Capítulo 11

1651 Palavras
- Pensei que só eu tinha sentido... Confessou ela com a boca grudada na caneca e viu Ethan engolir a seco. E mais um salto em sincronia daqueles dois corações ocorreu ao ter aqueles olhares conectados em alguns segundos dentro de uma intensa troca de olhares silenciosos. Eles estavam perdidos. Aparentemente seriam o fim um do outro. - Bem, acho que eu te devo uma massagem, não é? Ethan relembrou pegando as compressas no balcão atrás de si e entregando a Lia que já havia terminado o chá. - Toma, me espera lá na sala, eu vou só tomar um banho e já vou. Depois de Lia pegar as compressas das mãos do alfa, o viu desaparecer rapidamente pela porta nem mesmo imaginando que o alfa já lutava arduamente contra a sua primeira ereção de pré cio. - Tão quentinho... Quase gemeu ao sentir as compressas aquecendo sua barriga e diminuindo drasticamente a dor alí, coisa que o fez até mesmo pensar e observar as coisas com mais clareza, acabando por achar uma foto na mesinha de centro embaixo do pequeno vaso de flor. Olhando para o corredor para ver se Ethan se aproximava, ele puxou logo em seguida a foto e viu que nela estava uma garota de cabelos castanho claros e de rosto muito bonito e também Ethan que a abraçava por trás com o rosto enfiado em seu pescoço, sorrindo como se apreciasse aquele ato. Eles estavam em uma praia muito bonita e só de ver a maneira como Ethan parecia feliz a embrulhava o estômago. Abandonou a foto alí mesmo virando ela de cabeça para baixo para não precisar encará-la por mais tempo. Não iria se torturar assim, já estava com sentimentos demais para acrescentar mais um onde nem cabia. Não tinha direito nenhum de se sentir assim, e por isso se esforçou ao máximo para ignorar a foto alí. Coisa que agora Ethan também fazia, já que aparentemente Lia havia esquecido seu celular desbloqueado na pia do banheiro e várias mensagens de uma tal de "alfa Terry" não paravam de chegar. Mas as que mais fizeram Ethan considerar abrir aquele chat e respondê-la foram as primeiras: Oi, Lili! Ainda posso te chamar assim, não é? Qual é, Lia...vamos... até quando vai se entupir de remédio? Só eu sei cuidar de você nessa época e não adianta negar, eu ainda sei os seus ciclos. Johnny me disse que você está com um alfa novo agora, mas eu não acredito. Vocês já usaram muito essa desculpa para me afastar de você, não cola mais. E mesmo que fosse, ele não cuidaria de você tão bem quanto eu, não é, linda? - Que cara insuportável. Ethan, de dentro do box do chuveiro, escutava as notificações entrarem no celular e tentava de qualquer forma ignorá-las, mas era muito difícil quando se tratavam de mensagens de um alfa querendo roubar quem era agora a sua ômega. Era quase inadmissível. Não queria parecer tóxico, por isso - mesmo que ele quisesse muito responder aquele cara com um áudio desaforado - ele apenas desligou o aparelho e deixou alí mesmo. Ninguém iria encostar em Lia naqueles sete dias além dele e ele se certificaria disso. [...] - Voltei... está se sentindo um pouco melhor? Bem, ao que Ethan pronunciou aquilo, a pobre ômega australiana se virou para encará-lo e quis chorar ao sentir uma pontada em seu ventre apenas com a divina visão daquele alfa pós banho. Certamente era algo de se admirar com calma e sobriedade. Como resposta ao questionamento do moreno, Lia soltou um som afirmativo se ajeitando no sofá para se sentar novamente (já que se deu ao luxo de deitar-se) mas Ethan a interrompeu. - Fique como está, apenas vire de bruços. Quase como uma ordem, o mais velho largou a toalha que secava seus cabelos de lado e foi em sua direção. "Ah, ouvir isso em sua voz de alfa deve ser magnífico..." Lia quase verbalizou esse pensamento, coisa que o fez ficar mais atenta ao que pensava ou isso iria a denunciar muito rápido. - Posso? Perguntou antes de tocá-lo, e Lia olhou para trás esperando sua resposta para só então por as mãos em seu corpo, então a ômega sentiu seu coração se aquecer. - Pode. Virou o rosto para frente antes que um enorme sorriso apontasse em seu rosto como um sinal de que havia amado a atitude cordial do alfa. Alfas normalmente não tinham tanta delicadeza, principalmente quando se tratava de um ômega perto do cio que nem seu é. - Você tem covinhas... O alfa pontuou ao erguer a blusa que a garota usava e achar as duas covinhas no início da coluna dela e não resistiu ao desejo de tocá-las. Foi quase que automático o arrepio que subiu pelo corpo de Lia ao que ele sentiu o toque gentil, e se sentiu estranha pois nunca havia de fato reparado naquilo como algo bonito. - Você também tem. Foi o que a ômega conseguiu dizer com o pouco de força que tinha