Amélia Villela
Eu tinha entendido o significado de “f***r com força”, enquanto tentava esconder as marcas da minha noite de f**a, com maquiagem. Os dedos dele ficaram marcados no meu pescoço, como uma tatuagem, que me fazia lembrar dele tentando me sufocar, e do quanto eu adorei ser sufocada. Repetia para mim mesmo que estava louca e doente, por gostar de tal brutalidade, mas foi exatamente a brutalidade que me fez gozar loucamente.
Era normal querer ser fodida, sufocada e agredida de novo? Ele fodeu a minha mente, além do resto do meu corpo. Pensei seriamente em ligar para ele, mas logo um sinal de alerta acendeu em minha mente.
— Amélia?
— Ai! Que susto, Amanda! — pulei de sobressalto, quando a Amanda entrou no banheiro. — Você me assustou, p***a.
— Eu estava te procurando. O que é isso... — tocou no meu pescoço. – É um chupão? c*****o, o Boss te fodeu valendo. Como foi? Você sumiu e nem me ligou ontem.
— O quê? Que Boss? — falei, confusa.
— Boss, é assim que chamam ele no clube. Você transou com a p***a do dono do clube. Todas as mulheres querem t*****r com ele, mas ele não é de ficar com ninguém.
— Você frequenta sempre aquele lugar? — só consegui pensar na vida s****l secreta da minha amiga.
— Como você acha que eu compro roupas e sapatos caros?
— Meu Deus! Você é prostituta?
— Não, né Amélia. Eu só frequento os lugares certos. Mas esquece de mim, me fala sobre você. Como foi?
— Normal. — “normal” não era nem perto do que aconteceu, mas não queria render o assunto com a minha amiga.
— Normal? — ela me analisou. — Tipo sexo com seu ex namorado?
— Claro que não. Foi bem melhor. Foi bom. — proibido, sujo, dolorido e gostoso. — me analisou, depois abriu um sorriso. — O que foi? — questionei.
— Você está com cara de quem foi bem comida. Olha só essas bochechas, estão coradas como uma maçã do amor. — tentei esconder o rubor e peguei meu celular, que não parava de vibrar no mármore do banheiro.
Abri um e-mail, vindo do chefe da empresa. Um aviso sobre uma reunião relâmpago em poucas horas.
— Algo sério? — Amanda questionou.
— Não, é só uma reunião, acho que finalmente vou conhecer meu chefe. — declarei zero animada.
*****
Sabe quando você tem um evento de grande escala e nem sequer está vestida para ocasião? Era assim que eu me sentia naquele momento, andando de um lado para o outro na minha sala. Era um misto de angústia e nervosismo, queria pensar, que a vinda do Julian Navarro ao escritório não ia me trazer sérias consequências, mas não conseguia espantar aquele sentimento.
Julian. Aquele nome me lembrava o bonitão destruidor de calcinhas, mas não era justo associá-lo ao meu chefe monstro. Dois homens com nomes iguais e personalidades diferentes.
Fui para sala de reuniões, cumprimentei a todos gentilmente. O tal do Julian não havia chegado como era de se esperar. Marca a reunião e chega atrasado, como a p***a do dono do mundo.
Comecei a tocar uma cadência com os meus dedos, nervosa. Parei quando notei que todos mudaram suas posturas e alguns se levantam sorrindo, com a chegada do tal Navarro.
— Senhor, Navarro. É um prazer tê-lo. Seja muito bem-vindo. — tentei olhar para ele, mas o Lucas, gerente de comunicações, ficou na frente.
— Obrigado. Podem sentar. — p***a! A voz dele.... O homem falou, me fazendo travar onde estava. Olhei para frente e repeti para mim mesmo que eu estava ficando louca.
Ele passou pelas minhas costas e era o mesmo cheiro, o mesmo perfume.
A mesma voz, o mesmo perfume, mesmo nome... Como isso era possível? p***a! Mil vezes p***a!
Ele sentou ao meu lado e eu me recusei a olhar. Me recusava a encarar a merda que eu tinha feito da minha vida. Eu não podia ser tão azarada para isso ser verdade.
Recolhi as minhas forças e olhei para o meu novo chefe, só para reconhecer que eu era a p***a da v***a mais azarada da face da terra.
Nem para dar essa sua b****a você serve, querida.
Ele me olhou, com os olhos raivosos. O azul dos seus olhos, nunca estiveram tão negros. Comecei a suar igual uma porca na cadeira e só queria ter onde enfiar minha cabeça.
Ele começou a balbuciar e gesticular, como um verdadeiro ator de filme dramático. Estava tão presa no filme de terror que se passava na minha mente, que não ouvia nada do que dizia. Apenas via sua boca bater com constância, enquanto ele me devorava com o olhar. Estava na p***a de um pesadelo e ele tinha olhos azuis!
