro ou qualquer relacionamento, só quero alguém para f********o frequente. É muito r**m ter que encontrar mulheres novas toda hora e explicar que quero t*****r com elas com frequência, mas sem estar em um relacionamento. Sem contar que você sabe que sou seletivo. Se eu tiver uma só, sem compromisso ou pressão de relacionamentos, vai ser ótimo.
— Como as mulheres aceitam fazer isso com você?
— Acredite, elas têm muitos benefícios e muito prazer em troca.
— Isso é questionável.
— Talvez para você, que prefere passar a vida preso a uma mulher só. Aliás, como está a Ana Clara?
— Grávida de exatos onze meses agora.
— É, meu amigo! Espero que tenha aproveitado enquanto podia f********o. Agora é só fraldas, choro e cocô. — ele torceu o lábio. — Mas mudando de assunto, eu preciso daquele contrato de confiabilidade atualizado. Caso eu consiga uma garota, é a primeira coisa que vou querer que ela assine. Não quero nossa relação exposta por aí.
— Por que você não pode só ter uma relação normal?
— E arriscar que ela saia por aí, falando da nossa relação? Você não sabe quanto estresse isso me causaria.
— Bom, o contrato já está atualizado. Eu vou enviar por e-mail. — olhou para o relógio. — Agora eu preciso ir. Prometi a Ana que iria escolher roupas de bebê com ela. Se não for, ela fica irritada e fala que vai morar na Suíça com o meu filho, que ainda nem nasceu. Sabe como é...
— Mulheres. — completei.
Me despedi do Matheus e continuei trabalhando o resto do dia.
*****
Ser o proprietário de um clube de pegação, como eu gostava de chamar, fazia parte do meu lado mais pervertido e obscuro. O clube tinha todo um conceito, não era só sexo, era sexy e misterioso. Boa música, boa bebida e quartos especiais, para quem gosta de algo mais íntimo.
O público era especial, os maiores figurões da cidade e até do país. Políticos, empresários e até homens da lei frequentavam o meu clube. Em busca das acompanhantes mais cara que alguém poderia pagar. As famosas modelos que faziam book rosa. A ideia de máscaras também era especial, ajudava a manter a privacidade, mas não era obrigatório.
Os valores também eram diferentes para homem e mulher. As mulheres pagavam menos, mas a única regra era ser bonita e bem vestida. Nem todas podiam entrar. Já os homens, eram de todos os tipos e aparências, mas geralmente com bastante dinheiro para pagar os valores exorbitantes. Isso dava uma combinação de mulheres bonitas em busca de homens ricos, o que facilitava os homens a conseguir sexo. No fim, todos se beneficiam.
Coloquei minha máscara e uma boa roupa, para curtir o feriado no clube, que estava lotado. Várias mulheres me olharam ao notar minha presença, muitas já sabiam quem eu era o “Boss”, como me chamavam. Sentei na ilha do bar, observando o ambiente.
— Boss. Uísque puro com gelo? — o Barman se prontificou rapidamente a me atender.
— Estou ficando previsível?
— Um pouco. Se me permite, posso dar um toque especial à sua bebida? — assenti e ele começou a preparar a bebida usando mel e laranja. — Aqui está. — me serviu a bebida e eu provei. Acenando com a cabeça em agradecimento.
Uma loira gostosa sentou ao meu lado, me dando aquela conferida sem pudor nenhum. A olhei dos pés à cabeça. Ela era gostosa, mas tinha corpo de modelo, magra e esguia. Geralmente eu curtia mulheres mais curvilíneas, porque elas aguentavam mais o tranco. Acenei para que o Barman a servisse.
— Um Dry Martini, por favor. — pediu gentilmente. Achei que ela pediu Dry Martini com a intenção de me impressionar. Tinha mais cara de cerveja em porta de bar.
O cabelo dela estava com cara de pós f**a. A puxei para mim, apertando sua b***a sem pudor. Era uma boa b***a, mas não tão carnuda quando eu gostaria. Talvez não aguentasse o tranco de ser estapeada e fodida. Ela tentou me beijar, mas eu me esquivei. Segurei seus punhos e analisei. Pequenos demais para serem amarrados. Segui para seus cabelos, inalando o cheiro. Ela cheirava como se tivesse acabado de f***r.
É, não vai rolar!
Eu a afastei, voltando a dar a atenção ao meu uísque. Ela enlaçou o meu pescoço.
