Capítulo 4

3117 Palavras
Amélia Villela — Não, nem pensar! — falei olhando os sapatos altíssimos na mão da minha melhor amiga. — Já estou desconfortável o bastante com esse vestido. — olhei para minhas costas nuas no espelho, um decote que ia até a altura da minha b***a. — Eu vou colocar a plataforma. — De jeito nenhum! — Amanda me segurou no lugar, me olhou feio e balançou os saltos no meu rosto. — Mas eu vou logo avisando, tem uma grande probabilidade de eu cair. — Peguei os saltos e me sentei para colocar. — Não vai cair não. — ficou me observando e sorrindo. — O que foi? — Amiga, você é muito gostosa. — revirei os olhos. Me considerava uma mulher atraente na maioria do tempo, mas por vezes, minha autoestima me traia. — Você já escolheu seu nome de guerra? — Nome de guerra? A gente vai se prostituir? — Não! Mas vamos t*****r iguais cadelas no cio, e talvez, queira preservar sua identidade. — Amanda. Eu não sei se essa coisa de sexo casual é muito a minha praia. Você sabe, eu só transei com o Marcos a vida inteira. — E transou muito m*l, não é amiga? Ele além de ser fraco na cama, é um i****a. Eu sempre disse que ele ia cometer um deslize com você. — Mas eu tenho um pouco de culpa também. Me afastei dele ao longo dos anos e não tinha mais t***o. — Ei! — ela estalou os dedos na frente do meu rosto. — Acorda, Amélia! Ele te traiu porque é um canalha. Para de se culpar pelos erros dos outros. Coloquei a máscara preta e parei de frente ao espelho, desfrutando do meu visual. Cabelos soltos, batom vermelho e salto preto para completar. Estava uma v***a sexy naquela noite e não deixaria ninguém dizer ao contrário. — Donna! Esse é meu nome de guerra. – olhei para a minha amiga e ela sorriu. ***** O clube era em um local reservado e difícil de achar. Estava lotado de anônimos, vestindo máscaras e vestidos de todas as cores. Mulheres e homens aparentemente bonitos e bem vestidos. Quando conseguimos entrar, vi vários sofás e algumas pessoas se pegando de uma forma bem íntima. Tanto em casais, quanto em trisais. Meu coração gelou e eu me senti envergonhada. — Isso é uma casa de swing? — olhei espantada para minha amiga. — Não! É uma casa onde as pessoas vem para se conhecer e se pegar. Rola muita coisa, mas ninguém vai t*****r na sua frente. Não se preocupe. — Não quero nem saber como você descobriu esse lugar. — ela sorriu e piscou para mim. Apesar de realmente tentada a desistir e voltar para casa, resolvi me desafiar a ficar e curtir uma noite sem reservas. Não estava certa sobre t*****r com um estranho desconhecido, mas com certeza ia dançar e curtir a noite. Amanda e eu dançamos e tomamos alguns drinks. Até fomos abordadas por alguns homens no percurso. A Amanda engatou uma conversa com um desconhecido, que se nomeou Alex, mas realmente acreditava que, como nós, ninguém estava realmente sendo verdadeiro naquele lugar. Era tudo personagem. Senti uma mão quente encostando nas minhas costas. Impulsionei o corpo para frente, assustada, e quase me desequilibrei. As mãos seguraram meu ombro, me colocando no lugar. — Calma! — a voz sexy masculina falou no meu ouvido. — Relaxa. Relaxei o corpo ao som da sua voz e ele passou as mãos nas minhas costas nua. Me arrepiei um pouco com o toque do desconhecido, mas realmente me senti quente e excitada. Me virei para olhar, quem havia tido a ousadia de me tocar tão intimamente e dei de cara com um belo par de olhos azuis e uma boca perfeita semi aberta por um sorriso. — Oi, linda. Sabia que você era linda só de te olhar de costas. — a voz dele era sexy igual a um inferno. — Quem é você e o porquê me tocou? — tentei parecer brava e não demonstrar que estava derretendo por um estranho. — Confesso, que tentei resistir de vim aqui, mas eu estava realmente seduzido por sua beleza. — Pelo meu corpo, você quer dizer. — O conjunto da obra. Você há de concordar, que não posso ver muito por trás da máscara. Então, sim, o seu corpo foi a primeira coisa que me chamou atenção. Estou realmente convencido em fazê-la minha essa noite. — meu corpo estremeceu ao ouvir a sinceridade daquele desconhecido. — Não estou interessada em ser de ninguém essa noite. Mas agradeço seu empenho. — Discordo. A julgar pelo jeito que estava dançando e esse vestidinho sexy, acho, sim, que está à procura de alguém. Só estava esperando o cara certo. Pois