— SENHORITA, VILLELA? — o senhor pesadelo sexy gritou, me despertando do meu surto interior. — Você quer se sentar ou precisa de ajuda? — me olhou, com seus olhos azuis em chamas. Eu já tinha visto aqueles olhos azuis em chamas antes, mas por outro motivo. Olhei para sala cheia de executivos, me olhando. Sentei na cadeira ao lado do meu recém descoberto chefe, que me olhava com raiva. — Bom, vamos descobrir o que a senhorita... — leu o papel na mesa. — Amélia Villela, tem para nos dizer sobre os recentes problemas gráficos da empresa.
Ele jogou a pasta na minha frente e, eu juro, que queria fazê- lo engolir aquela pasta, junto com o seu sarcasmo e sua raiva exacerbada. Julian parecia a p***a do rei do mundo, sentado em seu trono, enquanto me olhava. Era louco associar o homem que me fez gozar várias vezes em uma noite, com o homem escroto e arrogante, que estava na minha frente.
Me olhou, enquanto eu terminava de dar as últimas explicações sobre os problemas de marketing da empresa.
— Espero que o senhor tenha entendido, que não foi minha culpa. — comecei.
— Nós perdemos uma campanha de milhões, devido a uma má impressão e não é sua culpa?
— Talvez, se o senhor tivesse lido as drogas das minhas mensagens, saberia que essa empresa que o senhor contratou é uma porcaria. — fui ríspida demais em minhas palavras e todos me olharam espantados. O Julian franziu o cenho e me olhou furioso.
— Na minha sala, senhorita Villela! AGORA! — esbravejou raiva em suas palavras.
Me levantei com raiva, fazendo a cadeira bater na parede e fui marchando até a sala do meu chefe. Ele veio atrás de mim. Abri e entrei sem pensar duas vezes. Ele bateu à porta atrás de mim, com força suficiente para fazer meu coração acelerar.
— Então, seu nome é Amélia? Sua mentirosa! — falou furioso.
— Quem é você para me chamar de mentirosa? — o encarei.
— Eu sou a p***a do seu chefe!
— EU ME DEMITO! — gritei.
— Por quê? Por que você é fraca demais para aguentar ficar na mesma sala, com o homem com quem você transou?
— Porque você é um escroto. Se eu soubesse quem era, nunca teria transando com você. Eu devia ter desconfiado da p***a do nome, mas como ia adivinhar que um homem tão incrível seria um i****a?! Agora você vem dar um show comigo e bancar o chefão na frente de todos? Eu me demito, senhor Navarro! — ele fechou as persianas e caminhou na minha direção, com toda elegância que só ele possuía.
— Por que você não me ligou? Eu pensei que nós tínhamos um combinado.
— Eu não combinei nada com você. Eu não liguei, porque eu não quis.
— Não parecia que você não queria, quando estava gemendo embaixo de mim.
— Todos nós temos nossos maus momentos.
— Maus momentos? — caminhou até mim e me agarrou pela cintura. — Talvez eu deva te lembrar, quão maus foram os nossos momentos.
— Me solta! — espalmei a mão em seu peito.
— Tem certeza? — me empurrou com o quadril, até eu encostar a b***a na sua mesa.
Segurei o colarinho de sua camisa e o beijei. Retribuiu ardentemente, sua língua provando a minha. Seu quadril pressionou o meu, me empurrando contra a mesa. Ele puxou a gravata e abriu a calça.
— O que você está fazendo? Alguém vai nos ver.
— A sala está trancada. Vamos, vire de costas. — ordenou.
Julian derrubou as coisas da mesa e me empurrou sobre ela, me deixando inclinada. Levantou minha saia até a altura da minha cintura e rasgou minha calcinha dos dois lados.
Maldito animal destruidor de calcinhas!
— Aqui. Você pode usar para tapar a boca e não fazer barulho. Não quero que ninguém descubra, que estou te comendo na minha sala.
— Seu i****a! Você não pode apenas tirar a minha calcinha, como uma pessoa normal? — murmurei irritada.
— Talvez. Mas eu quero que você se lembre de mim, quando estiver andando com a b****a exposta por aí. — deu um tapa na minha b***a, não consegui segurar o grito. — Calada! — ordenou.
Ele puxou minhas mãos para trás e amarrou com a gravata, segurando firme o nó. Afastou minhas pernas com os pés e me penetrou com força. Mordi os lábios para segurar o grito.
— p***a! Eu tinha me esquecido, como é gostoso estar dentro de você. Gostosa! — deu outro tapa e eu juro que meu lábio sangrou, quando eu mordi.
— Ah! c*****o. Assim eu não vou conseguir ficar calada.
— Eu quero que você seja minha, Amélia. Minha.
Era difícil dizer não ao seu pedido, com ele me fazendo gozar em cima da sua mesa.