— Ruby! — Gritei por ela enquanto descia os batentes do morro quase correndo e desesperado para chegar até ela. A Ruby olha para trás, mas especificamente para mim e vira novamente continuando a andar. — Ah, qual é? Me espera aí. — Puxei o braço dela para me olhar quando consegui alcançar ela, e a Ruby revirou os olhos com indiferença virando para me escutar. — Agora é sério, está bem? Não volto mais aqui, vamos para casa. — Não estou julgando você, não é isso. Só estou meio confusa, perdida. — Ela explicou com o tom de voz neutro e ficamos em silêncio por uns instantes naquele clima desconfortável. — Daqui alguns meses você vai para a faculdade, a escola vai acabar e eu vou continuar nesse bairro de merda, onde não há um emprego descente para mim e a única forma de conseguir dinheiro