bem, cá estou. Vou poupá-la de conversas constrangedoras, com homens aleatórios essa noite e convidá-la a passar o resto da noite comigo. — geralmente não dava muito espaço para conversa com homens desconhecidos, mas aquele homem me deixou intrigada. — E o que te leva a crer, que é o cara certo para mim, e que estou interessada em passar a noite com você? Ele deu um passo em minha direção, enlaçando a minha cintura. Segurou o meu queixo e colou os nossos lábios. Sua língua explorou a minha boca centímetro por centímetro. Aprofundei nosso beijo, chupando e mordiscando seus lábios macios. Ele desceu a mão pelo meu decote, acariciando minhas costas e chegou a minha b***a, apertando levemente e puxando meu quadril de encontro a sua virilha. Aquele simples gesto, enviou um alerta para todo meu corpo, me deixando excitada. Sua língua ágil explorou minha boca, enquanto sua mão apertava minha b***a, me fazendo senti sua ereção crescente na minha virilha. Ele interrompeu nosso beijo, dando selinhos na minha boca. Em seguida, beijou o meu pescoço. Depois foi para o meu ouvido e sussurrou: — Qual seu nome? — Precisei de alguns segundos para me recuperar do beijo e lembrar o meu nome. — Ame... Donna! — Prazer em conhecê-la, Donna. Eu sou Julian. — uma bela mentira. — Você gosta de sexo, Donna? — afastou seu rosto, para me olhar e eu apenas assenti para sua pergunta. — Pois eu vou direto ao ponto. Gostaria que passasse a noite comigo, sem compromissos ou reservas. Apenas uma noite prazerosa, tanto para mim, quanto para você. E, antes que decida dizer não, olhe em volta, ninguém viria para um lugar como esse, apenas para dançar ou tomar um drink. — estremeci com as suas palavras e o encarei por alguns segundos. O meu lado racional diria não para aquele convite. Embora não parecesse, ele poderia ser um assassino ou maníaco. E também parecia ser bastante autoritário e convencido. Sem contar que eu nunca tinha feito sexo casual antes. Mas meu corpo todo dizia sim milhares de vezes. — Para onde pretende me levar? — questionei. — Você já veio aqui? — Não, é a minha primeira vez. — Atrás de você, tem uma área onde podemos ter privacidade. Podemos ir e você se sentirá mais segura, por estar em um lugar lotado. Mas se quiser, podemos ir para minha casa. — Não! O lugar reservado está bom. — Você me dá um minuto? Eu já volto. — sorriu e desapareceu na multidão. Olhei em volta, procurando a Amanda, mas ela estava quase transando no sofá com o Alex. Então, resolvi escrever uma mensagem: Amélia: Não me procure. Eu vou t*****r. Quase que instantaneamente ela respondeu: Amanda: Como o bonitão que estava com a mão na sua b***a? Amélia: Ele mesmo. Amanda: Ele é o dono desse lugar. Amélia: O QUÊ? Antes que pudesse ler a resposta, senti as mãos do Julian nas minhas costas. — Vamos? — assenti e ele me guiou. Chegamos a um corredor atrás da boate, onde tinham várias salas. Entramos em uma porta e me surpreendi com o que vi ao entrar. Era uma sala grande, com uma enorme cama vermelha de couro e um sofá da mesma cor. Também tinha um enorme X no teto e algumas argolas presas à parede. Comecei a pensar, que ele era sadomasoquista ou algo do tipo. Seja o que for, eu não estava preparada para aquilo. — Assustada? — questionou. — Chocada. — Você gosta de ser amarrada, Donna? — como explicar para ele, que eu só tinha feito sexo rápido e sem graça com o meu ex namorado? — Não sei o que pensar sobre isso. Talvez você tenha escolhido a pessoa errada, para trazer para o seu quarto privado do sexo selvagem. — ele deu uma gargalhada. — Escolhi exatamente a pessoa certa. Mas não se preocupe, eu não vou te machucar. Só vou te fazer gozar como nunca. Julian colocou as mãos no laço da sua máscara e desamarrou, descobrindo o seu rosto. O maldito não só tinha olhos lindos e uma boca perfeita, mas todo conjunto da obra era bem atraente. Também parecia ser um homem bem jovem, uns 30 anos. Caminhou até mim e tirou a minha máscara lentamente, me analisando por alguns minutos. — Linda, como eu imaginei. — abriu um sorriso e meu corpo todo reagiu. — Você está nervosa? — Um pouco. — Por quê? — Bom, isso não é nada que eu faria em um dia comum. — O quê? Sexo? — Sexo com um desconhecido. — Nos apresentamos agora pouco. Não acho que somos tão desconhecidos. — sorriu. — Você me disse que seu nome é Julian. O