Um dia você pega uma moeda de um real que caiu do bolso da sua mãe, outro dia você encontra uma cédula na rua e não procura o dono, outra vez você aceita que um homem passe a mão em você por dinheiro, em outro você está cometendo crimes por algumas cédulas, e quando menos percebe, virou uma bolha, um ciclo sem fim. Eu não vou parar por conta própria, eu preciso que alguém me pare e ninguém melhor do que a polícia. Desde que tudo começou eu só vou para trás, isso nunca vai ter fim. — Eu ajudo, faço o que vocês quiserem. Presto depoimento mais umas dezenove vezes se vocês quiserem, para mim não tem problema, eu só quero evitar que a história se repita com outra pessoa. — Finalmente encerrei a minha fala sentada em frente ao delegado que tentava me interromper a todo instante. — Você não