naquele momento, já que Ethan já havia começado sua massagem. - Queria ter algum óleo para passar, mas geralmente eu não compro essas coisas... Disse enquanto esfregava os polegares em movimentos circulares e calmos perto da lombar dela que soltava pequenos grunhidos de satisfação. Estava necessitada de uma massagem já fazia tempos, e ser Ethan a pessoa que está realizando a massagem só torna tudo mais perfeito. - Não tem...p-problema. Gaguejou ao sentir ele subir um pouco mais, passando pelo meio das costas quase chegando a altura de suas escápulas fazendo pressões comedidas e esfregando os pontos certos, ele parecia saber bem o que estava fazendo. Mas o silêncio fazia com que os dois sentissem uma necessidade grande de falarem alguma coisa, talvez até mesmo perguntar sobre a pessoa da foto ou o alfa que enchia o celular dela de mensagens. Contudo, Ethan se privou de fazer qualquer comentário sobre aquilo. - Posso te fazer uma pergunta, Lia? Indagou agora utilizando de sua respiração bucal, pois agora massageava os ombros da mais nova perto das glândulas que emanavam aquele cheiro de café forte e que tentava a todo custo nublar seus pensamentos. - C-Claro. Ela respondeu rápido e simples para não gaguejar mais. - Qual é seu nome inteiro? A pergunta repentina fez Lia levantar o rosto e olhar para trás parando os movimentos do moreno. - Promete não rir? Seu pedido fez o alfa franzir o cenho com um sorriso confuso. - Por que eu riria? Indagou enfezado, mas ao que viu a ômega fechar a expressão rendeu-se. - Okay, eu prometo. Levou a mão esquerda ao peito e elevou a direita em um ato solene que fez Lia soltar um risinho voltando a relaxar o rosto sobre os braços. - Liandra Kelp. Mesmo usando aquele tom de voz baixo, ela sabia que Ethan ouviria e o silêncio atrás de si a deixou receosa a ponto de ameaçar levantar seu rosto novamente. Ato este que nem fora necessário, já que o alfa desceu seu dorso até que estivesse com o rosto próximo ao rosto alheio. - É um nome bonito, por que achou que eu riria? Dessa vez não se privou de sentir o cheiro forte que já emanava daquela ômega, vendo que por estar murmurando suas palavras tão próximo da pele dela, as orelhas da australiana já estavam tomando a cor rubra. - Sei lá, normalmente as pessoas acham que é muito diferente, não combina comigo. Não quis levantar o rosto para responder pois sabia que, pela proximidade em que o outro se encontrava, coisas boas não iriam acontecer. - Pois não acredite neles, acredite somente em mim. Se aventurando em levar uma de suas mãos à cabeleira loira, ele deixou um breve cafuné naquela área ouvindo a ômega suspirar. - Hm...e por que eu faria isso? Eu te conheci hoje, lembra? Comentou Lia disposta a provocar novas reações no alfa que riu ladino entranhou os dedos entre os cabelos loiros. - Da mesma forma que você está totalmente vulnerável pra mim agora... Usou as madeixas para virar o rosto de Lia para si e percebendo que lá estavam aqueles olhos azul turquesa de volta. - ...Confiando. Lia parecia afetada demais agora, com os lábios avermelhados de tanto morder e entreabertos pela falta de fôlego e suas maçãs do rosto rubras e lotadas de sardas. O alfa Seo não se conteve em passar seu nariz suavemente pela pele macia do rosto da ômega sentindo aquele cheirinho de café característico que poderia lhe enlouquecer somente com aqueles atos. Ethan estava sentindo seu lobo se agitar e seu corpo começar a ferver em novos níveis, como brasas. Seu cio estava muito perto, e a presença de uma ômega como Lia alí não estava o ajudando muito. - Ethan... Como um pequeno choramingar, Lia chamou pelo alfa que ainda o admirava com aquelas orbes vermelhas entorpecidas. Foi quando aquele cheiro de café implodiu naquela sala tomando conta de todos os cômodos do apartamento do alfa, Lia arqueou suas costas jogando sua cabeça contra a mão de Ethan ao sentir aquela maldita fisgada bem em sua i********e que certamente já estava encharcando o short que a fora emprestado. - Sim? Mesmo já sabendo o que estava acontecendo, o moreno pergunta e quase se desfaz alí mesmo ao que a garota se virou totalmente para ele o puxando pela camisa afoita. Seu rosto estava todo vermelho e sua boca apenas vociferava sem som a palavra "alfa" várias vezes e apertava os olhos todas as vezes que mais uma pontada atingia seu ventre. - Começou, não é? O alfa estava usando de todo o seu autocontrole disponível para se manter tão perto daquele jeito e sem atacá-la de uma vez só. E descendo suas caricias para o rosto caótico de Lia, deixou um selar em sua testa. - Vem, eu vou cuidar de você, ômega.
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