que me parece ser uma grande mentira. — Por que eu mentiria? — Porque todos aqui parecem mentir. — Você está mentindo, Donna? — mas é claro que sim. — Não! — Então, nem todos estão mentindo. — sorriu, e eu fiquei prontamente excitada. Ele me puxou para um beijo, seus lábios quentes explorando minha boca, dançavam na mesma sintonia da sua mão ágil, que apertava minha b***a e puxava de encontro a sua ereção iminente. Esfregou sua virilha na minha, me deixando ansiosa para ver o que ele tinha dentro da calça. Segurei o cós da sua calça e abri o zíper rapidamente. Ele sorriu em minha boca e mordiscou o meu lábio. — Me deixa te ajudar com isso. — sussurrou. Se afastou um pouco e tirou a calça, depois a camisa. Sua cueca branca me deu um vislumbre do que estava por vim. Aquilo era provavelmente um belo p*u, gritando para ser livre. Meu coração acelerou, quando ele acariciou seu m****o rígido por cima da cueca. Virou-me abrindo o zíper do meu vestido e o tirando lentamente. Meu corpo estremeceu ao sentir sua mão caminhar das minhas costas até minha b***a. Virei e ele olhou diretamente para meus s***s nus. Seus olhos azuis brilharam de malícia, quando ele acariciou meus s***s e depois levou a boca, um depois o outro. Sua boca quente e macia, chupava com agilidade meus m*****s rígidos. Suas mãos caminharam da minha barriga até o meio das minhas pernas. Ele circulou o dedo pela minha calcinha molhada e esfregou a área do meu c******s. Gemi e me desequilibrei um pouco. Ele me segurou pela b***a e me ergueu em seus braços, me levando até a cama. Me acomodei na cama macia, enquanto ele se inclinou sobre mim. — Você se incomodaria em ficar com os sapatos? — balancei a cabeça dizendo que não e ele sorriu. Suas mãos ágeis seguraram a lateral da minha calcinha e rasgou, de um lado, depois do outro. O olhei horrorizada. — Você não precisa disso. — jogou o que sobrou da minha calcinha no chão. — Na verdade, eu preciso sim. Para ir para casa. Você não precisava rasgar minha calcinha como um animal. — Agora, eu vou te comer como um animal. — murmurou, me olhando firme. Suas palavras me fizeram repensar um pouco, sobre t*****r ou não com aquele desconhecido, mas logo parei de pensar, quando ele me puxou pelo quadril, abrindo as minhas pernas. Julian olhou para o meio das minhas pernas, sem pudor ou decoro. Seus olhos ardiam, o safado meteu a boca sem nenhuma reserva. Me fazendo gritar, ao senti sua boca quente na minha i********e. Passou a língua pelo meu c******s e sugou. Voltei a gritar, segurando seus cabelos. Ele continuou a me chupar, alternando entre deliciosas lambidas e chupadas no meu c******s inchado. Enfiou a língua bem no meio da minha entrada. Gemi e puxei seus cabelos. Estava quase gozando, quando ele parou. — Não para. — murmurei ofegante. — Você quer gozar na minha boca, Donna? Levei a mão ao meu c******s, tentando aliviar a tensão entre as minhas pernas, mas ele segurou meu pulso, colocando as minhas mãos acima da cabeça, deu um tapinha bem na minha b****a inchada. Gritei, e ele voltou a puxar meu quadril em direção ao seu rosto e me chupar. Enfiou dois dedos em mim, enquanto me lambia e sugava. Passou a língua no meu c******s lentamente, uma última vez, antes de explodir em sua boca. Gritei seu nome e me contorci na cama. Ele continuou movimentando seus dedos, até meus espasmos pararem. Senti meu corpo relaxar, depois de um delicioso g**o, que nunca ninguém havia me proporcionado daquela forma. Julian passou a mão pelo meu corpo e eu o olhei, o maldito homem estava completamente nu, acariciando seu m****o ereto. Confesso que fiquei um pouco assustada pelo seu tamanho. Grosso o bastante para eu ter certeza que me causaria um estrago. O homem parecia um Deus da mitologia grega, de tão gostoso e deliciosamente esculpido. Seu cheiro também era incrivelmente agradável. — Está tudo bem? — me olhou, com um sorriso malicioso em seu rosto. Assenti e evitei comentários sobre seu enorme p*u. Se Deus fez, é porque cabe. Estendeu a mão para mim, e me levou até a parede ao lado da cama. Abriu a gaveta ao lado e pegou uma camisinha, um frasco de alguma coisa, um lenço e uma corda. — Preciso que você confie em mim, prometo que não vou te machucar. Mas se algo não te agradar, só você dizer, que paro na hora. Está bem? — Sim. — Estenda os pulsos para