Mesmo quando a gente briga Letícia Nem tudo são flores. Nem mesmo com alguém que te faz sorrir só de encostar a mão na sua. E eu descobri isso com o Jonas. Foi uma manhã quente, daquelas em que o sol parece querer derreter até a paciência. Eu tava irritada desde cedo — noite m*l dormida, dor nas costas, e aquele maldito sentimento de estar sendo invadida por tudo outra vez. Jonas apareceu como sempre, com um café na mão e um sorriso torto no rosto. — Bom dia, dorminhoca — disse ele, já entrando, como se fosse da casa. — Não dormi nada — respondi, seca. Ele me olhou, tentando entender o clima. — Aconteceu alguma coisa? — Nada demais. Só queria um pouco de silêncio, talvez. Um pouco de espaço. A resposta foi mais áspera do que eu pretendia, mas já tava dito. — Tá. — Ele deixou o