— Vamos para um lugar mais reservado? – murmurou no meu ouvido.
— Quanto você cobra? — a p*****a abriu um sorriso, como se tivesse ganhado um doce e lambeu a minha boca, me causando ânsia.
— Acho que você não terá problema para pagar o meu preço. — Segurei o seu pulso, o tirando do meu pescoço. — Algum problema? — questionou.
— Eu não pago para f***r mulheres. Mas — circulei o ar. — tem muita gente por aí que paga, querida. Pode ir. — ela fez um biquinho, mas saiu levando seu drinque.
— Um com limão agora. — falei para o Barman.
— Duas tequilas, por favor. — uma garota se intrometeu entre nós, pedindo sua bebida. Eu confesso que a única coisa que me fez olhar para ela, foi o cheiro do seu perfume. Amadeirado e agradável.
Me virei para ver se a garota era tão gostosa quanto o cheiro que ela exalava, e fiquei extremamente satisfeito com o que vi. Um pequeno vestidinho vermelho, que m*l escondia aquele corpo perfeitamente curvilíneo. Um salto, que deixava suas pernas bem esculpidas. A máscara cobria seu rosto, me deixando ainda mais e******o para descobrir sua aparência.
Ela agradeceu com sua voz doce, saindo animada com sua bebida, sem sequer me notar. Eu não estava acostumado a não ser notado, geralmente eu não passava despercebido, mas não me incomodaria nem um pouco em me apresentar a ela.
A olhei de costas e era ainda mais gostosa do que de frente. O vestido de costas nua, cobria apenas o suficiente de sua b***a gostosa. Aquela b***a, sim, aguentava o tranco. E eu ia f***r pra valer se tivesse a chance.
Fiquei por alguns minutos a observando dançar com sua amiga e dispensar homens. Eu sei que eu parecia um maníaco, mas era incontrolável. Geralmente eu sentia essa obsessão antes de escolher uma mulher. Estudava, observava e planejava bem cada detalhe do que fazer. Claro que às vezes tinha algumas surpresas, nem todas estavam dispostas a t*****r comigo sem qualquer chance de ter um relacionamento. Então eu tinha que dispensá-las.
A mim não me interessava um relacionamento amoroso com sexo comum e rotina. Até podia pegar leve no começo, mas quando elas aceitavam o que tinha a oferecer, eu queria pegar pesado. Por isso escolhia as que pareciam aguentar mais. Nada de magras, sensíveis e fraquinhas. Não era um relacionamento amoroso, era apenas prazer. E para ter prazer, precisava das características certas.
Notei que a amiga dela tinha engatado uma conversa com um desconhecido, a deixando de lado. Aproveitando a chance, me aproximei e parei bem atrás dela. Estranhamente, ela não notou minha presença. Cheguei bem perto e senti o cheiro do seu cabelo. Tinha um cheiro delicioso de alguma fruta, que eu não consegui distinguir, mas era convidativo. O caminho de suas costas até sua b***a, me convidava a tocá-la.
Pousei a mão levemente em suas costas, mas ela se assustou e impulsionou o corpo para frente, quase perdendo o equilíbrio. Eu a segurei no lugar.
— Calma! — falei em seu ouvido. — Relaxa.
A senti relaxar e notei o quanto aquela mulher era confiante e ousada. Passei as mãos por suas costas nuas, sentindo ela se arrepiando com o meu toque. Esperava realmente que estivesse excitada, porque eu já estava com uma baita de uma ereção pincelando a minha cueca.
A desconhecida se virou, me olhando com seus olhos quentes. Sua boca suculenta e carnuda na medida certa, atraíram minha atenção. Não podia ver muito com a máscara, mas o que vi, adorei.
— Oi, linda. Sabia que você era linda só de te olhar de costas. — Me recriminei pelo “Oi, linda”, no início. Esse não era meu estilo de diálogo. Mas a safada conseguiu me deixar nervoso.
— Quem é você e o porquê me tocou? — seu tom era firme e autoritário. Me dando ainda mais vontade de calar essa boquinha com o meu p*u.
Seus olhos queimavam tanto, que consegui ver o quanto ela era forte com algumas simples palavras. Uma mulher não passa uma noite recusando homens, se ela não souber o que quer. E aquele era o tipo de garota que sabia o que queria.
Geralmente eu levava mais algumas pesquisas para escolher alguém, mas estava bem tentado a escolher aquele pedaço de pecado bem na minha frente.