frente. — instruiu. Obedeci e ele amarrou meus pulsos juntos, depois amarrou na argola acima da minha cabeça. Pegou o lenço e cobriu meus olhos, tampando minha visão. Ouvi seus movimentos pela sala e senti sua mão quente na minha pele. Ele passou um líquido quente por todo meu corpo e no meio das minhas pernas. Desceu até meus pés e tirou meus sapatos. — Em outra ocasião, eu gostaria de te comer de quatro com seus sapatos. Suas pernas ficam incríveis com eles. Sua b***a fica perfeitamente empinada. — falou no meu ouvido. O fato dele falar como se fosse nos ver novamente, me deixava mais excitada. Ele acariciou o meu corpo, dando atenção especial para os meus m*****s enrijecidos. Sugou o bico, puxando levemente entre os dentes, e me fazendo sentir uma leve dor. Sua mão explorava meu c******s, entrando e saindo da minha entrada algumas vezes, antes dele se afastar por um instante. Quando voltou, levantou minha perna direita e apoiou no seu quadril. Seu p*u roçou na minha entrada molhada, fazendo movimentos circulares e me fazendo ansiar em tê-lo dentro de mim. Entrou lentamente me fazendo sentir uma leve dor e resistência em recebê-lo. Continuou empurrando para dentro, até estar totalmente acomodado. — Caramba! Você é muito apertada. Está tudo bem? — Sim. — como explicar que meu ex namorado era um i****a de p*u pequeno? Julian começou a se movimentar dentro de mim e acelerar o ritmo gradualmente. Meu corpo foi se acostumando a ele e pedindo por mais. Eu queria segurar seu quadril e puxar para ele enfiar mais fundo, mas estava amarrada. — Enfia mais forte. — gemi. Me segurou pelo quadril e me ergueu na parede. Apertei minha perna em volta dele e comecei a incentivá-lo a ir mais fundo. Julian acelerou o ritmo do seu quadril, fazendo minhas costas baterem na parede. Não me importava em ficar toda roxa ou dolorida, eu só queria que ele enfiasse o mais fundo possível. Queria senti-lo em toda sua imponente extensão, mesmo que aquilo me deixasse dolorida. Ele gemeu no meu ouvido e apertou minha b***a, enquanto continuava a me chocar contra a parede. Juro que se tivesse alguém atrás daquela parede, eles estavam tendo um belo espetáculo ao vivo. Puxou a minha venda e me olhou nos olhos. — Goza para mim. — urrou e continuou a socar forte. Inclinei a cabeça para frente. A única força que tive no corpo, era para gritar seu nome enquanto gozava. Ele urrou igual um animal enquanto gozava, com mais algumas belas estocadas. Depois se movimentou lentamente dentro de mim, enquanto desfrutamos dos últimos espasmos do nosso ápice. Se esforçou para me desamarrar e me colocar na cama. Minhas pernas não me respondiam, depois de dois orgasmos incríveis. Ele se deitou do meu lado e acariciou minhas costas. — Você está bem? — perguntou e parecia realmente preocupado. — Após gozar duas vezes? Eu estou ótima! — sorri. — Então, alguns minutos para se recuperar? Antes de acabar a noite, eu ainda quero te comer de quatro. — De novo? — o olhei espantada. — Sim. A noite ainda não acabou. A não ser que esteja muito cansada ou dolorida. — me remexi na cama. Estava realmente dolorida, mas acho que aguentava mais uma ou duas. — Não estou tanto. Só achei você bastante intenso. — Você ainda não viu nada. Eu poderia t*****r com você a noite toda. De quatro, amarrada, suspensa na parede. — ele beijou minhas costas. — Aliás, eu estava pensando. Se você estiver disponível, nós podemos prolongar isso um pouco mais. — Prolongar? — me virei para olhá-lo. — Eu gostaria de sair com você mais vezes. — Tipo um relacionamento? — Tipo sexo casual, amigos coloridos, sei lá como se chama isso. Eu não curto relacionamentos, isso estraga tudo. Acredito que você não curta também. — Bom, eu namorei por seis anos. Sou suspeita para falar. — Seis anos? E não casou? — História complicada. Vamos falar de outra coisa. — O que você faz da vida, Donna? — Sou gerente de marketing em uma empresa, mas no momento acho que terei que procurar outro emprego. — Por quê? — Meu novo chefe é um escroto i****a. — Sério? Ele te trata m*l? — É um i****a, que adora me dá ordens por mensagens. Eu não o conheço pessoalmente ainda e gostaria de nunca conhecer. — Parece uma história complicada. — É uma história completamente complicada. Então, terceiro round? — sorriu e me puxou para ele.
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